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Questão de Português — Concordância (Verbal e Nominal) — Avança SP 2024

PortuguêsConcordância (Verbal e Nominal)
Código
qa597234
Banca
Avança SP
Órgão
CM Louveira
Ano
2024
Cargo
Aux Adm ( )

A história do breaking, das ruas do Bronx às Olimpíadas

 

Nova York, início dos anos 1970. Em Manhattan, a parte central (e mais rica) da cidade, dezenas de boates varavam a madrugada tocando hits de bandas como Bee Gees, ABBA, Village People e Earth, Wind & Fire. Foi a era de ouro da música disco.

 

No Bronx, distrito ao norte de Nova York, a população vivia sob péssimas condições. Serviços públicos e políticas habitacionais eram raros. O ápice dessa crise foram os incêndios: somente em 1974, houve 12,3 mil. E foi bem ali, em meio aos escombros de um bairro em chamas, que nasceu um dos movimentos culturais mais importantes do século 20: o hip-hop, que engloba música (com os DJs e os rappers), arte visual (com o grafite) e dança, com o breaking.

 

Criado a partir de uma amálgama de diversos estilos de dança (e até de algumas artes marciais), o breaking nasceu junto com as primeiras festas de hip-hop. Hoje, meio século depois, os passos acrobáticos marcarão presença nas Olimpíadas de Paris.

 

No dia 11 de agosto de 1973, o americano Clive Campbell se apresentou na festa de aniversário de sua irmã, em um pequeno prédio do Bronx. Aos 18 anos, Clive, mais conhecido como DJ Kool Herc, quis testar algo diferente. Ele pegou discos de funk e soul e, em vez de tocá- los normalmente, colocou a agulha nos LPs em pontos estratégicos para tocar apenas os breaks (“pausas”) de cada música. Os breaks são os intervalos em que os vocais e alguns músicos param e só o baixo, a bateria e outros instrumentos que fazem a base (a chamada “cozinha”) permanecem. Para fazer isso, Herc usava duas cópias de um mesmo vinil: quando o break de uma música terminava, o DJ colocava a agulha no mesmo break da outra cópia do disco. A galera curtiu, e ele logo começou a fazer shows cada vez maiores. Pouco a pouco, as batidas ganharam letras.

 

Os MCs (sigla para “mestre de cerimônia”) animavam os shows com rimas cadenciadas, inspirados no ritmo de locutores de rádio, pastores, políticos e outros artistas da época. Nascia assim o rap, outro pilar do hip-hop.

 

Na pista, algumas pessoas aproveitavam os longos breaks criados por Kool Herc para exibir passos de dança. Os homens que dançavam ao som das batidas foram apelidados de b-boys (de bronx-boys, mas também de breakboys); as mulheres, de b-girls. E a dança logopassou a ser chamada de b-boying ou breaking.

 

Desde o início, o breaking esteve ligado a competições. Abria-se uma roda no meio da plateia e pessoas (ou grupos) disputavam para ver quem era o melhor. Surgiram nessa época as crews, grupos de dança que poderiam ser formados por pessoas de um único bairro ou de toda a cidade.

 

A popularidade do breaking estava nas alturas. E a exposição na mídia fez o breaking chegar a outros países, como Japão, França e, claro, Brasil.

 

Os primeiros breakers de São Paulo, inspirados pelas músicas, filmes e videoclipes que chegavam dos EUA, dançavam de maneira dispersa em alguns pontos do centro da cidade. João Break e Luisinho, dois dançarinos que moravam no centro, passaram a organizar encontros na estação São Bento. O local foi a incubadora do movimento hip-hop em São Paulo.

 

Em 2014, o Comitê Olímpico Internacional (COI) assinou a Olympics Agenda 2020, um documento com diretrizes para modernizar os Jogos e torná-los atrativos para as novas gerações. O comitê determinou que cada sede poderia escolher até cinco novos esportes para compor o seu quadro de modalidades. O breaking estava no radar do COI por uma série de fatores: além da sua natureza competitiva, a dança tem apelo entre os mais jovens, é acessível e mescla habilidades técnicas com resistência física. Em 2018, o breaking estreou nos Jogos Olímpicos da Juventude, em Buenos Aires. Em 2020, a França oficializou que o breaking, bastante popular no país, faria parte dos Jogos de Paris.

Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em: <https://super.abril.com.br/cultura/a-historia-dobreaking- das-ruas-do-bronx-as-olimpiadas>.

Leia o texto a seguir  para respoder à questão.

