Questão de Português — Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais — INSTITUTO AOCP 2024
Português›Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais
Código
qa597583
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Pref Uberaba
Ano
2024
Cargo
Ag GE ( )
Disponível em: https://coisadelilly.wordpress.com/2010/01/31/mafalda-e-a-felicidade/. Acesso em: 29 de mar. 2024.
Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta do emprego da(s) correspondente(s) forma(s) verbal(is) utilizada(s) na tirinha.
A“Vou ao mercado e já volto” – Ambas as formas verbais se encontram no tempo presente do modo indicativo, referindo-se a ações que estão acontecendo exatamente no momento da fala da personagem.
B“mesmo que a pessoa insista!” – A forma verbal está sendo empregada no modo imperativo afirmativo, indicando uma ordem, pedido, conselho ou súplica.
C“E se for a felicidade?” – A forma verbal corresponde ao verbo “ser”, empregado no tempo futuro do modo subjuntivo, indicando uma ação hipotética, irreal, duvidosa.
D“Não abra a porta para ninguém” – A forma verbal está sendo empregada no tempo presente do modo subjuntivo, correspondendo à oração “Espero que você não abra a porta para ninguém”.
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GabaritoC — “E se for a felicidade?” – A forma verbal corresponde ao verbo “ser”, empregado no tempo futuro do modo subjuntivo, indicando uma ação hipotética, irreal, duvidosa.
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Análise do emprego dos modos e tempos verbais na tirinha
Gabarito: letra C. A forma verbal “for” em “E se for a felicidade?” é a 3ª pessoa do singular do futuro do subjuntivo do verbo ser, empregada para expressar uma hipótese — exatamente o que a alternativa C afirma. As demais alternativas erram ao classificar o modo/tempo das formas verbais: A confunde o presente do indicativo com ação simultânea à fala; B trata “insista” como imperativo quando é presente do subjuntivo; D classifica “abra” como presente do subjuntivo, mas na tirinha é imperativo negativo.
O comando da questão
O enunciado pede uma análise correta do emprego da(s) forma(s) verbal(is). Isso significa que você deve identificar, para cada trecho citado, o modo (indicativo, subjuntivo, imperativo) e o tempo (presente, pretérito, futuro) da forma verbal, e verificar se a descrição dada na alternativa corresponde à realidade gramatical. Não se trata de interpretar o sentido do texto, mas de aplicar o conhecimento de morfologia verbal — reconhecimento de tempo e modo.
O texto e o que importa para a questão
A tirinha da Mafalda traz falas como “Vou ao mercado e já volto”, “Não abra a porta para ninguém”, “mesmo que a pessoa insista!” e “E se for a felicidade?”. Cada uma dessas formas verbais pertence a um modo/tempo específico. A questão testa se você consegue classificar corretamente cada uma delas, sem se deixar enganar por formas que se parecem (como “abra”, que pode ser presente do subjuntivo ou imperativo).
A técnica que decide
Para cada forma verbal, pergunte: qual é o modo? (indicativo = certeza; subjuntivo = dúvida/hipótese; imperativo = ordem/pedido) e qual é o tempo? (presente, pretérito, futuro). Depois, confira se a alternativa descreve exatamente isso. A pegadinha clássica é trocar o modo: dizer que uma forma do subjuntivo é imperativo, ou vice-versa. Fique atento também ao valor semântico: o subjuntivo expressa hipótese, o imperativo expressa ordem.
A alternativa afirma que “Vou ao mercado e já volto” está no presente do indicativo e que as ações acontecem exatamente no momento da fala. De fato, “vou” e “volto” são presente do indicativo (certeza), mas o sentido é de futuro imediato: a personagem anuncia que vai sair e que voltará. Não é uma ação simultânea à fala. O erro está em restringir o valor do presente a “ação que acontece agora”, quando o presente do indicativo também expressa futuro próximo (como em “Amanhã vou ao mercado”). Portanto, a análise está incorreta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa diz que “mesmo que a pessoa insista!” está no imperativo afirmativo, indicando ordem/pedido. Na verdade, “insista” é presente do subjuntivo (3ª pessoa do singular), pois está em uma oração introduzida por “mesmo que”, que expressa concessão (fato hipotético, duvidoso). O subjuntivo é o modo da incerteza, não da ordem. A banca trocou o modo: confundiu a forma verbal “insista” (que também poderia ser imperativo, mas aqui não é) com o imperativo. O contexto “mesmo que” exige subjuntivo.
Alternativa C — ✅ Correta
A alternativa afirma que “E se for a felicidade?” tem a forma “for” como futuro do subjuntivo do verbo ser, indicando hipótese. Isso está correto. A forma “for” é a 3ª pessoa do singular do futuro do subjuntivo de “ser” (assim como “for” também é do verbo “ir”, mas aqui o contexto é “ser”). A conjunção “se” introduz uma condição hipotética, e o futuro do subjuntivo é exatamente o tempo usado para expressar fatos possíveis ou hipotéticos no futuro. Portanto, a análise está correta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa diz que “Não abra a porta para ninguém” está no presente do subjuntivo, correspondendo a “Espero que você não abra a porta para ninguém”. Na tirinha, porém, a forma “abra” é imperativo negativo (3ª pessoa do singular, com “não”): é uma ordem para que a pessoa não abra a porta. O imperativo negativo é formado a partir do presente do subjuntivo, mas o modo é imperativo, não subjuntivo. A banca confundiu a forma com o modo: a forma é idêntica, mas o valor é de ordem, não de dúvida. Portanto, a análise está incorreta.
Conclusão
A única alternativa que classifica corretamente o modo e o tempo é a C. As demais erram ao trocar o modo (B e D) ou ao restringir o valor do tempo (A). Lembre-se: modo é a atitude do falante (certeza, dúvida, ordem); tempo é a localização temporal. Sempre confira o contexto para decidir o modo, especialmente quando a forma verbal é ambígua (como “abra” ou “insista”).