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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — INSTITUTO AOCP 2024

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
qa598594
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
PCie PE
Ano
2024
Cargo
Ag ML ( )

Instituto-Geral de Perícias usa protocolo internacional para identificação de vítimas das enchentes no RS e para apoio a familiares

 

De 22 corpos que estão no Departamento Médico Legal, em Porto Alegre, 18 já foram identificados

 

O Instituto-Geral de Perícias (IGP) está atuando com uma força-tarefa para a identificação de vítimas da chuva e enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.

 

O trabalho faz parte de um protocolo internacional que orienta as ações para casos de acidentes ou eventos climáticos com grande número de vítimas. Dos 22 corpos que chegaram ao Departamento Médico Legal (DML) de Porto Alegre na tarde de quarta-feira (6), 18 já foram identificados pelas impressões digitais. [...]

 

A decisão de centralizar o trabalho no DML da Capital foi justamente para uso da estrutura e da equipe multidisciplinar especializada em ações desse tipo, o que permite maior rapidez nas identificações. O grupo é composto por papiloscopistas, médicos legistas, peritos criminais, psiquiatras, técnicos em perícias, fotógrafos criminalísticos e assistentes sociais, entre outros profissionais. No prédio em que fica o DML, na Avenida Ipiranga, bairro Azenha, há salas destinadas ao atendimento psicossocial dos familiares.

 

Como muitas famílias perderam as casas ou todos os documentos, um sistema de identificação para estas pessoas também está em funcionamento. Para liberar um corpo de uma vítima, um familiar precisa se apresentar com identificação obrigatória. Se a pessoa está sem documentos, o IGP faz biometria na hora e já emite nova carteira de identidade. Também há trabalho integrado com cartórios para o registro do óbito.

 

— Temos todo suporte às famílias. Quem chega aqui recebe todas as orientações, inclusive, sobre o cartório em que deve ir, onde haverá atendimento em guichê específico. Também estamos em contato com a Defesa Civil em função das dificuldades das pessoas em virem até aqui. Elas poderão ser trazidas ou vamos organizar para fazer a liberação dos corpos em cidades mais próximas — explica a diretora-geral do IGP, a perita criminal Marguet Mittmann. [...]

 

Sobre a identificação das vítimas, Marguet destaca que é feita a partir de três etapas. A mais rápida é pelas impressões digitais. Se a pessoa tem carteira de identidade feita no Estado, a impressão consta no banco de dados. O sistema faz uma comparação inicial, e a identificação é finalizada a partir de análise técnica de um papiloscopista.

 

Das 22 vítimas, 18 tiveram impressões digitais localizadas no banco de dados. Para quem não tem, a etapa seguinte é o processo de odontologia forense. Nesse caso, familiares teriam de apresentar documentos de atendimentos odontológicos do falecido, o que também não é simples diante da tragédia que destruiu e arrastou casas, deixando famílias sem pertences. Então, por último, é o processo de DNA, em que o familiar precisa ceder uma amostra de saliva para que o exame comparativo seja feito.

 

De qualquer forma, explica Marguet, para uma margem de segurança do processo de identificação e até para garantir material genético para eventuais exames que sejam necessários no futuro, todos os familiares, mesmo os das vítimas identificadas por impressões digitais, têm material coletado para lançamento no banco de dados genéticos do IGP.

 

— Estamos trabalhando com todos os esforços e essas famílias não vão ficar desassistidas. Não haverá revitimização — garantiu a diretora-geral do IGP.

 

Adaptado de: https://gauchazh.clicrbs.com.br/geral/noticia/2023/09/instituto-geral-de-pericias-usa-protocolo-internacional-para-identificacao-de-vitimas-das-enchentes-no-rs-e-para-apoio-a-familiares-clm9ctldi001q015g62hda5yo.html. Acesso em: 10 maio 2024.

Leia o Texto para responder a questão.   De acordo com a leitura do texto, é correto afirmar que
  1. Aa identificação das vítimas das enchentes tornou-se mais ágil devido à centralidade do trabalho em conjunto no DML de Porto Alegre e à variedade de profissionais envolvidos.
  2. Ba liberação dos corpos tem ocorrido de maneira célere, independente de apresentação ou não de identidade oficial por parte de algum familiar, uma vez que muitos perderam todos os documentos em meio à tragédia.
  3. Csegundo a perita criminal Marguet Mittmann, a identificação das vítimas ocorre em três etapas, sendo a mais eficaz delas aquela que acontece por meio de impressões digitais.
  4. Dquando alguma vítima não possui impressão digital cadastrada, o último recurso é o modo de reconhecimento realizado por intermédio da ação de um papiloscopista, via odontologia forense.
  5. Eapesar de todo o cuidadoso trabalho realizado para identificação das vítimas das enchentes, o IGP não garante a segurança total do processo, pois, com a tragédia, até mesmo o banco de dados genéticos ficou comprometido.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — a identificação das vítimas das enchentes tornou-se mais ágil devido à centralidade do trabalho em conjunto no DML de Porto Alegre e à variedade de profissionais envolvidos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Identificação de vítimas: centralização e equipe multidisciplinar

Gabarito: letra A. A alternativa correta é a única que parafraseia fielmente o que o texto afirma: a centralização do trabalho no DML de Porto Alegre e a variedade de profissionais envolvidos tornaram a identificação mais ágil. Como se lê no 3º parágrafo: "A decisão de centralizar o trabalho no DML da Capital foi justamente para uso da estrutura e da equipe multidisciplinar especializada em ações desse tipo, o que permite maior rapidez nas identificações." As demais alternativas ou extrapolam, ou contradizem, ou trocam conceitos — nenhuma se sustenta integralmente no texto.

