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Questão de Português — Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais — INSTITUTO AOCP 2024

PortuguêsConjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais
Código
qa597691
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Pref Uberaba
Ano
2024
Cargo
CVUE ( )

MOTORISTAS X PEDESTRES QUEM VENCE ESSA GUERRA?

 

Diariamente nos deslocamos de um lugar para o outro. Ao longo de nosso percurso, mudamos de papéis no trânsito: ora somos motoristas, ora pedestres. E conforme assumimos um ou outro papel, mudamos de interesses e comportamentos. Em geral, todos esses deslocamentos são feitos de maneira mecânica. Automaticamente cruzamos ruas, somos comandados por sinais, passamos por viadutos e passarelas e andamos nas calçadas sem tomar consciência de toda a dinâmica do trânsito e das várias relações que se estabelecem entre motoristas e pedestres.

 

PARE!

 

Vale a pena refletir sobre o trânsito para compreendê-lo melhor e entender nossas reações como seus participantes.

 

SIGA!

 

Conscientes dos problemas que envolvem a circulação de motoristas e pedestres estaremos melhor preparados para adotar um comportamento mais humano no trânsito e diminuir o número de acidentes.

 

POR QUE PEDESTRES E MOTORISTAS VIVEM NUM ETERNO CONFLITO?

 

O pedestre deseja chegar o mais depressa possível ao seu destino, com toda segurança, pelo melhor acesso e sem obstáculos que atrapalhem ou atrasem sua marcha. O motorista, por sua vez, deseja exatamente o mesmo. E é aí que começam os conflitos, porque motoristas e pedestres vão disputar os mesmos espaços no trânsito. Cada um, então, vai precisar ceder um pouco para que o tráfego não vire um caos. Diante de um sinal de trânsito, por exemplo, o pedestre deverá aguardar a sua vez para atravessar, assim como o motorista deverá esperar o sinal abrir para prosseguir. Se um dos dois quebra estas regras, provoca a irritação do outro que se sente desrespeitado em seus direitos. E as consequências podem ir desde a pacífica tolerância até a agressão verbal ou física. Ou, o que é pior, tudo acabar num acidente.

 

Disponível em: Concordia - Especial cuidados no transito (pubhtml5.com) . Acesso em: 01 abr. 2024.

Em relação aos verbos “Pare!” e “Siga!” presentes no Texto 1, assinale a alternativa correta.
  1. AOs dois verbos foram empregados para expressar uma ideia de pedido ou ordem.
  2. BOs dois verbos foram empregados para expressar uma ideia de suposição.
  3. COs dois verbos foram empregados para expressar uma ideia de dúvida.
  4. DOs dois verbos foram empregados para expressar uma ideia de desejo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Os dois verbos foram empregados para expressar uma ideia de pedido ou ordem.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Modo Imperativo: "Pare!" e "Siga!" expressam ordem ou pedido

Gabarito: letra A. Os verbos "Pare!" e "Siga!" estão no modo imperativo, que serve para expressar ordem, pedido, conselho, exortação ou súplica — e não suposição, dúvida ou desejo. No texto, eles funcionam como comandos diretos ao leitor, reforçando o convite à reflexão: "PARE!" interrompe a leitura para chamar atenção, e "SIGA!" retoma o fluxo, ambos com valor de apelo/ordem.

O comando da questão

O enunciado pede que você identifique o valor semântico dos verbos "Pare!" e "Siga!" no contexto do Texto 1. Isso é uma questão de interpretação de texto aliada à gramática: não basta saber que estão no imperativo; é preciso reconhecer o que esse modo verbal comunica — e, no texto, eles têm função claramente apelativa/ordenativa.

O texto e o contexto dos verbos

No Texto 1, os verbos aparecem como títulos de seções — "PARE!" e "SIGA!" —, funcionando como comandos diretos ao leitor. Veja o trecho que os contextualiza:

"PARE!\n\nVale a pena refletir sobre o trânsito para compreendê-lo melhor e entender nossas reações como seus participantes.\n\nSIGA!\n\nConscientes dos problemas que envolvem a circulação de motoristas e pedestres estaremos melhor preparados para adotar um comportamento mais humano no trânsito e diminuir o número de acidentes."

Aqui, "PARE!" e "SIGA!" não expressam suposição (algo hipotético), dúvida (incerteza) ou desejo (vontade). Eles são ordens/apelos que o autor dirige ao leitor, como quem diz "pare para refletir" e "siga adiante". O próprio texto reforça isso ao usar o verbo "refletir" e "adotar" como ações que o leitor deve realizar.

A técnica que decide

Para resolver, pergunte: qual é a atitude do falante ao usar o verbo? O modo imperativo expressa ordem, pedido, conselho, exortação, súplica — sempre uma interpelação direta ao interlocutor. Já o subjuntivo expressa dúvida, hipótese, desejo (ex.: "Espero que você pare"), e o indicativo expressa certeza (ex.: "Você para no sinal"). No texto, "Pare!" e "Siga!" são comandos, não hipóteses nem desejos.

PEGA ESSA DICA!

Ao ver verbos no imperativo, identifique o interlocutor (a quem se fala) e o tom (ordem, pedido, conselho). Isso resolve a maioria das questões de valor semântico.

Análise das alternativas

Modo Imperativo
  • 1Valor semântico
    • Ordem
    • Pedido
    • Conselho
    • Exortação
    • Súplica
  • 2O que NÃO expressa
    • Suposição (subjuntivo)
    • Dúvida (subjuntivo)
    • Desejo (subjuntivo/fut. pretérito)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Os dois verbos estão no modo imperativo, que expressa ordem ou pedido. No texto, "PARE!" e "SIGA!" são comandos diretos ao leitor, como se vê no trecho: "PARE!\n\nVale a pena refletir sobre o trânsito..." e "SIGA!\n\nConscientes dos problemas...". O autor ordena/apela para que o leitor pare e siga, reforçando o convite à reflexão. Portanto, a alternativa está correta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Suposição é típica do modo subjuntivo (ex.: "Se você parasse..."). No texto, "Pare!" e "Siga!" não indicam hipótese ou condição; são ordens. A alternativa confunde o imperativo com o subjuntivo, extrapolando um valor que o contexto não autoriza.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Dúvida também é do subjuntivo (ex.: "Talvez ele pare"). No texto, não há incerteza: os verbos são comandos afirmativos. A alternativa troca o conceito de imperativo por subjuntivo, contradizendo o valor de ordem presente no texto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Desejo pode ser expresso pelo subjuntivo (ex.: "Tomara que ele siga") ou pelo futuro do pretérito (ex.: "Eu gostaria que você parasse"). No texto, "Pare!" e "Siga!" não expressam vontade do autor, mas ordem ao leitor. A alternativa acrescenta um valor semântico que o texto não sustenta, extrapolando o sentido.

Conclusão

A questão testa o valor semântico do modo imperativo. A alternativa correta é a A, pois "Pare!" e "Siga!" expressam ordem/pedido, como comprova o contexto. As demais confundem o imperativo com o subjuntivo (suposição, dúvida, desejo), que são valores de outros modos verbais.

Gabarito: letra A

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