 

A concordância verbal verificada no excerto “O ápice dessa crise foram os incêndios: somente em 1974, houve 12,3 mil.” revela que:

  1. Aa construção “o ápice dessa crise” desempenha o papel sintático de sujeito.
  2. Ba construção “os incêndios” desempenha o papel sintático de sujeito.
  3. Ca construção “somente em 1974, houve 12,3 mil” desempenha o papel sintático de sujeito.
  4. Do objeto direto do verbo “foram” é “12,3 mil”.
  5. Eo objeto direto do verbo “foram” é “os incêndios”.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — a construção “os incêndios” desempenha o papel sintático de sujeito.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Concordância Verbal com Sujeito Posposto

Gabarito: letra B. No excerto “O ápice dessa crise foram os incêndios”, o verbo “foram” concorda com “os incêndios”, que é o sujeito da oração — e não com “o ápice dessa crise”, que exerce a função de predicativo do sujeito. A concordância se dá com o termo posposto ao verbo, fenômeno comum quando o sujeito vem depois do verbo e o predicativo antes.

O Comando

A questão pede que você identifique qual termo exerce a função de sujeito na oração, a partir da concordância verbal observada. Não se trata de interpretação de texto, mas de análise sintática aplicada a um trecho do texto-base. O verbo “foram” está no plural; a pergunta é: quem foram? A resposta a essa pergunta revela o sujeito.

O Texto e a Estrutura da Oração

No trecho, temos:

“O ápice dessa crise foram os incêndios: somente em 1974, houve 12,3 mil.”

A oração principal é “O ápice dessa crise foram os incêndios”. Para achar o sujeito, pergunte ao verbo: o que foram? A resposta é “os incêndios”. Logo, “os incêndios” é o sujeito (posposto ao verbo), e “o ápice dessa crise” é o predicativo do sujeito — termo que atribui uma característica ao sujeito, ligado a ele por verbo de ligação (aqui, o verbo “ser”).

A Regra que Decide

Quando o sujeito vem depois do verbo (sujeito posposto) e há um predicativo antes, o verbo concorda com o sujeito, não com o predicativo. Isso é o que ocorre em “foram os incêndios”: o verbo “ser” concorda com “os incêndios” (3ª pessoa do plural), porque é o sujeito. Se o sujeito fosse “o ápice”, o verbo ficaria no singular: “O ápice dessa crise foi os incêndios” — mas essa construção, embora exista, não é a do texto. A banca explora exatamente essa inversão: o termo que parece sujeito (por estar antes do verbo) é, na verdade, o predicativo.

PEGA ESSA DICA!

Para achar o sujeito, faça a pergunta ao verbo: “Quem/o quê + verbo?”. Em “foram os incêndios”, pergunte: “O que foram?” → “os incêndios”. O termo que responde é o sujeito, mesmo que venha depois.

1Verbo concorda com o sujeito
"foram os incêndios"
2Predicativo anteposto
"O ápice dessa crise"
3Como identificar
Perguntar ao verbo: "o que foram?"
Resposta = sujeito
Sujeito posposto
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Sujeito posposto: Verbo concorda com o sujeito ("foram os incêndios"); Predicativo anteposto ("O ápice dessa crise"); Como identificar (Perguntar ao verbo: "o que foram?", Resposta = sujeito)

Análise das Alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

A construção “o ápice dessa crise” não é o sujeito; é o predicativo do sujeito. O sujeito é “os incêndios”. A banca tenta fazer você acreditar que o termo antes do verbo é sempre o sujeito, mas aqui a ordem está invertida.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“Os incêndios” é o sujeito da oração, pois responde à pergunta “o que foram?”. O verbo “foram” concorda com ele (3ª pessoa do plural). É o caso clássico de sujeito posposto com predicativo anteposto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

“Somente em 1974, houve 12,3 mil” é uma oração separada (coordenada assindética explicativa), com verbo “houve” (impessoal, no sentido de existir). Não é o sujeito da oração anterior. Além disso, “houve” não tem sujeito; é oração sem sujeito.

Alternativa D — ❌ Incorreta

“12,3 mil” é o objeto direto do verbo “houve” (haver no sentido de existir), não do verbo “foram”. O verbo “foram” é de ligação e não pede objeto direto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

“Os incêndios” é o sujeito de “foram”, não objeto direto. O verbo “ser” é de ligação; não há objeto direto nessa oração.

Conclusão

A questão testa a habilidade de identificar o sujeito em uma oração com inversão. A alternativa correta é a B, pois “os incêndios” é o sujeito posposto, e o verbo “foram” concorda com ele. As demais confundem predicativo com sujeito, ou atribuem função de objeto a termos que não a têm.

Gabarito: letra B

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