Questão de Português — Fatos da Língua Portuguesa (Porque, Por Que, Porquê e Por Quê; Onde, Aonde e Donde; Há e A, etc) — INSTITUTO AOCP 2024
Português›Fatos da Língua Portuguesa (Porque, Por Que, Porquê e Por Quê; Onde, Aonde e Donde; Há e A, etc)
Código
qa597712
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Pref Uberaba
Ano
2024
Cargo
CVUE ( )
Assinale a alternativa que apresenta uma reescrita do último quadrinho na qual o item destacado mantém a norma-padrão de uso da língua.
A“Ara! Porque eu colei dele! Divia recebê a mema nota!”
B“Ara! Porquê eu colei dele! Divia recebê a mema nota!”
C“Ara! Por que eu colei dele! Divia recebê a mema nota!”
D“Ara! Por quê eu colei dele! Divia recebê a mema nota!”
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GabaritoA — “Ara! Porque eu colei dele! Divia recebê a mema nota!”
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Uso dos porquês na reescrita do quadrinho
Gabarito: letra A. A única reescrita que mantém a norma-padrão é a que emprega porque (junto e sem acento), pois, no contexto do quadrinho, a palavra introduz uma explicação/causa — e não uma pergunta. A passagem que decide é a fala do personagem: ele justifica o ato de colar dizendo "porque eu colei dele", ou seja, explica o motivo da atitude. As demais alternativas usam formas típicas de interrogação ou de substantivo, o que desvirtua o sentido e fere a norma culta.
O comando: reescrita com norma-padrão
A questão pede uma reescrita do último quadrinho em que o item destacado (o "porquê") esteja de acordo com a norma-padrão. Isso significa que não basta a frase "soar bem" — é preciso que a grafia corresponda exatamente à função sintático-semântica que a palavra exerce naquele contexto. O verbo do comando é "assinale a alternativa que apresenta uma reescrita... na qual o item destacado mantém a norma-padrão", ou seja, trata-se de uma questão de gramática normativa aplicada ao texto, não de interpretação livre.
O texto: o que o quadrinho diz
No quadrinho, o personagem afirma ter colado e, em seguida, justifica: ele esperava receber a mesma nota porque colou do colega. A oração "eu colei dele" é a causa ou explicação da consequência "divia recebê a mema nota". Não há pergunta, não há dúvida — há uma justificativa. Portanto, a palavra que liga as duas ideias é uma conjunção causal/explicativa, que na norma-padrão se grafa porque (junto e sem acento).
A regra dos porquês: o que a banca quer que você saiba
A língua portuguesa distingue quatro grafias para o mesmo som, e a escolha depende da função que a palavra exerce na frase. Veja o quadro completo:
Forma
Função
Exemplo
Porque
Conjunção causal/explicativa (equivale a "pois", "já que")
"Estudo porque quero passar."
Por que
Interrogativo (direto ou indireto) ou pronome relativo (equivale a "pelo qual")
"Por que você faltou?" / "O motivo por que lutei"
Por quê
Interrogativo em final de frase (com acento por ser tônico)
"Você não veio. Por quê?"
Porquê
Substantivo (equivale a "motivo", "razão"; vem antecedido de artigo)
"Não sei o porquê da confusão."
A pegadinha clássica da banca é apresentar uma frase que não é interrogativa e oferecer as formas "por que" ou "por quê", que só se usam em perguntas. No quadrinho, a fala é uma justificativa, não uma pergunta — logo, a forma correta é porque.
Análise das alternativas
Porquês
1Porque
conjunção causal/explicativa
equivale a "pois", "já que"
2Por que
interrogativo (direto/indireto)
pronome relativo ("pelo qual")
3Por quê
interrogativo em final de frase
4Porquê
substantivo ("motivo", "razão")
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa A emprega porque (junto e sem acento), que é exatamente a forma exigida para introduzir uma explicação/causa. No contexto, o personagem explica o motivo de ter colado: "porque eu colei dele". A conjunção porque liga a justificativa à consequência, mantendo o sentido original e a norma-padrão. As demais palavras da frase ("divia", "mema") são grafias coloquiais que reproduzem a fala do personagem, mas o item destacado — o foco da questão — está correto.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa B usa porquê (junto e com acento), que é um substantivo sinônimo de "motivo" ou "razão", normalmente antecedido de artigo ou outro determinante (ex.: "o porquê", "um porquê"). Na frase "Ara! Porquê eu colei dele!", a palavra não funciona como substantivo — ela introduz uma explicação. Portanto, a grafia está errada: troca a conjunção por um substantivo, o que quebra a norma-padrão e o sentido.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa C usa por que (separado e sem acento), que é usado em interrogações (diretas ou indiretas) ou como pronome relativo (equivalente a "pelo qual"). Na frase "Ara! Por que eu colei dele!", não há pergunta — há uma justificativa. O uso de "por que" transformaria a fala em uma pergunta indireta, o que não condiz com o contexto. Portanto, a grafia está errada: aplica a forma interrogativa a uma oração explicativa.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa D usa por quê (separado e com acento), que é usado em final de frase ou antes de pausa, sempre em contexto interrogativo (ex.: "Você não veio. Por quê?"). Na frase "Ara! Por quê eu colei dele!", a palavra não está em final de período e não há interrogação — há uma explicação. Portanto, a grafia está errada: aplica a forma de final de pergunta a uma oração explicativa.
Conclusão
A questão testa a distinção entre as quatro formas de "porquê". A chave é identificar a função da palavra no contexto: se introduz explicação/causa, use porque; se é pergunta, use por que (ou por quê em final de frase); se é substantivo, use porquê. No quadrinho, a fala é uma justificativa, logo a única alternativa correta é a A.
PEGA ESSA DICA!
Ao resolver questões de "porquês", pergunte-se: a frase é uma pergunta? Se sim, use "por que" (ou "por quê" no fim). Se é uma explicação, use "porque". Se é um substantivo ("o motivo"), use "porquê".