O comando

O enunciado pede "de acordo com a leitura do texto" — isso é compreensão/recorrência, não inferência. A tarefa é localizar uma informação explícita e reconhecê-la em uma paráfrase. Não se trata de deduzir, concluir ou imaginar: a resposta certa está literalmente escrita, apenas reescrita com outras palavras. Ao ler o comando, grife mentalmente: "o texto afirma" = a informação está na superfície; qualquer alternativa que exija acrescentar algo de fora do texto está errada por definição.

O texto

O texto é uma notícia sobre a força-tarefa do IGP para identificar vítimas das enchentes no RS. O tema é a identificação; a tese implícita é a eficiência do trabalho. O movimento argumentativo central está no 3º parágrafo, que explica por que a centralização no DML: para usar a estrutura e a equipe multidisciplinar, o que "permite maior rapidez nas identificações". É exatamente essa relação de causa e consequência que a alternativa A captura. O restante do texto detalha as três etapas de identificação (impressões digitais, odontologia forense, DNA) e o apoio às famílias — informações que as distratoras distorcem.

A técnica que decide

A armadilha central desta questão é a extrapolação com aparência de verdade. As alternativas B, C, D e E pegam elementos reais do texto e os deformam sutilmente: trocam um vocábulo, invertem uma relação, acrescentam uma opinião ou um dado que não existe. O método é testar cada alternativa perguntando: o texto autoriza isto, ou exige acrescentar algo de fora? A correta é a única que não exige nada além do que está escrito.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a troca de vocábulo e a extrapolação. Em C, troca "mais rápida" por "mais eficaz"; em D, inverte a ordem das etapas e atribui ao papiloscopista o que é da odontologia; em E, inventa um comprometimento do banco de dados que o texto não menciona. A letra B é a mais sedutora: parece generosa, mas contradiz a exigência de identificação obrigatória.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa afirma que a identificação "tornou-se mais ágil devido à centralidade do trabalho em conjunto no DML de Porto Alegre e à variedade de profissionais envolvidos". Isso é uma paráfrase direta do 3º parágrafo:

"A decisão de centralizar o trabalho no DML da Capital foi justamente para uso da estrutura e da equipe multidisciplinar especializada em ações desse tipo, o que permite maior rapidez nas identificações."

A passagem estabelece exatamente a relação que a alternativa reproduz: centralização + equipe multidisciplinar → maior rapidez. "Centralidade do trabalho em conjunto" = "centralizar o trabalho"; "variedade de profissionais" = "equipe multidisciplinar"; "mais ágil" = "maior rapidez". Nenhum termo foi acrescentado ou suprimido. É a única alternativa inteiramente sustentada pelo texto.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa diz que a liberação dos corpos ocorre "independente de apresentação ou não de identidade oficial por parte de algum familiar". Isso contradiz o texto. O 4º parágrafo afirma:

"Para liberar um corpo de uma vítima, um familiar precisa se apresentar com identificação obrigatória."

O texto diz o oposto: a identificação é obrigatória. O que o texto explica é que, se a pessoa está sem documentos, o IGP faz biometria na hora e emite nova carteira — ou seja, há uma solução para quem não tem documento, mas a exigência de identificação permanece. A alternativa suprime essa exigência e generaliza indevidamente. Erro: contradiz o texto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a identificação por impressões digitais é "a mais eficaz" das três etapas. O texto diz outra coisa:

"A mais rápida é pelas impressões digitais."

O texto usa o adjetivo "rápida", não "eficaz". São conceitos diferentes: rapidez é tempo; eficácia é capacidade de produzir resultado. A banca trocou o vocábulo para criar uma afirmação que o texto não faz. Além disso, o texto não hierarquiza as etapas por eficácia — apenas por ordem de tentativa. Erro: troca de vocábulo ("rápida" → "eficaz").

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa mistura e inverte as etapas. Diz que, sem impressão digital, "o último recurso é o modo de reconhecimento realizado por intermédio da ação de um papiloscopista, via odontologia forense". O texto diz:

"Para quem não tem, a etapa seguinte é o processo de odontologia forense. [...] Então, por último, é o processo de DNA."

Há dois erros: (1) a odontologia forense não é o último recurso — o último é o DNA; (2) a odontologia não é realizada "por intermédio da ação de um papiloscopista" — o papiloscopista atua na identificação por impressões digitais, não na odontologia. A alternativa troca conceitos e inverte a ordem das etapas. Erro: troca de conceito e contradiz o texto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que "o IGP não garante a segurança total do processo, pois, com a tragédia, até mesmo o banco de dados genéticos ficou comprometido". Isso é extrapolação pura. O texto diz o contrário:

"para uma margem de segurança do processo de identificação e até para garantir material genético para eventuais exames que sejam necessários no futuro, todos os familiares, mesmo os das vítimas identificadas por impressões digitais, têm material coletado para lançamento no banco de dados genéticos do IGP."

O texto afirma que o banco de dados genéticos está sendo alimentado justamente para garantir segurança — não que está comprometido. A ideia de comprometimento não existe em nenhuma passagem; foi inventada pelo examinador. Erro: extrapolação (acrescenta informação ausente).

Fechamento

A regra de ouro desta questão: em compreensão, a resposta certa é a que reescreve o texto sem acrescentar, suprimir ou trocar nada. Teste cada alternativa perguntando: "onde o texto diz isso?" — se você não encontrar a passagem exata, a alternativa está errada, ainda que soe verdadeira. A letra A é a única que aponta para um trecho literal e o parafraseia com fidelidade.

Gabarito: letra A

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