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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — FUNDATEC 2024

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
qa597264
Banca
FUNDATEC
Órgão
CREMERS
Ano
2024
Cargo
Ag Fisc ( )

Redes sociais geram efeito “cérebro de pipoca”

Por Redação Vitat  

Cérebro de pipoca. Apesar de não ser um termo legitimado pela Psicologia, ele vem ganhando espaço nas notícias de uns tempos para cá. Isso porque busca explicar um problema causado pelo uso exagerado das redes sociais: o foco fragmentado, isto é, quando a concentração “salta” rapidamente de um lugar para o outro – de um modo bem parecido com os estouros dos grãos de milho.

 

Você provavelmente já passou por alguma situação assim. Por exemplo, você está trabalhando normalmente e lembra que precisa acessar o celular para fazer alguma tarefa rápida (pagar uma conta, por exemplo). Quando percebe, vê que já passeou por todas as redes sociais, respondeu as mensagens e fez um monte de pequenas coisas, menos aquela que deveria ter resolvido em primeiro lugar.

 

Mas não pense que a culpa é totalmente sua. Alguns aplicativos populares são projetados para encorajar tal comportamento. Eles fornecem designs viciantes, pequenas recompensas e até microdosagens de dopamina para aumentar cada vez mais o seu envolvimento. Assim, com seu foco “pulando” de vídeo em vídeo em questão de segundos, fica difícil parar de rolar a tela.

 

Para evitar que o seu cérebro se “acostume” com as distrações e gratificações imediatas, o melhor é calcular quanto tempo você passa nas redes sociais por dia – e tentar limitar esse período.

 

Trocar o celular por práticas como leitura, meditação ou outro hobby pode ajudar bastante. Além disso, defina um horário no qual você não vai acessar nenhum tipo de tecnologia. Por exemplo: depois do jantar, você desliga todos os dispositivos, e liga-os novamente só no dia seguinte.

 

Na hora de fazer uma tarefa mais complicada no trabalho, por exemplo, tente ficar longe do celular.

Se você precisar dele para responder a um e-mail, tudo bem, mas certifique-se de que isso não está desviando demais a sua atenção.

 

Atualmente, alguns aplicativos já oferecem temporizadores que cronometram o seu tempo longe das telas. Excluir as redes sociais não é uma alternativa para a maioria das pessoas, então, minimizar os danos que elas podem causar é uma preocupação que todos deveríamos ter.

 

(Disponível em: vitat.com.br/cerebro-de-pipoca/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Leia o Texto.

 

– Analise as asserções abaixo sobre o termo “cérebro de pipoca” e a relação estabelecida entre elas:

 

I. O termo “cérebro de pipoca” não é legitimado pela Psicologia.

 

PORQUE

 

II. Busca explicar um problema causado pelo uso exagerado das redes sociais.

 

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.

  1. AAs asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.
  2. BAs asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I.
  3. CA asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
  4. DA asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
  5. EAs asserções I e II são proposições falsas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise das asserções sobre o termo “cérebro de pipoca” — Gabarito: letra B.

Gabarito: letra B. As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não justifica a I. A asserção I afirma que o termo não é legitimado pela Psicologia — o texto confirma: “Apesar de não ser um termo legitimado pela Psicologia”. A asserção II afirma que o termo busca explicar um problema causado pelo uso exagerado das redes sociais — o texto também confirma: “busca explicar um problema causado pelo uso exagerado das redes sociais”. Porém, a relação entre elas é de independência lógica: o fato de não ser legitimado pela Psicologia não é a razão pela qual o termo busca explicar o problema; são informações paralelas, não há relação de causa e consequência.

O comando da questão

A questão pede que você avalie duas asserções e a relação estabelecida entre elas. Isso é diferente de uma simples pergunta de compreensão: além de verificar se cada afirmação é verdadeira ou falsa, você precisa analisar se a segunda justifica a primeira. O verbo-chave é “justificativa” — ou seja, a banca quer saber se a II é a causa da I. Para resolver, você deve: (1) conferir cada asserção no texto; (2) verificar se há relação de causa e consequência entre elas.

O texto e a localização das respostas

O texto apresenta o termo “cérebro de pipoca” logo no primeiro parágrafo. A asserção I está literalmente no texto: “Apesar de não ser um termo legitimado pela Psicologia”. A asserção II também está literalmente no texto, na frase seguinte: “busca explicar um problema causado pelo uso exagerado das redes sociais”. Portanto, ambas são verdadeiras. A questão central é: a II justifica a I? A resposta é não. O texto apenas justapõe duas características do termo: ele não é científico (I) e ele explica um problema (II). Não há nenhum conectivo de causa (como “porque”, “pois”, “já que”) ligando as duas ideias. A não legitimação pela Psicologia é uma constatação sobre o status do termo; a explicação do problema é uma função do termo. São informações independentes.

A técnica para resolver questões de asserção-razão

Em questões de asserção-razão, o primeiro passo é verificar a veracidade de cada proposição. Se uma for falsa, a relação de justificativa nem precisa ser analisada (elimina as alternativas que a consideram verdadeira). Se ambas forem verdadeiras, o segundo passo é verificar se há relação de causa e consequência. Para isso, pergunte: “a II é a razão de a I ser verdadeira?”. No caso, a I é verdadeira porque o texto diz que o termo não é legitimado pela Psicologia — isso independe da II. A II é verdadeira porque o texto diz que o termo busca explicar um problema — isso também independe da I. Não há nexo causal.

Análise das alternativas

Asserção-razão
  • 1Passo 1: verificar veracidade
    • I: verdadeira (texto confirma)
    • II: verdadeira (texto confirma)
  • 2Passo 2: verificar relação de causa
    • Há conectivo causal? (porque, pois, já que)
      • Sim → II justifica I
      • Não → II não justifica I
  • 3Conclusão
    • Ambas verdadeiras, sem nexo causal
    • Gabarito: letra B
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa A afirma que a II é uma justificativa da I. Isso é falso. O texto não estabelece relação de causa entre as duas informações. A I é verdadeira por si só (o termo não é legitimado), e a II é verdadeira por si só (o termo explica um problema). Não há nexo causal. A alternativa extrapola ao inventar uma relação de justificativa que o texto não estabelece.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa B afirma que as duas asserções são verdadeiras, mas a II não justifica a I. Isso está correto. O texto confirma ambas as asserções, mas não há relação de causa entre elas. A banca explora a ausência de conectivo causal entre as duas informações.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C afirma que a II é falsa. Isso contradiz o texto, que diz explicitamente: “busca explicar um problema causado pelo uso exagerado das redes sociais”. A II é verdadeira.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D afirma que a I é falsa. Isso contradiz o texto, que diz explicitamente: “Apesar de não ser um termo legitimado pela Psicologia”. A I é verdadeira.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E afirma que ambas as asserções são falsas. Isso contradiz o texto, que confirma tanto a I quanto a II. Ambas são verdadeiras.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a ausência de relação de causa entre as duas informações. O candidato pode ser tentado a achar que, por estarem no mesmo parágrafo, uma justifica a outra. Mas o texto apenas justapõe as informações, sem conectivo causal.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de asserção-razão, procure conectivos como “porque”, “pois”, “já que” para identificar relação de causa. Se não houver, a II não justifica a I.

Conclusão: a resposta correta é a letra B, pois ambas as asserções são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I. A relação entre elas é de independência lógica, não de causa e consequência.

Gabarito: letra B.

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