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Questão de Português — Sujeito — FUNDATEC 2024

PortuguêsSujeito
Código
qa597282
Banca
FUNDATEC
Órgão
CREMERS
Ano
2024
Cargo
Ana ( )

Profissionais ainda temem perder o emprego para IA, mas este especialista aposta no contrário

Por Guilherme Santiago  

Quando o ChatGPT surgiu, em novembro de 2021, e a inteligência artificial se tornou o assunto do momento em todas as rodas de conversas, não teve quem não se preocupasse (nem que por apenas um breve momento) com o impacto que essa inovação poderia trazer.

 

Os redatores do Instituto Americano de Escritores e Artistas, nos Estados Unidos, temeram que a IA colocasse fim em seus empregos. “Eles ficaram horrorizados”, contou Rebecca Matter, presidente do instituto, para o The New York Times. Ela sugeriu ao time usar o ChatGPT para as tarefas simples e se concentrar nas atividades mais estratégicas.

 

Mais de sete mil quilômetros dali, em Londres, a relações públicas Claire, de 34 anos, também estava preocupada. “Não acredito que a qualidade do trabalho que estou produzindo pode ser igualada a de uma máquina”, disse ela, em entrevista para a BBC. “Detesto pensar no que isso pode significar para minha empregabilidade”, completou.

 

O medo também aparece entre os brasileiros: 76% dos profissionais acreditam que a inteligência artificial substituirá seus empregos, segundo um estudo da Page Interim, unidade de negócio do PageGroup, empresa especializada em recrutamento e seleção.

 

Seja nos Estados Unidos, Inglaterra ou Brasil, o medo da tecnologia roubar empregos ainda assombra muitos profissionais. Mas será que isso deve acontecer? Para o especialista e professor Miguel Lannes Fernandes, a resposta é tão clara quanto objetiva: não.

 

Miguel, que é coordenador do MBA de Inteligência Artificial para Negócios da Faculdade EXAME, afirma não acreditar que a inteligência artificial tenha potencial para substituir os seres humanos. Na visão dele, essas ferramentas podem, na verdade, ser grandes aliadas dos profissionais por permitir um melhor desempenho em várias atividades. No mercado, isso é um grande diferencial.

 

“Profissionais que usam inteligência artificial vão ser mais produtivos do que aqueles que não usam”, explica. “E estamos vivendo um momento bastante oportuno, porque as primeiras pessoas que se tornarem pioneiras nas suas áreas usando IA vão se destacar. Mas, em breve, vai deixar de ser uma novidade. Em pouco tempo, todos estarão usando”.

 

O que deve acontecer, segundo Miguel, é o surgimento de diversas posições de trabalho para profissionais capazes de liderar projetos que utilizam inteligência artificial. Em uma rápida pesquisa no LinkedIn, é possível encontrar mais de 2 mil vagas abertas no setor.

 

“Minha expectativa é que seja uma área com muito crescimento e que vai revolucionar a forma como as empresas trabalham no mundo. Empresas estão adotando ferramentas de inteligência artificial, mudando suas operações e, claro, novos cargos vão surgir”.

 

(Disponível em: exame.com/carreira/profissionais-ainda-temem-perder-o-emprego-para-ia-mas-esteespecialista- aposta-no-contrario/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Leia o Texto.

 

Considerando o fragmento do texto “Detesto pensar no que isso pode significar para minha empregabilidade”, o sujeito da oração organizada em torno do verbo “Detesto” é classificado como:

  1. AOculto.
  2. BSimples.
  3. CComposto.
  4. DIndeterminado.
  5. EInexistente.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Oculto.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Sujeito Oculto: identificando o sujeito de "Detesto"

Gabarito: letra A. O sujeito da oração organizada em torno do verbo "Detesto" é oculto (também chamado de desinencial ou elíptico), pois não está explícito na frase, mas pode ser identificado pela desinência verbal e pelo contexto do texto. A forma verbal "Detesto" está na 1ª pessoa do singular, o que indica que o sujeito é "eu" — no caso, a relações pública Claire, que é quem fala no trecho citado.

O comando da questão

A questão pede a classificação do sujeito da oração "Detesto pensar no que isso pode significar para minha empregabilidade". Isso é uma questão de análise sintática — não de interpretação de texto. O foco está em identificar o tipo de sujeito que ocorre nessa oração específica, considerando a estrutura gramatical e o contexto em que a fala está inserida.

