Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — INSTITUTO AOCP 2024
Português›Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
qa597582
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Pref Uberaba
Ano
2024
Cargo
Ag GE ( )
Disponível em: https://coisadelilly.wordpress.com/2010/01/31/mafalda-e-a-felicidade/. Acesso em: 29 de mar. 2024.
Assinale a alternativa que apresenta uma parte das falas das personagens dessa tirinha seguida da correspondente reescrita totalmente dentro da norma-padrão da língua portuguesa.
A“Vou ao mercado e já volto.” / Vou no mercado e já volto.
B“Não abra a porta para ninguém” / Não abra a porta prá ninguém
C“mesmo que a pessoa insista!” / mesmo que a pessoa insiste!
D“E se for a felicidade?” / E caso seja a felicidade?
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GabaritoD — “E se for a felicidade?” / E caso seja a felicidade?
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Reescrita de frases: equivalência entre "se" e "caso"
Gabarito: letra D. A única reescrita totalmente dentro da norma-padrão é a que substitui a conjunção condicional "se" por "caso", mantendo o sentido e a correção gramatical: "E se for a felicidade?" → "E caso seja a felicidade?". A troca é válida porque ambas as conjunções introduzem condição, e o verbo "ser" passa corretamente do presente do subjuntivo ("for") para o presente do subjuntivo ("seja"), como exige a construção com "caso". As demais alternativas falham por diferentes motivos: regência inadequada, coloquialismo ou erro de concordância verbal.
O comando
A questão pede que você identifique a alternativa em que a reescrita de uma fala da tirinha está totalmente dentro da norma-padrão. Isso significa que a reescrita deve:
manter o sentido original da fala;
obedecer às regras de regência, concordância, ortografia e emprego de conjunções;
evitar coloquialismos ou construções típicas da fala informal.
O foco não é interpretar a tirinha, mas avaliar a correção gramatical da reescrita. Por isso, a técnica é testar cada alternativa quanto à norma culta, e não quanto ao conteúdo.
O texto
A tirinha da Mafalda, disponível no link indicado, traz diálogos em que as personagens usam a língua de forma coloquial, como é natural em histórias em quadrinhos. A questão seleciona algumas falas e propõe reescritas. O importante é que a reescrita eleva a fala ao padrão formal, sem alterar o sentido.
A técnica: equivalência entre "se" e "caso"
A alternativa D explora um caso clássico de reescrita com manutenção de sentido: a substituição da conjunção condicional "se" por "caso". Ambas introduzem uma condição, mas há uma diferença crucial:
"Se" pode ser seguido de verbo no presente do indicativo (ex.: "Se você vem, avise") ou no presente do subjuntivo (ex.: "Se você vier, avise").
"Caso" exige o verbo no presente do subjuntivo (ex.: "Caso você venha, avise").
Na alternativa D, a fala original é "E se for a felicidade?", em que "for" é o presente do subjuntivo do verbo "ser". A reescrita "E caso seja a felicidade?" mantém o sentido condicional e usa corretamente o subjuntivo ("seja"). Portanto, está totalmente correta.
Análise das alternativas
Reescrita na norma-padrão
1Conjunção condicional "se" → "caso"
Mantém o sentido
Exige subjuntivo ("seja")
2Erros comuns
Regência: "ir no" (troca de preposição)
Coloquialismo: "prá" (contração)
Modo verbal: "mesmo que insiste" (indicativo)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
"Vou ao mercado e já volto." / Vou no mercado e já volto.
A reescrita troca a preposição "a" por "em" ("no"), o que é um erro de regência verbal. O verbo "ir" exige a preposição "a" quando indica destino: "ir ao mercado". A forma "ir no mercado" é coloquial e não é aceita na norma-padrão. Portanto, a reescrita não está dentro da norma-padrão.
Erro: regência verbal inadequada (troca de preposição).
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Não abra a porta para ninguém" / Não abra a porta prá ninguém
A reescrita substitui a preposição "para" pela forma reduzida "prá", que é uma contração coloquial (de "para a"). Na norma-padrão, não se usa "prá" em textos formais; deve-se escrever "para". Além disso, a forma "prá" não é reconhecida como padrão culto. Portanto, a reescrita não está correta.
Erro: uso de forma coloquial/contração não padrão.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"mesmo que a pessoa insista!" / mesmo que a pessoa insiste!
A reescrita troca o verbo "insista" (presente do subjuntivo) por "insiste" (presente do indicativo). A locução conjuntiva "mesmo que" exige o verbo no subjuntivo, pois expressa concessão. Portanto, a forma correta é "mesmo que a pessoa insista". A reescrita com "insiste" é um erro de concordância verbal (modo verbal inadequado).
Erro: uso do modo indicativo em vez do subjuntivo após "mesmo que".
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"E se for a felicidade?" / E caso seja a felicidade?
A reescrita substitui a conjunção condicional "se" por "caso", mantendo o sentido de condição. O verbo "ser" passa de "for" (presente do subjuntivo) para "seja" (presente do subjuntivo), o que é gramaticalmente correto, pois "caso" exige o subjuntivo. A frase permanece totalmente dentro da norma-padrão.
Correta: mantém o sentido e a correção gramatical.
Conclusão
A alternativa D é a única que apresenta uma reescrita totalmente correta segundo a norma-padrão. As demais falham por regência inadequada (A), coloquialismo (B) ou erro de modo verbal (C).
NÃO CAIA NESSA!
Ao reescrever frases, verifique sempre se a conjunção utilizada exige um modo verbal específico. "Caso" e "mesmo que" exigem subjuntivo; "se" pode aceitar indicativo ou subjuntivo, dependendo do sentido. Essa é uma pegadinha clássica em questões de reescrita.