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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — FUNDATEC 2024

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
qa597261
Banca
FUNDATEC
Órgão
CREMERS
Ano
2024
Cargo
Ag Fisc ( )

Redes sociais geram efeito “cérebro de pipoca”

Por Redação Vitat  

Cérebro de pipoca. Apesar de não ser um termo legitimado pela Psicologia, ele vem ganhando espaço nas notícias de uns tempos para cá. Isso porque busca explicar um problema causado pelo uso exagerado das redes sociais: o foco fragmentado, isto é, quando a concentração “salta” rapidamente de um lugar para o outro – de um modo bem parecido com os estouros dos grãos de milho.

 

Você provavelmente já passou por alguma situação assim. Por exemplo, você está trabalhando normalmente e lembra que precisa acessar o celular para fazer alguma tarefa rápida (pagar uma conta, por exemplo). Quando percebe, vê que já passeou por todas as redes sociais, respondeu as mensagens e fez um monte de pequenas coisas, menos aquela que deveria ter resolvido em primeiro lugar.

 

Mas não pense que a culpa é totalmente sua. Alguns aplicativos populares são projetados para encorajar tal comportamento. Eles fornecem designs viciantes, pequenas recompensas e até microdosagens de dopamina para aumentar cada vez mais o seu envolvimento. Assim, com seu foco “pulando” de vídeo em vídeo em questão de segundos, fica difícil parar de rolar a tela.

 

Para evitar que o seu cérebro se “acostume” com as distrações e gratificações imediatas, o melhor é calcular quanto tempo você passa nas redes sociais por dia – e tentar limitar esse período.

 

Trocar o celular por práticas como leitura, meditação ou outro hobby pode ajudar bastante. Além disso, defina um horário no qual você não vai acessar nenhum tipo de tecnologia. Por exemplo: depois do jantar, você desliga todos os dispositivos, e liga-os novamente só no dia seguinte.

 

Na hora de fazer uma tarefa mais complicada no trabalho, por exemplo, tente ficar longe do celular.

Se você precisar dele para responder a um e-mail, tudo bem, mas certifique-se de que isso não está desviando demais a sua atenção.

 

Atualmente, alguns aplicativos já oferecem temporizadores que cronometram o seu tempo longe das telas. Excluir as redes sociais não é uma alternativa para a maioria das pessoas, então, minimizar os danos que elas podem causar é uma preocupação que todos deveríamos ter.

 

(Disponível em: vitat.com.br/cerebro-de-pipoca/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Leia o Texto.   Considerando o fragmento retirado do texto “Apesar de não ser um termo legitimado pela Psicologia [...]”, infere-se predominantemente que:
  1. AO termo “cérebro de pipoca” é amplamente reconhecido e aceito pela Psicologia.
  2. BO termo “cérebro de pipoca” carece de embasamento científico e não é reconhecido oficialmente pela Psicologia.
  3. CA Psicologia não tem interesse em abordar o fenômeno do “cérebro de pipoca”.
  4. DO termo “cérebro de pipoca” foi criado por profissionais da Psicologia.
  5. EA Psicologia reconhece o termo “cérebro de pipoca”, mas não o endossa oficialmente.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — O termo “cérebro de pipoca” carece de embasamento científico e não é reconhecido oficialmente pela Psicologia.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Inferência a partir do conectivo “apesar de” — Gabarito: letra B.

Gabarito: letra B. O fragmento “Apesar de não ser um termo legitimado pela Psicologia” permite inferir que o termo “cérebro de pipoca” carece de embasamento científico e não é reconhecido oficialmente pela Psicologia. A pista está no conectivo concessivo “apesar de”, que introduz uma ressalva — e essa ressalva é exatamente a negação da legitimação. A alternativa B é a única que parafraseia fielmente o pressuposto contido no trecho, sem acrescentar nada de fora.

