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Questão de Português — Sujeito — FUNDATEC 2024

PortuguêsSujeito
Código
qa599739
Banca
FUNDATEC
Órgão
CETENE
Ano
2024
Cargo
Tecno P ( )

A importância da ciência, tecnologia e inovação para a sociedade

 

Por Benigno Nuñez Novo

 

A ciência, a tecnologia e a inovação são, no cenário mundial contemporâneo, instrumentos fundamentais para o desenvolvimento, o crescimento econômico, a geração de emprego e renda e a democratização de oportunidades. O desenvolvimento de um país está diretamente relacionado à aplicação de capital nesse setor.

 

A pesquisa contribui para a geração de conhecimento e para o desenvolvimento da humanidade. Os investimentos em pesquisa e inovação nos países de terceiro mundo e/ou em desenvolvimento são importantes ferramentas para sua independência dos países de primeiro mundo. A ciência permite à humanidade compreender um pouco mais sobre a natureza, ela é importante na nossa vida, pois nos ajuda a ter uma qualidade de vida melhor, e, através dela, muitas doenças foram eliminadas.

 

A ciência pode ser entendida como o empreendimento humano de descrever, compreender, explicar e predizer os fenômenos, assim como as relações existentes entre as características desses fenômenos, fazendo uso do empirismo, do ceticismo, do método científico e da tecnologia.

 

Ao responder a grandes perguntas e enfrentar desafios importantes do nosso quotidiano, a ciência cria conhecimento e melhora a educação e a qualidade de vida das pessoas, reduzindo desigualdades e construindo pontes. Como ensinar ciência e tecnologia? O estudo da ciência deve ser um ensino baseado na pesquisa, ou seja, a descoberta pelas crianças de algo através das suas próprias ações e sistematização das observações através do pensamento. Assim, a criança vai aprender através da sua atividade física e mental.

 

O mundo parece depender cada vez mais do conhecimento científico e tecnológico. A compreensão clássica das relações entre ciência, tecnologia e sociedade, muitas vezes presente nos diversos âmbitos do mundo acadêmico e nos meios de divulgação, é uma concepção essencialista e triunfalista, na qual se presume que mais ciência produz mais tecnologia que gera mais riqueza e, consequentemente, mais bem-estar social.

 

As relações entre ciência e tecnologia são muitas vezes abordadas pela literatura, uma vez que elas podem se complementar. A tecnologia surge a partir da ciência, mas sobrevive pelo mercado. Pela aplicação da Lei de Paretto, diz-se que 20% das inovações têm sua origem na ciência e 80% no mercado.

 

A ciência básica alimenta o progresso na tecnologia, e as inovações tecnológicas afetam as nossas vidas todos os dias de muitas maneiras. Por causa da ciência, temos aparelhos complexos como carros, máquinas de raios-X, computadores e telefones. Mas as tecnologias que a ciência tem inspirado incluem mais do que apenas dispositivos hi-tech. A noção de tecnologia inclui qualquer tipo de inovação concebida pelo homem. Seja a vacina contra a gripe, a técnica e as ferramentas para realizar cirurgias de coração aberto, ou um novo sistema de rotação de culturas, é tudo tecnologia. Mesmo coisas simples que se poderiam facilmente considerar dados adquiridos são, de fato, tecnologias baseadas na ciência: o plástico usado nos sacos, o óleo de canola geneticamente modificado em que as suas batatas fritas foram fritas, a tinta da sua caneta esferográfica, um comprimido de ibuprofeno, tudo isto existe por causa da ciência.

 

Apesar de o impacto da tecnologia nas nossas vidas muitas vezes ser claramente positivo (por exemplo, é difícil argumentar contra os benefícios de conseguirmos consertar um osso partido), nalguns casos os benefícios são menos claros. É importante lembrar que a ciência constrói conhecimento acerca do mundo, mas que são as pessoas que decidem como esse conhecimento deve ser usado. Por exemplo, a ciência ajudou-nos a compreender que a maior parte da massa de um átomo está no seu núcleo denso, que armazena enormes quantidades de energia que pode ser libertada ao cindir o núcleo.

 

O desenvolvimento científico-tecnológico deve ser encorajado a florescer e a progredir levando em consideração o bem-estar do povo e não somente o econômico como acontece nos dias de hoje. Um desenvolvimento científico-tecnológico com responsabilidade social deve se voltar para as tarefas práticas, não pode ser dirigido de acordo com os velhos sistemas econômicos, políticos e moral. Implica ter um nível de responsabilidade individual e coletiva muito mais acentuado que o dos tempos anteriores.

 

(Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/a-importancia-da-ciencia-tecnologia-e-inovacao-paraa- sociedade/845978281 – texto adaptado especialmente para esta prova).

Leia o Texto.

 

Assinale a alternativa que indica a correta função sintática do termo sublinhado no trecho a seguir: “tudo isto existe por causa da ciência”.

