Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Sujeito — FUNDATEC 2024

PortuguêsSujeito
Código
qa597270
Banca
FUNDATEC
Órgão
CREMERS
Ano
2024
Cargo
Ag Fisc ( )

Redes sociais geram efeito “cérebro de pipoca”

Por Redação Vitat  

Cérebro de pipoca. Apesar de não ser um termo legitimado pela Psicologia, ele vem ganhando espaço nas notícias de uns tempos para cá. Isso porque busca explicar um problema causado pelo uso exagerado das redes sociais: o foco fragmentado, isto é, quando a concentração “salta” rapidamente de um lugar para o outro – de um modo bem parecido com os estouros dos grãos de milho.

 

Você provavelmente já passou por alguma situação assim. Por exemplo, você está trabalhando normalmente e lembra que precisa acessar o celular para fazer alguma tarefa rápida (pagar uma conta, por exemplo). Quando percebe, vê que já passeou por todas as redes sociais, respondeu as mensagens e fez um monte de pequenas coisas, menos aquela que deveria ter resolvido em primeiro lugar.

 

Mas não pense que a culpa é totalmente sua. Alguns aplicativos populares são projetados para encorajar tal comportamento. Eles fornecem designs viciantes, pequenas recompensas e até microdosagens de dopamina para aumentar cada vez mais o seu envolvimento. Assim, com seu foco “pulando” de vídeo em vídeo em questão de segundos, fica difícil parar de rolar a tela.

 

Para evitar que o seu cérebro se “acostume” com as distrações e gratificações imediatas, o melhor é calcular quanto tempo você passa nas redes sociais por dia – e tentar limitar esse período.

 

Trocar o celular por práticas como leitura, meditação ou outro hobby pode ajudar bastante. Além disso, defina um horário no qual você não vai acessar nenhum tipo de tecnologia. Por exemplo: depois do jantar, você desliga todos os dispositivos, e liga-os novamente só no dia seguinte.

 

Na hora de fazer uma tarefa mais complicada no trabalho, por exemplo, tente ficar longe do celular.

Se você precisar dele para responder a um e-mail, tudo bem, mas certifique-se de que isso não está desviando demais a sua atenção.

 

Atualmente, alguns aplicativos já oferecem temporizadores que cronometram o seu tempo longe das telas. Excluir as redes sociais não é uma alternativa para a maioria das pessoas, então, minimizar os danos que elas podem causar é uma preocupação que todos deveríamos ter.

 

(Disponível em: vitat.com.br/cerebro-de-pipoca/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Leia o Texto.   No Texto, o sujeito da oração que se organiza em torno do verbo “são” é classificado como:
  1. ASimples.
  2. BComposto.
  3. COculto.
  4. DIndeterminado.
  5. EInexistente.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Simples.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Classificação do sujeito da oração com o verbo “são” — Gabarito: letra A.

Gabarito: letra A. O sujeito da oração que se organiza em torno do verbo “são” é simples, pois possui um único núcleo. No texto, a oração é: “Alguns aplicativos populares são projetados para encorajar tal comportamento.” O núcleo do sujeito é “aplicativos” — um único substantivo, mesmo que venha acompanhado de determinantes (“alguns”, “populares”). Como há apenas um núcleo, o sujeito é simples, não composto.

O comando da questão

A questão pede que você identifique a classificação do sujeito de uma oração específica, aquela que tem o verbo “são”. Isso é uma tarefa de análise sintática: você precisa localizar a oração no texto, identificar o termo que funciona como sujeito e contar quantos núcleos ele possui. Não é uma questão de interpretação de sentido, mas de gramática aplicada ao texto.

Localizando a oração no texto

No texto-base, a oração com o verbo “são” aparece no terceiro parágrafo:

“Alguns aplicativos populares são projetados para encorajar tal comportamento.”

Aqui, o verbo “são” (forma do verbo ser) está na voz passiva analítica: “são projetados”. O sujeito é o termo que sofre a ação: “Alguns aplicativos populares”. Para classificar o sujeito, basta identificar o núcleo — a palavra mais importante, que concentra a informação essencial. Nesse caso, o núcleo é “aplicativos” (substantivo). Os demais termos (“alguns”, “populares”) são adjuntos adnominais, que apenas acompanham o núcleo, mas não formam novos núcleos.