O texto e o contexto da fala

No texto, quem diz "Detesto pensar no que isso pode significar para minha empregabilidade" é a relações pública Claire, de 34 anos, em Londres. O trecho está entre aspas, indicando discurso direto — a fala da personagem é transcrita literalmente. No contexto, fica claro que Claire está falando sobre si mesma, sobre sua preocupação com a empregabilidade dela.

A técnica: como identificar o sujeito oculto

O sujeito oculto (ou desinencial, elíptico, implícito) é aquele que não está escrito na oração, mas pode ser identificado de duas formas:

  1. Pela desinência verbal: a terminação do verbo indica a pessoa do discurso. Em "Detesto", a desinência "-o" indica 1ª pessoa do singular (eu).

  2. Pelo contexto: o texto permite saber quem é o sujeito. No caso, Claire, que está falando.

Veja a diferença entre os tipos de sujeito:

Tipo

Característica

Exemplo

Oculto

Não está escrito, mas é identificável pela desinência ou contexto

"Detesto pensar..." (eu)

Simples

Está escrito e tem apenas um núcleo

"A relações pública Claire estava preocupada"

Composto

Está escrito e tem dois ou mais núcleos

"Os redatores e a presidente temeram"

Indeterminado

Não é possível identificar quem pratica a ação

"Falaram bem de você" / "Precisa-se de ajudantes"

Inexistente

A oração não tem sujeito (verbos impessoais)

"Choveu muito ontem"

Análise das alternativas

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O sujeito de "Detesto" é oculto. A forma verbal "Detesto" está na 1ª pessoa do singular, o que permite identificar o sujeito "eu" pela desinência verbal. Além disso, o contexto do texto confirma que quem fala é Claire, a relações pública. O sujeito não está explícito na oração, mas é perfeitamente identificável — por isso é oculto, e não indeterminado.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O sujeito simples é aquele que está explícito na oração e possui apenas um núcleo. Em "Detesto pensar...", não há um termo escrito que funcione como sujeito do verbo "Detesto". O sujeito está implícito, oculto na desinência verbal. Portanto, não pode ser classificado como simples.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O sujeito composto é aquele que está explícito e possui dois ou mais núcleos. Na oração em questão, não há sujeito escrito, muito menos com múltiplos núcleos. A alternativa confunde a classificação do sujeito com a estrutura da oração, que é simples (um único verbo), mas isso não torna o sujeito composto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O sujeito indeterminado ocorre quando não se pode identificar quem pratica a ação, mesmo pelo contexto ou pela desinência. Isso acontece com verbo na 3ª pessoa do plural sem sujeito explícito ("Roubaram meu carro") ou com verbo na 3ª pessoa do singular + "se" ("Precisa-se de ajudantes"). No caso de "Detesto", a desinência verbal indica claramente a 1ª pessoa do singular (eu), e o contexto identifica Claire como a falante. O sujeito é determinado, não indeterminado.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O sujeito inexistente (oração sem sujeito) ocorre com verbos impessoais: fenômenos da natureza (chover, nevar), verbo "haver" no sentido de existir, verbos "fazer", "haver" e "ir" indicando tempo decorrido. O verbo "detestar" é um verbo transitivo direto que exige um sujeito — a oração tem sujeito, ele apenas está oculto. Portanto, não se trata de sujeito inexistente.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre sujeito oculto e sujeito indeterminado. A diferença crucial: no oculto, o sujeito é identificável (pela desinência ou contexto); no indeterminado, não é possível identificá-lo. Como "Detesto" está na 1ª pessoa do singular, o sujeito "eu" é perfeitamente identificável — logo, oculto.

PEGA ESSA DICA!

Para identificar o tipo de sujeito, pergunte: "quem pratica a ação?". Se a resposta estiver no verbo (desinência) ou no contexto, é oculto. Se não houver como saber, é indeterminado. Se não houver ação sendo praticada por alguém (verbos impessoais), é inexistente.

Gabarito: letra A — o sujeito de "Detesto" é oculto, pois a desinência verbal "-o" (1ª pessoa do singular) e o contexto do texto identificam Claire como a falante, sem que o pronome "eu" esteja explícito na oração.

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