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Questão de Português — Figuras de Linguagem — INSTITUTO AOCP 2024

PortuguêsFiguras de Linguagem
Código
qa599447
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SAP SC
Ano
2024
Cargo
Ag SS ( )

A importância do cinema na atualidade

Por Paulo Rodrigo Vieira Barreto

O cinema sempre exerceu um papel fundamental na sociedade, moldando nossa cultura, ao promover reflexões e proporcionar entretenimento. Na atualidade, sua importância só se intensifica, influenciando não apenas o entretenimento, bem como a maneira com que pensamos, nos relacionamos e entendemos o mundo ao nosso redor. Neste texto, vamos explorar porque o cinema continua sendo uma forma de arte tão relevante nos dias de hoje.

Desde os primórdios do cinema, as pessoas têm sido atraídas pelas telonas. A magia de ser transportado para outros mundos, vivenciar diferentes histórias e experimentar uma ampla gama de emoções é algo que transcende gerações. Os filmes conseguem nos fazer rir, chorar, refletir e nos conectar com personagens e situações que talvez nunca vivamos na vida real.

Uma das grandes forças do cinema contemporâneo é sua capacidade de abordar temas importantes e atuais. Questões sociais, políticas, ambientais e existenciais são frequentemente exploradas nas telas, proporcionando ao público uma oportunidade única de reflexão e diálogo. Filmes como “Parasita”, que discute as disparidades sociais, ou “O Lado Bom da Vida”, que aborda saúde mental, são exemplos de como o cinema pode catalisar conversas significativas na sociedade.

O cinema tem um papel central na formação da cultura popular. Personagens icônicos, citações memoráveis e cenas emblemáticas se tornam parte do nosso vernáculo comum. A influência do cinema vai além das salas escuras dos cinemas, permeando a música, a moda, a literatura e, até mesmo, a linguagem cotidiana.

Nos últimos anos, tem havido um movimento crescente em prol da diversidade e representatividade no cinema. A indústria está cada vez mais consciente da importância de contar histórias que reflitam a diversidade da sociedade. Filmes como “Pantera Negra”, “Roma” e “Moonlight” são exemplos de como diferentes culturas, experiências e identidades estão sendo celebradas e reconhecidas no cinema contemporâneo.

Com o avanço da tecnologia, a experiência cinematográfica se tornou ainda mais imersiva. Da qualidade de imagem e som das telas de cinema modernas à realidade virtual, os espectadores têm a oportunidade de se sentir totalmente envolvidos nas histórias que estão sendo contadas. Essa imersão proporciona uma experiência única e impactante, elevando ainda mais o poder do cinema como forma de arte.

Em um mundo cada vez mais acelerado e estressante, o cinema oferece um refúgio. É uma oportunidade para escapar da realidade, relaxar e desfrutar de momentos de puro entretenimento. Seja por intermédio de comédias hilárias, dramas emocionantes ou aventuras épicas, os filmes têm o poder de nos transportar para longe das preocupações do dia a dia, mesmo que seja apenas por algumas horas.

Em suma, o cinema continua desempenhando um papel vital na sociedade contemporânea. Sua capacidade de entreter, educar, inspirar e unir as pessoas é incomparável. À medida que avançamos para o futuro, é certo que o cinema continuará evoluindo e se adaptando, mas sua importância como forma de arte e meio de expressão jamais será diminuída. Então, da próxima vez que você se acomodar em sua poltrona de cinema favorita, lembre-se do poder transformador que esse meio possui e aproveite cada momento dessa jornada cinematográfica única.

Adaptado de: https://revistasaoroque.com.br/noticia/9672/a-importancia-do-cinema-na-atualidade. Acesso em: 27 set. 2024.

Leia o texto.

   

diversidade cultural na indústria cinematográfica

Por Cátia Biscaia

O cinema é uma forma poderosa de expressão artística, uma janela para o mundo e uma reflexão sobre ele. Por meio do cinema, podemos conhecer culturas, valores e realidades diferentes das nossas – inclusive refletir sobre nós mesmos e sobre a nossa sociedade. Contudo, muitas vezes, a indústria cinematográfica não reflete a diversidade cultural do mundo real, e isso pode se tornar um problema. [...] Temos o exemplo do filme “The Lone Ranger” (2013), dirigido por Gore Verbinski. Adaptado da famosa série de televisão dos anos 50, foi amplamente criticado pela sua representação insensível dos povos indígenas americanos e a sua culpa histórica. O filme perpetua estereótipos negativos e ofensivos, e a sua narrativa é desequilibrada, colocando os personagens brancos como os protagonistas e os personagens nativos como secundários. [...]

Adaptado de: https://comunidadeculturaearte.com/a-diversidade-cultural-na-industria-cinematografica/. Acesso em: 27 set. 2024.

