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Questão de Português — Elementos da Comunicação e Funções da Linguagem — INSTITUTO AOCP 2024

PortuguêsElementos da Comunicação e Funções da Linguagem
Código
qa598603
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
PCie PE
Ano
2024
Cargo
Ag ML ( )

Instituto-Geral de Perícias usa protocolo internacional para identificação de vítimas das enchentes no RS e para apoio a familiares

 

De 22 corpos que estão no Departamento Médico Legal, em Porto Alegre, 18 já foram identificados

 

O Instituto-Geral de Perícias (IGP) está atuando com uma força-tarefa para a identificação de vítimas da chuva e enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.

 

O trabalho faz parte de um protocolo internacional que orienta as ações para casos de acidentes ou eventos climáticos com grande número de vítimas. Dos 22 corpos que chegaram ao Departamento Médico Legal (DML) de Porto Alegre na tarde de quarta-feira (6), 18 já foram identificados pelas impressões digitais. [...]

 

A decisão de centralizar o trabalho no DML da Capital foi justamente para uso da estrutura e da equipe multidisciplinar especializada em ações desse tipo, o que permite maior rapidez nas identificações. O grupo é composto por papiloscopistas, médicos legistas, peritos criminais, psiquiatras, técnicos em perícias, fotógrafos criminalísticos e assistentes sociais, entre outros profissionais. No prédio em que fica o DML, na Avenida Ipiranga, bairro Azenha, há salas destinadas ao atendimento psicossocial dos familiares.

 

Como muitas famílias perderam as casas ou todos os documentos, um sistema de identificação para estas pessoas também está em funcionamento. Para liberar um corpo de uma vítima, um familiar precisa se apresentar com identificação obrigatória. Se a pessoa está sem documentos, o IGP faz biometria na hora e já emite nova carteira de identidade. Também há trabalho integrado com cartórios para o registro do óbito.

 

— Temos todo suporte às famílias. Quem chega aqui recebe todas as orientações, inclusive, sobre o cartório em que deve ir, onde haverá atendimento em guichê específico. Também estamos em contato com a Defesa Civil em função das dificuldades das pessoas em virem até aqui. Elas poderão ser trazidas ou vamos organizar para fazer a liberação dos corpos em cidades mais próximas — explica a diretora-geral do IGP, a perita criminal Marguet Mittmann. [...]

 

Sobre a identificação das vítimas, Marguet destaca que é feita a partir de três etapas. A mais rápida é pelas impressões digitais. Se a pessoa tem carteira de identidade feita no Estado, a impressão consta no banco de dados. O sistema faz uma comparação inicial, e a identificação é finalizada a partir de análise técnica de um papiloscopista.

 

Das 22 vítimas, 18 tiveram impressões digitais localizadas no banco de dados. Para quem não tem, a etapa seguinte é o processo de odontologia forense. Nesse caso, familiares teriam de apresentar documentos de atendimentos odontológicos do falecido, o que também não é simples diante da tragédia que destruiu e arrastou casas, deixando famílias sem pertences. Então, por último, é o processo de DNA, em que o familiar precisa ceder uma amostra de saliva para que o exame comparativo seja feito.

 

De qualquer forma, explica Marguet, para uma margem de segurança do processo de identificação e até para garantir material genético para eventuais exames que sejam necessários no futuro, todos os familiares, mesmo os das vítimas identificadas por impressões digitais, têm material coletado para lançamento no banco de dados genéticos do IGP.

 

— Estamos trabalhando com todos os esforços e essas famílias não vão ficar desassistidas. Não haverá revitimização — garantiu a diretora-geral do IGP.

 

Adaptado de: https://gauchazh.clicrbs.com.br/geral/noticia/2023/09/instituto-geral-de-pericias-usa-protocolo-internacional-para-identificacao-de-vitimas-das-enchentes-no-rs-e-para-apoio-a-familiares-clm9ctldi001q015g62hda5yo.html. Acesso em: 10 maio 2024.

Leia o texto para responder a questão.     A função da linguagem predominante no texto é a referencial, pois a notícia em questão
  1. Apropõe-se a convencer os leitores da relevância do trabalho feito pelo IGP com relação à identificação dos corpos das vítimas das enchentes e ao apoio aos familiares.
  2. Benfatiza a comunicação produtiva entre emissor e receptor do texto – em termos de informação – no que tange à temática: “eficaz identificação das vítimas das enchentes no RS”.
  3. Ccentra-se no emprego de uma linguagem científica formal, sobretudo ao citar os profissionais responsáveis pela identificação dos corpos das vítimas das enchentes no RS.
  4. Dexpressa a avaliação positiva do(a) jornalista com relação ao resultado do trabalho do IGP à frente da identificação das vítimas das enchentes e do suporte às famílias.
  5. Einforma, de modo objetivo, o interlocutor do texto acerca do trabalho realizado pelo IGP no que se refere à identificação das vítimas das enchentes e ao apoio aos familiares.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — informa, de modo objetivo, o interlocutor do texto acerca do trabalho realizado pelo IGP no que se refere à identificação das vítimas das enchentes e ao apoio aos familiares.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Função da linguagem predominante na notícia sobre o IGP

Gabarito: letra E. A função predominante é a referencial, pois o texto informa, de modo objetivo, o interlocutor acerca do trabalho do IGP na identificação das vítimas das enchentes e no apoio aos familiares. Isso se comprova em passagens como:

"O Instituto-Geral de Perícias (IGP) está atuando com uma força-tarefa para a identificação de vítimas da chuva e enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul."