A regra que decide

A classificação do sujeito depende do número de núcleos:

  • Sujeito simples: um único núcleo. Ex.: O aluno estudou. (núcleo: “aluno”)

  • Sujeito composto: dois ou mais núcleos. Ex.: O aluno e a professora estudaram. (núcleos: “aluno”, “professora”)

  • Sujeito oculto/desinencial: não está explícito, mas é identificado pela desinência verbal ou pelo contexto. Ex.: Estudamos muito. (sujeito: “nós”)

  • Sujeito indeterminado: não se pode identificar o agente. Ex.: Falaram bem de você. / Precisa-se de ajudantes.

  • Sujeito inexistente: oração sem sujeito, com verbo impessoal. Ex.: Choveu muito. / Há pessoas na sala.

No caso da questão, o sujeito “Alguns aplicativos populares” tem um único núcleo (“aplicativos”), portanto é simples. A presença de vários determinantes não torna o sujeito composto — o que importa é o número de núcleos, não o número de palavras.

Análise das alternativas

1Simples
Um único núcleo
Ex.: "O aluno estudou"
2Composto
Dois ou mais núcleos
Ex.: "Aluno e professora estudaram"
3Oculto/desinencial
Identificado pela desinência
Ex.: "Estudamos muito"
4Indeterminado
Agente não identificável
Ex.: "Falaram bem de você"
5Inexistente
Verbo impessoal
Ex.: "Choveu muito"
Sujeito
LEVELsoulevel.com.br
Sujeito: Simples (Um único núcleo, Ex.: "O aluno estudou"); Composto (Dois ou mais núcleos, Ex.: "Aluno e professora estudaram"); Oculto/desinencial (Identificado pela desinência, Ex.: "Estudamos muito"); Indeterminado (Agente não identificável, Ex.: "Falaram bem de você"); Inexistente (Verbo impessoal, Ex.: "Choveu muito")

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta. O sujeito “Alguns aplicativos populares” possui um único núcleo: “aplicativos”. Os termos “alguns” e “populares” são adjuntos adnominais (determinante e adjetivo), que não constituem núcleos próprios. Portanto, o sujeito é simples.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Incorreta. O sujeito composto exige dois ou mais núcleos, como em “O aluno e a professora viajaram”. No texto, há apenas um núcleo (“aplicativos”), então não há sujeito composto. A banca tenta confundir o candidato com a presença de várias palavras, mas o critério é o número de núcleos, não de palavras.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Incorreta. O sujeito oculto (ou desinencial) é aquele que não está explícito na oração, mas é identificado pela desinência verbal ou pelo contexto. Ex.: “Estudamos muito ontem” (sujeito: “nós”). No texto, o sujeito está explícito (“Alguns aplicativos populares”), portanto não é oculto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Incorreta. O sujeito indeterminado ocorre quando não se pode identificar o agente, geralmente com verbo na 3ª pessoa do plural sem referente claro (ex.: “Roubaram meu carro”) ou com o índice de indeterminação “se” (ex.: “Precisa-se de ajudantes”). No texto, o sujeito é perfeitamente identificável: “Alguns aplicativos populares”. Logo, não é indeterminado.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Incorreta. O sujeito inexistente (oração sem sujeito) ocorre com verbos impessoais, como os que indicam fenômenos da natureza (chover, nevar), o verbo haver no sentido de existir, e os verbos fazer, haver e ir indicando tempo decorrido. Ex.: “Choveu muito ontem”, “Há pessoas na sala”. No texto, o verbo “são” tem sujeito claro, portanto não há oração sem sujeito.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre sujeito simples e composto. Muitos candidatos veem várias palavras antes do verbo e acham que o sujeito é composto, mas o que define é o número de núcleos, não o número de palavras. “Alguns” e “populares” são apenas acompanhamentos do núcleo “aplicativos”.

PEGA ESSA DICA!

Para classificar o sujeito, sublinhe o verbo, pergunte “quem?” ou “o quê?” antes dele e conte os núcleos (substantivos, pronomes ou palavras substantivadas). Se houver um só núcleo, é simples; se houver dois ou mais, é composto.

Conclusão: A única alternativa inteiramente sustentada pelo texto é a letra A, pois o sujeito da oração com o verbo “são” tem um único núcleo (“aplicativos”), sendo classificado como simples. As demais alternativas ou exigem mais de um núcleo (B), ou um sujeito não explícito (C), ou um agente indeterminado (D), ou um verbo impessoal (E) — nenhuma dessas condições está presente no trecho.

Gabarito: letra A

Link permanente: /questoes/qa597270