O comando: “infere-se predominantemente”

O verbo “infere-se” muda tudo: a questão não pede uma informação explícita (que estaria escrita palavra por palavra), mas uma dedução ancorada em pistas do texto. Inferir não é adivinhar nem completar com conhecimento de mundo: é extrair uma conclusão que o texto obriga a tirar. Aqui, a pista é o conectivo “apesar de”, que estabelece uma relação de concessão — ou seja, admite-se um fato (a não legitimação) que contrasta com o que se esperaria (que um termo usado em notícias fosse reconhecido).

O texto: onde mora a resposta

O primeiro parágrafo do texto é a chave:

“Cérebro de pipoca. Apesar de não ser um termo legitimado pela Psicologia, ele vem ganhando espaço nas notícias de uns tempos para cá.”

Repare: o autor não diz “a Psicologia não reconhece o termo” de forma direta — ele usa a locução “apesar de” para marcar que a não legitimação é um fato dado, um pressuposto. Quem escreve “apesar de não ser legitimado” pressupõe que, de fato, não é legitimado. Essa é a inferência que a banca cobra: transformar o pressuposto em afirmação explícita.

A técnica: pressuposto × subentendido

O pressuposto é uma informação implícita, mas marcada linguisticamente — está “nas palavras”, como uma pista deixada pelo autor. No trecho, o pressuposto é: o termo não é legitimado pela Psicologia. Já o subentendido seria uma dedução subjetiva, não marcada — por exemplo, “o autor acha que isso é um problema” (isso sim seria uma interpretação mais livre). A questão pede o pressuposto, que é a leitura mais segura e objetiva.

Análise das alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

“O termo ‘cérebro de pipoca’ é amplamente reconhecido e aceito pela Psicologia.”

Contradiz o texto. O trecho diz exatamente o oposto: “não ser um termo legitimado”. A alternativa inverte o sentido, trocando a negação por uma afirmação positiva. Erro clássico de contradição.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“O termo ‘cérebro de pipoca’ carece de embasamento científico e não é reconhecido oficialmente pela Psicologia.”

Paráfrase perfeita do pressuposto. “Carece de embasamento científico” e “não é reconhecido oficialmente” são reescrituras de “não ser um termo legitimado”. A alternativa não acrescenta nada: apenas explicita o que o conectivo “apesar de” já deixava implícito. É a única inteiramente sustentada pelo texto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

“A Psicologia não tem interesse em abordar o fenômeno do ‘cérebro de pipoca’.”

Extrapola. O texto fala em “não legitimado”, mas não diz nada sobre interesse da Psicologia em abordar o fenômeno. A alternativa inventa uma motivação (falta de interesse) que não está no texto. Erro de extrapolação.

Alternativa D — ❌ Incorreta

“O termo ‘cérebro de pipoca’ foi criado por profissionais da Psicologia.”

Extrapola e contradiz. O texto não diz quem criou o termo — e, se não é legitimado pela Psicologia, é improvável que tenha sido criado por ela, mas isso é dedução de fora. A alternativa acrescenta informação ausente. Erro de extrapolação.

Alternativa E — ❌ Incorreta

“A Psicologia reconhece o termo ‘cérebro de pipoca’, mas não o endossa oficialmente.”

Contradiz o texto. A alternativa diz que a Psicologia reconhece o termo, mas o texto afirma que ele não é legitimado — ou seja, não é reconhecido. A primeira parte da frase já é incompatível. Erro de contradição.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a diferença entre pressuposto (o que está implícito, mas marcado) e extrapolação (o que se acrescenta de fora). As alternativas C, D e E parecem plausíveis, mas nenhuma delas tem pista no texto — só a B traduz o pressuposto do “apesar de”.

PEGA ESSA DICA!

Ao ver “apesar de”, “embora”, “mesmo que”, lembre-se: são conectivos concessivos que introduzem uma ressalva — e essa ressalva é sempre um pressuposto. Pergunte: “o que o autor dá como certo ao usar essa palavra?”. A resposta é a inferência pedida.

Conclusão: a questão testa se você sabe inferir sem extrapolar. A alternativa B é a única que reescreve o pressuposto do trecho, sem acrescentar opinião, sem inverter o sentido e sem fugir do tema. Gabarito: letra B.

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