O texto é uma notícia — gênero jornalístico informativo —, centrado no referente (o contexto, o assunto), e não no emissor, no receptor ou na forma da mensagem. As demais alternativas atribuem ao texto intenções que ele não possui, como convencer, expressar opinião ou usar linguagem científica formal.

O comando: identificar a função predominante

A questão pede que você reconheça a função da linguagem predominante no texto. Isso exige saber que cada função se relaciona a um elemento da comunicação: a referencial destaca o referente (o assunto, o contexto); a emotiva, o emissor; a apelativa, o receptor; a poética, a mensagem em si; a fática, o canal; a metalinguística, o código. Como o texto é uma notícia, o foco está no conteúdo informativo — logo, função referencial.

O texto: tema, tese e movimento argumentativo

O texto informa sobre a atuação do IGP na identificação de vítimas das enchentes no RS. Ele apresenta dados objetivos ("Dos 22 corpos que chegaram ao DML de Porto Alegre na tarde de quarta-feira (6), 18 já foram identificados pelas impressões digitais"), descreve o protocolo internacional, as etapas de identificação (impressões digitais, odontologia forense, DNA) e o apoio psicossocial às famílias. Não há defesa de uma tese, nem tentativa de persuadir o leitor; o objetivo é expor fatos de maneira clara e impessoal.

A técnica: como identificar a função referencial

A função referencial é típica de textos expositivos e informativos, como notícias, reportagens, artigos científicos e manuais. Suas marcas são:

  • Objetividade: linguagem direta, sem subjetividade.

  • Impessoalidade: ausência de marcas de 1ª pessoa (eu/nós) e de juízos de valor.

  • Foco no conteúdo: o que importa é a informação sobre o referente.

  • Uso de dados e fatos: números, datas, descrições precisas.

No texto, há dados concretos ("22 corpos", "18 já foram identificados"), descrição de procedimentos ("o IGP faz biometria na hora e já emite nova carteira de identidade") e citações de uma autoridade (a diretora-geral) para informar, não para convencer. A presença de aspas e de discurso direto não muda a função predominante: o que predomina é a transmissão de informações.

Análise das alternativas

1Referencial (foco no referente)
Informa objetivamente
Notícia, reportagem, artigo científico
2Emotiva (foco no emissor)
Opinião, sentimentos
3Apelativa (foco no receptor)
Convencer, persuadir
4Poética (foco na mensagem)
Valoriza a forma
5Fática (foco no canal)
Testa a comunicação
6Metalinguística (foco no código)
Explica a própria linguagem
Funções da linguagem
LEVELsoulevel.com.br
Funções da linguagem: Referencial (foco no referente) (Informa objetivamente, Notícia, reportagem, artigo científico); Emotiva (foco no emissor) (Opinião, sentimentos); Apelativa (foco no receptor) (Convencer, persuadir); Poética (foco na mensagem) (Valoriza a forma); Fática (foco no canal) (Testa a comunicação); Metalinguística (foco no código) (Explica a própria linguagem)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: extrapolação (atribui intenção persuasiva). O texto não se propõe a convencer os leitores da relevância do trabalho do IGP. Ele apenas informa sobre o que está sendo feito. Não há argumentação para persuadir, nem apelo ao leitor. A função apelativa (conativa) é que busca convencer, e ela não é predominante aqui.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: tangenciamento (foco no processo comunicativo, não no conteúdo). A alternativa fala em "comunicação produtiva entre emissor e receptor", o que remeteria à função fática (ênfase no canal) ou à emotiva (ênfase no emissor). O texto não enfatiza o processo de comunicação em si, mas o conteúdo da mensagem. Além disso, o termo "eficaz identificação" embute um juízo de valor que o texto não expressa.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: restrição indevida (foco na forma, não no conteúdo). O texto não se centra no emprego de linguagem científica formal. Embora cite profissionais especializados ("papiloscopistas, médicos legistas, peritos criminais"), isso é parte do conteúdo informativo, não uma característica da função da linguagem. A função poética é que valoriza a forma; aqui, a forma é apenas um meio para transmitir a informação.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: opinião embutida (atribui avaliação ao jornalista). O texto não expressa avaliação positiva do jornalista. Ele é impessoal e objetivo. A função emotiva é que expressa sentimentos e opiniões do emissor; aqui, não há marcas de subjetividade. A citação da diretora-geral é um recurso informativo, não uma opinião do autor.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta porque descreve exatamente a função referencial. O texto informa, de modo objetivo, o interlocutor sobre o trabalho do IGP. Isso é comprovado por passagens como:

"O trabalho faz parte de um protocolo internacional que orienta as ações para casos de acidentes ou eventos climáticos com grande número de vítimas."

A alternativa é uma paráfrase fiel do que o texto faz: informar sobre a identificação das vítimas e o apoio aos familiares, sem convencer, sem opinar, sem valorizar a forma. É a única que se sustenta integralmente no texto.

Conclusão

A questão testa a capacidade de reconhecer a função predominante em um texto jornalístico. A função referencial é a que predomina porque o texto informa objetivamente sobre um fato, sem intenção persuasiva, sem subjetividade e sem ênfase na forma. Ao analisar cada alternativa, pergunte: "o texto autoriza esta intenção, ou estou acrescentando algo de fora?" — as distratoras falham exatamente por acrescentar intenções que o texto não possui.

Gabarito: letra E

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