 

A expressão destacada em “O cinema é uma forma poderosa de expressão artística, uma janela para o mundo [...]” (Texto 2)

  1. Aapresenta um ponto de vista que se conecta ao mundo, ao evidenciar um sentido metonímico.
  2. Bevidencia uma possibilidade de conhecimento a ser ampliada, ao manifestar uma marca de perífrase.
  3. Cexpõe uma reflexão acerca da condição humana materializada em uma comparação explícita.
  4. Drepresenta a capacidade de se abrir para o diferente, ao indicar um sentido metafórico.
  5. Edemonstra um modo de acesso ao universo das sensações, de forma a expressar uma sinestesia.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — representa a capacidade de se abrir para o diferente, ao indicar um sentido metafórico.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Figuras de Linguagem: metáfora em "uma janela para o mundo"

Gabarito: letra D. A expressão "uma janela para o mundo" é uma metáfora, pois atribui ao cinema a capacidade de "abrir" para realidades diferentes, como uma janela que se abre para o exterior. O texto sustenta essa leitura ao afirmar que, por meio do cinema, "podemos conhecer culturas, valores e realidades diferentes das nossas", o que corresponde exatamente à ideia de "se abrir para o diferente". As demais alternativas ou nomeiam figuras inadequadas (metonímia, perífrase, comparação, sinestesia) ou extrapolam o sentido do trecho.

O comando

A questão pede que se identifique a figura de linguagem presente na expressão destacada e o efeito de sentido que ela produz no contexto. Não se trata de compreensão literal, mas de interpretação de recursos expressivos: é preciso reconhecer o desvio do sentido denotativo e explicar o que ele significa no texto.

O texto

O trecho analisado abre o Texto 2: "O cinema é uma forma poderosa de expressão artística, uma janela para o mundo e uma reflexão sobre ele." A tese do autor é que o cinema permite conhecer outras culturas e refletir sobre a própria sociedade. A expressão "janela para o mundo" não deve ser lida literalmente (o cinema não é um objeto de vidro), mas como uma comparação implícita: assim como uma janela permite ver o que está fora, o cinema permite enxergar outras realidades. Essa leitura é confirmada na sequência do texto: "Por meio do cinema, podemos conhecer culturas, valores e realidades diferentes das nossas".

A técnica: metáfora × comparação × metonímia × sinestesia

A metáfora é uma comparação implícita, sem conectivo comparativo (como, tal qual, parece). Em "uma janela para o mundo", não há termo comparativo; há uma substituição: o cinema é apresentado como se fosse uma janela. Já a comparação explícita usaria "como" (ex.: "o cinema é como uma janela"). A metonímia envolve relação de contiguidade (parte pelo todo, autor pela obra), o que não ocorre aqui. A sinestesia mistura sentidos (visão, audição, tato), ausente no trecho. A perífrase é uma circunlocução para nomear algo (ex.: "a cidade-luz" para Paris), também não aplicável.

PEGA ESSA DICA!

Para distinguir metáfora de comparação, procure o conectivo comparativo. Se não houver "como", "tal qual", "parece", é metáfora.

1Metáfora (gabarito)
Comparação implícita (sem conectivo)
"Janela para o mundo" → abrir-se para o diferente
2Comparação explícita
Usa "como", "tal qual"
3Metonímia
Contiguidade (parte/todo, autor/obra)
4Perífrase
Circunlocução ("cidade-luz" = Paris)
5Sinestesia
Mistura de sentidos (visão, audição, tato)
Figuras de linguagem
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Figuras de linguagem: Metáfora (gabarito) (Comparação implícita (sem conectivo), "Janela para o mundo" → abrir-se para o diferente); Comparação explícita (Usa "como", "tal qual"); Metonímia (Contiguidade (parte/todo, autor/obra)); Perífrase (Circunlocução ("cidade-luz" = Paris)); Sinestesia (Mistura de sentidos (visão, audição, tato))

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que há sentido metonímico. A metonímia exige relação de contiguidade (parte/todo, causa/efeito, autor/obra), o que não existe entre "cinema" e "janela". O trecho não estabelece esse tipo de associação; há uma substituição por semelhança (metáfora), não por proximidade. Erro: troca de figura (metonímia por metáfora).

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa fala em perífrase, que é uma circunlocução para nomear algo (ex.: "o poeta dos escravos" para Castro Alves). "Janela para o mundo" não é uma forma indireta de dizer "cinema"; é uma imagem metafórica que expressa a função do cinema. Erro: troca de figura (perífrase por metáfora).

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa fala em comparação explícita. Não há conectivo comparativo no trecho; a comparação é implícita (metáfora). Se fosse explícita, haveria "como" ou "tal qual". Erro: troca de figura (comparação por metáfora) e afirmação de que é explícita, o que o texto não autoriza.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa identifica corretamente a metáfora e seu efeito: "representa a capacidade de se abrir para o diferente". O texto confirma: "Por meio do cinema, podemos conhecer culturas, valores e realidades diferentes das nossas". A janela é a imagem que traduz essa abertura para o novo. A metáfora é a figura correta e o sentido é exatamente o de ampliar horizontes.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa fala em sinestesia, que é a mistura de sensações de diferentes sentidos (ex.: "cheiro doce", "cores quentes"). No trecho, não há fusão de percepções sensoriais; há uma imagem visual (janela) usada metaforicamente. Erro: troca de figura (sinestesia por metáfora).

Conclusão: a banca testa o reconhecimento da metáfora e sua função no texto. A única alternativa que nomeia a figura correta e o efeito de sentido ancorado no texto é a D. As demais trocam a figura por outra (metonímia, perífrase, comparação, sinestesia), todas sem apoio no trecho.

Gabarito: letra D

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