  1. AObjeto direto.
  2. BSujeito.
  3. CAgente da passiva.
  4. DVocativo.
  5. EAposto.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Sujeito.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Função sintática de "tudo isto" em "tudo isto existe por causa da ciência"

Gabarito: letra B. O termo sublinhado "tudo isto" exerce a função de sujeito do verbo "existe", que é intransitivo. A oração está em ordem inversa: o sujeito aparece depois do verbo, o que pode confundir, mas a análise sintática não depende da posição. Como se lê no trecho: "tudo isto existe por causa da ciência" — o verbo "existir" não pede complemento, e "tudo isto" é quem sofre/realiza a ação de existir, sendo, portanto, o sujeito.

O comando pede a função sintática do termo sublinhado, ou seja, uma análise sintática (não morfológica nem semântica). Para resolver, é preciso identificar o verbo da oração e perguntar: quem existe? A resposta é "tudo isto". Esse é o teste clássico para achar o sujeito: o termo que responde à pergunta "quem?" ou "o quê?" antes do verbo (mesmo que venha depois na frase).

No texto, o trecho aparece no 7º parágrafo, após uma enumeração de tecnologias: "o plástico usado nos sacos, o óleo de canola geneticamente modificado..., a tinta da sua caneta esferográfica, um comprimido de ibuprofeno". O autor conclui: "tudo isto existe por causa da ciência". O pronome demonstrativo "isto" retoma toda a lista anterior, e "tudo" é um pronome indefinido que a resume. Juntos, formam o núcleo do sujeito composto (ou melhor, um sujeito simples com núcleo "tudo", pois "isto" é apenas um adjunto adnominal? Na verdade, "tudo isto" funciona como um sintagma nominal único, com núcleo "tudo" e "isto" como adjunto adnominal, mas a banca considera o conjunto como sujeito).

A armadilha central é a posição pós-verbal. Em português, a ordem natural é Sujeito-Verbo-Objeto (SVO), mas, quando o sujeito vem depois do verbo (ordem inversa), muitos candidatos o confundem com objeto direto. Aqui, o verbo "existe" é intransitivo — não admite objeto direto nem indireto. Logo, qualquer termo que apareça com ele só pode ser sujeito (ou adjunto adverbial, como "por causa da ciência").

PEGA ESSA DICA!

Para achar o sujeito, faça a pergunta "quem?" ou "o quê?" antes do verbo. Se a resposta for um termo da oração, ele é o sujeito, mesmo que esteja depois do verbo. Ex.: "Chegaram os convidados" → quem chegou? Os convidados → sujeito posposto.

Sujeito
  • 1Teste clássico
    • Pergunta "quem?"/"o quê?" antes do verbo
    • Termo que concorda com o verbo
  • 2Posição
    • Ordem direta (SVO)
    • Ordem inversa (posposto ao verbo)
  • 3Armadilha
    • Confundir com objeto direto
    • Verbo intransitivo não pede complemento
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Objeto direto é o complemento de um verbo transitivo direto, sem preposição. O verbo "existe" é intransitivo, não pede objeto. A alternativa extrapola ao atribuir ao termo uma função que o verbo não exige. Quem pensa em objeto direto aqui cai na armadilha da ordem inversa, mas o teste do "o quê?" falha: "existe o quê?" não faz sentido — "existe" não pede complemento.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O termo "tudo isto" é o sujeito do verbo "existe". Prova: na oração, o verbo concorda com ele ("tudo isto existe" — 3ª pessoa do singular), e "tudo isto" responde à pergunta "o que existe?" → "tudo isto". O sujeito está posposto ao verbo, o que é comum em construções com verbos intransitivos ou de ligação. No texto, a enumeração anterior (plástico, óleo, tinta, comprimido) é resumida por "tudo isto", que funciona como sujeito.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Agente da passiva é o termo que pratica a ação numa voz passiva, introduzido pela preposição "por" (ou "de"). Na oração, não há voz passiva — o verbo "existe" está na voz ativa. A alternativa contradiz a estrutura verbal do trecho, pois não há locução verbal com particípio nem preposição "por" ligada ao termo.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Vocativo é um termo de chamamento, usado para invocar ou interpelar alguém, sempre isolado por vírgulas. No trecho, "tudo isto" não é um chamamento, e não há vírgula separando-o. A alternativa tangencia o tema, pois vocativo é termo acessório, não essencial, e não se encaixa na estrutura da oração.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Aposto é um termo que explica, especifica ou resume outro termo, geralmente entre vírgulas ou após dois-pontos. "Tudo isto" não explica nem resume outro termo dentro da própria oração — ele é o sujeito. A alternativa confunde a função de aposto (que é acessória) com a de sujeito (essencial). No texto, "tudo isto" poderia ser aposto se viesse após uma enumeração com dois-pontos, mas aqui ele é o núcleo da oração.

Conclusão: A questão testa a habilidade de identificar o sujeito mesmo em ordem inversa. A regra de ouro: o sujeito é o termo que concorda com o verbo e responde à pergunta "quem?/o quê?" — independentemente da posição. Como o verbo "existe" é intransitivo, não há objeto, e "tudo isto" só pode ser sujeito. Gabarito: letra B.

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