Questão de Português — Variações da Linguagem: Não Verbal, Regional, Histórica, Contextual. Neologismos e Estrangeirismos — INSTITUTO AOCP 2024
Português›Variações da Linguagem: Não Verbal, Regional, Histórica, Contextual. Neologismos e Estrangeirismos
Código
qa597713
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Pref Uberaba
Ano
2024
Cargo
CVUE ( )
A variação linguística existe porque as línguas possuem a característica de serem dinâmicas e sensíveis a fatores como a região geográfica, o sexo, a idade, a classe social do falante e o grau de formalidade do contexto da comunicação.
Toda variação linguística é adequada para atender às necessidades comunicativas e cognitivas do falante. Assim, quando julgamos errada determinada variedade, estamos emitindo um juízo de valor sobre os seus falantes e, portanto, agindo com preconceito linguístico.
Adaptado de: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/portugues/o-que-e-variacao-linguistica.htm. Acesso em: 02 abr. 2024.
Nesse sentido, com base nas informações apresentadas, assinale a alternativa em que há a presença de variação linguística.
A“É um absurdo”.
B“As crianças também têm direito de reclamar das suas notas”.
C“Divia recebê a mema nota”.
D“Mas por que é absurdo?”.
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GabaritoC — “Divia recebê a mema nota”.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Variação linguística: identificando a variedade não padrão
Gabarito: letra C. A alternativa C — “Divia recebê a mema nota” — é a única que apresenta uma realização linguística que foge à norma culta (grafia e pronúncia não padrão), caracterizando uma variação linguística de nível fonético/morfológico. O texto-base afirma que “toda variação linguística é adequada para atender às necessidades comunicativas e cognitivas do falante” e que julgá-la errada é “agir com preconceito linguístico”. As demais alternativas estão todas em conformidade com a norma padrão, portanto não exemplificam variação.
O comando e o texto
A questão pede que você identifique qual alternativa contém um exemplo de variação linguística. Isso é uma tarefa de compreensão (o texto define o conceito) e de aplicação (você deve reconhecer o fenômeno em um exemplo concreto). O texto-base é curto e direto: define variação linguística como algo natural e dinâmico, e alerta contra o preconceito linguístico. A chave está em entender que variação linguística não é “erro”, mas uma forma diferente de usar a língua, que pode ocorrer em vários níveis: fonético (pronúncia), morfológico (formas verbais), sintático (estrutura), lexical (vocabulário) etc.
A técnica: o que procurar
Para resolver, você deve comparar cada alternativa com a norma culta da língua portuguesa. A alternativa que desviar dessa norma — seja na grafia, na pronúncia, na concordância ou na escolha de palavras — é a que representa uma variação. Mas atenção: nem todo desvio é variação; pode ser um erro de digitação ou um vício de linguagem. No entanto, em provas de concursos, a variação é sempre apresentada como uma forma alternativa legítima, geralmente associada a um grupo social, região ou situação informal.
Análise das alternativas
Variação linguística: Níveis (Fonético (pronúncia), Morfológico (formas verbais), Sintático (estrutura), Lexical (vocabulário)); Fatores (Região geográfica, Sexo e idade, Classe social, Grau de formalidade); Preconceito linguístico (Julgar variedade como "erro", Toda variação é adequada)
Alternativa A — ❌ Incorreta
“É um absurdo” — Frase completa, na norma culta, sem qualquer desvio. Não há variação linguística. A banca a incluiu como distrator para testar se você confunde “variação” com “expressão de opinião”.
Alternativa B — ❌ Incorreta
“As crianças também têm direito de reclamar das suas notas” — Frase correta, com concordância adequada (“as crianças têm”), uso do pronome possessivo “suas” e estrutura sintática padrão. Não há variação.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
“Divia recebê a mema nota” — Aqui há desvios claros da norma culta: “divia” (em vez de “devia”), “recebê” (em vez de “receber”, com supressão do “r” final, típico da fala coloquial) e “mema” (em vez de “mesma”, com assimilação do “s” pelo “m”). Essas formas são exemplos de variação linguística de nível fonético e morfológico, comuns na fala popular. O texto-base diz que “toda variação linguística é adequada” — ou seja, essa forma não é “errada”, é apenas uma variedade diferente.
Alternativa D — ❌ Incorreta
“Mas por que é absurdo?” — Frase interrogativa correta, com uso adequado do “por que” (separado, em pergunta). Não há desvio. A banca pode tentar confundir com a questão do “porquê”, mas aqui está tudo certo.
Conclusão
A única alternativa que foge à norma culta é a C, portanto é a que exemplifica variação linguística. Lembre-se: variação não é erro; é uma característica natural da língua. Ao identificar, procure por desvios de grafia, pronúncia, concordância ou vocabulário que sejam típicos de um grupo social ou situação informal.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de variação linguística, desconfie de alternativas que estejam perfeitamente corretas segundo a norma padrão — elas quase nunca são o gabarito. A variação aparece justamente onde há um “desvio” que, no contexto, é legítimo.