Questão de Português — Orações Subordinadas Substantivas — Quadrix 2024
Português›Orações Subordinadas Substantivas
Código
qa600285
Banca
Quadrix
Órgão
CRP 23 (TO)
Ano
2024
Cargo
Ass Adm (CRP 23)
Projeto dá apoio psicológico a moradores de Palmas por meio de chamada de vídeo
O apoio psicológico prestado em Palmas por meio do projeto Atendimento à Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde será ampliado para o formato online. Quem tiver interesse deve acessar o site da prefeitura de Palmas para responder o formulário de prevenção. Após o cadastro, a equipe do programa entrará em contato com o paciente. A assistência será realizada por chamada de vídeo.
O projeto funciona desde o início da pandemia. O objetivo da ampliação é levar para mais pessoas as orientações e ajuda necessária. Caso haja necessidade, o paciente pode receber apoio contínuo.
A psicóloga do Ambulatório de Saúde Mental Infantil Juvenil, Michelle Prado, explica que em casos de ansiedade e sintomas depressivos é importante procurar apoio médico.
“Estamos vivendo um momento que pode trazer algumas consequências psíquicas. É comum que a gente tenha algum tipo de alteração. É importante procurar ajuda quando essas mudanças estão afetando o funcionamento da vida do paciente. O projeto entra pra avaliar como está a pessoa, entender a necessidade de atendimento e encaminhar até o profissional correto”, disse.
Internet: <g1.globo.com> (com adaptações).
Texto para a questão. A palavra “que”, colocada após “explica”, no terceiro parágrafo, é um(a)
Apronome relativo.
Bconjunção integrante.
Csubstantivo.
Dconjunção explicativa.
Epartícula de realce.
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GabaritoB — conjunção integrante.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
A palavra "que" após "explica": conjunção integrante
Gabarito: letra B. O "que" em "explica que" é uma conjunção integrante, pois introduz uma oração subordinada substantiva que funciona como objeto direto do verbo "explica". A prova clássica: a oração "que em casos de ansiedade e sintomas depressivos é importante procurar apoio médico" pode ser substituída por "isso" — "A psicóloga explica isso" —, o que confirma tratar-se de oração substantiva, iniciada por conjunção integrante.
O comando da questão
A questão pede a classificação morfossintática da palavra "que" no contexto específico do terceiro parágrafo. Não se trata de interpretação de texto, mas de análise sintática aplicada ao texto: é preciso identificar a função do vocábulo dentro do período em que ocorre. O comando "é um(a)" exige que se nomeie a classe ou função do termo — e a resposta depende exclusivamente da estrutura da frase em que ele aparece.
O trecho em análise
No terceiro parágrafo, lê-se:
"A psicóloga do Ambulatório de Saúde Mental Infantil Juvenil, Michelle Prado, explica que em casos de ansiedade e sintomas depressivos é importante procurar apoio médico."
O verbo "explicar" é transitivo direto: quem explica, explica algo. Esse "algo" é justamente a oração iniciada por "que": "que em casos de ansiedade e sintomas depressivos é importante procurar apoio médico". Essa oração exerce a função de objeto direto do verbo "explica" — função típica de substantivo —, o que a classifica como oração subordinada substantiva objetiva direta.
A técnica que decide: a substituição por "isso"
O método infalível para reconhecer a conjunção integrante é a substituição da oração por "isso" (ou "isto"):
"A psicóloga explica que em casos de ansiedade..." → "A psicóloga explica isso."
Se a troca é possível sem prejuízo de sentido, o "que" é conjunção integrante e a oração que ele introduz é substantiva. Esse é o critério que separa a conjunção integrante do pronome relativo: o relativo sempre retoma um termo antecedente e exerce função sintática dentro da própria oração; a integrante apenas liga a oração subordinada à principal, sem função sintática própria.
Análise das alternativas
"Que" após verbo transitivo direto
1Teste: substituir por "isso"
Funciona → conjunção integrante
Não funciona → outro valor
2Conjunção integrante
Introduz oração subordinada substantiva
Sem função sintática própria
3Pronome relativo (distinção)
Retoma antecedente
Exerce função na oração adjetiva
4Outros valores do "que"
Conjunção explicativa (coordenação)
Partícula de realce (retirável)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Pronome relativo. O pronome relativo retoma um substantivo antecedente e exerce função sintática na oração adjetiva que introduz (ex.: "A psicóloga que atende no ambulatório..."). No trecho, o "que" não retoma nenhum termo anterior — ele apenas introduz o conteúdo do que foi explicado. Não há oração adjetiva, e sim substantiva. Erro: troca de conceito — confunde conjunção integrante com pronome relativo.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Conjunção integrante. Como demonstrado, o "que" introduz a oração subordinada substantiva objetiva direta do verbo "explica", substituível por "isso". É o conectivo que integra a oração subordinada à principal, sem valor semântico próprio, apenas relacional.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Substantivo. "Que" jamais é substantivo. Substantivo é a classe que nomeia seres, objetos, ações, estados — e o vocábulo "que" não nomeia nada; é um conectivo. Erro: troca de conceito — atribui classe de palavra incompatível com a função do termo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Conjunção explicativa. A conjunção explicativa (como "porque", "pois", "que" em "vamos, que está tarde") liga orações coordenadas, estabelecendo relação de justificativa/explicação entre elas. No trecho, o "que" não liga orações independentes nem expressa explicação — ele subordina uma oração que completa o sentido do verbo. Erro: troca de conceito — confunde coordenação com subordinação.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Partícula de realce. A partícula expletiva ou de realce é um "que" que pode ser retirado da frase sem prejuízo de sentido (ex.: "Quase que caí"). No trecho, o "que" é indispensável: sem ele, a oração perde a ligação com o verbo "explica" e o período fica agramatical. Erro: troca de conceito — confunde conectivo integrante com elemento de ênfase.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a polissemia do "que", que pode ser pronome relativo, conjunção integrante, conjunção explicativa, partícula de realce etc. A armadilha está em classificar pelo som ou pela aparência, sem aplicar o teste da substituição por "isso".
PEGA ESSA DICA!
Ao encontrar "que" em uma questão, aplique os testes na ordem: (1) substitua por "isso" → se funcionar, é conjunção integrante; (2) verifique se retoma um substantivo anterior → se sim, é pronome relativo; (3) tente retirar sem prejuízo → se der, é partícula de realce.
Gabarito: letra B. A resposta é a única que identifica corretamente a função do "que" como conjunção integrante, comprovada pela substituição da oração por "isso" — o critério decisivo que separa a oração substantiva das demais classificações.