Falsa veterinária é denunciada por tutora de gata que
morreu durante cirurgia de castração em Maceió
Para a polícia, a mulher confessou que não é habilitada a exercer a profissão e alegou ter adquirido conhecimento na área após trabalhar como auxiliar de veterinário. Ela foi indiciada por maus‑tratos
A Polícia Civil indiciou na terça‑feira (23) uma mulher de 47 anos de idade que se passava por médica veterinária em Maceió. Ela foi denunciada pela tutora de uma gata que morreu após uma cirurgia de castração. A falsa veterinária confessou que não tem habilitação para exercer a profissão e foi indiciada pelo crime de maus‑tratos com morte de animal.
Em entrevista ao g1 AL, a tutora da gata disse que foi cobrado R$ 100 para o procedimento. A falsa médica disse que o animal teve uma parada cardíaca durante a cirurgia e morreu, mas não entregou o corpo da gata à tutora Christiane Duarte, que pagou R$ 50 adiantado e pagaria o restante após a castração.
Após a denúncia, foi consultado se havia registro dela no Conselho Federal ou Regional de Medicina Veterinária e nada foi encontrado. A mulher foi localizada e intimada a prestar esclarecimentos, mas não ficou presa.
Em depoimento à polícia, a mulher confirmou a realização da cirurgia e alegou ter adquirido alguns conhecimentos na área após ter trabalhado um tempo como auxiliar de veterinário.
Ainda segundo o delegado, a mulher não informou o local onde as cirurgias eram realizadas. As pessoas contratavam os serviços, ela buscava o animal em casa e os levava de volta, sem permitir visitas.
Outras testemunhas disseram que já tinham solicitado e pago por serviços veterinários em outras ocasiões, inclusive castrações bem‑sucedidas, por isso não havia registro de denúncias até então.
Internet: <g1.globo.com> (com adaptações).
Acerca de aspectos gerais do texto, julgue o item a seguir. Na oração “e nada foi encontrado”, o sujeito é indeterminado.
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Sujeito indeterminado na oração “e nada foi encontrado”
Gabarito: letra E (Errado). Na oração “e nada foi encontrado”, o sujeito não é indeterminado — ele é simples e determinado, representado pelo pronome indefinido “nada”. A afirmação do item está incorreta porque confunde o sujeito indeterminado (que ocorre com verbo na 3ª pessoa do plural sem referência, ou com verbo na 3ª pessoa do singular + “se” como índice de indeterminação) com uma oração que possui sujeito explícito, ainda que genérico. A prova está na própria estrutura da oração: “nada” ocupa a função de sujeito e o verbo “foi encontrado” concorda com ele.
O comando da questão
O enunciado pede um julgamento Certo/Errado sobre uma afirmação de natureza sintática: classificar o sujeito da oração “e nada foi encontrado”. Não se trata de interpretação de texto, mas de análise sintática — é preciso identificar o termo que exerce a função de sujeito e classificá-lo corretamente. A banca testa se o candidato sabe diferenciar sujeito indeterminado de sujeito determinado com pronome indefinido.
O texto e a oração em análise
No texto, a oração aparece no trecho:
“Após a denúncia, foi consultado se havia registro dela no Conselho Federal ou Regional de Medicina Veterinária e nada foi encontrado.”
A oração “nada foi encontrado” é uma voz passiva analítica: o verbo “encontrar” está na forma “foi encontrado” (ser + particípio). O termo “nada” é o sujeito paciente — aquilo que foi (ou não) encontrado. Ele é um pronome indefinido, mas isso não o torna sujeito indeterminado; pelo contrário, ele está explícito na oração, exercendo a função de sujeito de forma clara e identificável.
A regra: o que é sujeito indeterminado
O sujeito indeterminado ocorre em três casos previstos pela gramática normativa:
Verbo na 3ª pessoa do plural sem referência a um termo anterior ou posterior que lhe sirva de sujeito. Ex.: “Roubaram meu carro.” (quem roubou? não se sabe).
Verbo na 3ª pessoa do singular + “se” (índice de indeterminação do sujeito), com verbo intransitivo, transitivo indireto ou de ligação. Ex.: “Vive-se bem aqui.” / “Precisa-se de empregados.”
Verbo no infinitivo impessoal. Ex.: “É bom resolver o problema.”
Nenhum desses casos ocorre em “nada foi encontrado”. O verbo está na 3ª pessoa do singular, mas não há “se”; e o termo “nada” está explícito como sujeito. A indeterminação exige que não haja nenhum termo na oração que possa funcionar como sujeito — exatamente o oposto do que acontece aqui.
A pegadinha da banca
A banca explora a confusão entre sujeito indeterminado e sujeito determinado com pronome indefinido. O pronome “nada” tem sentido genérico (não designa um ser específico), o que pode levar o candidato a pensar que o sujeito é indeterminado. Mas a indeterminação do sujeito é uma classificação sintática, não semântica: o que importa é se há ou não um termo explícito exercendo a função de sujeito. Como “nada” está explícito e o verbo concorda com ele, o sujeito é simples e determinado.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o critério semântico (sentido genérico de “nada”) pelo critério sintático (presença de termo na função de sujeito). O pronome indefinido “nada” é sujeito determinado, não indeterminado.
Análise da assertiva
Sujeito indeterminado: 3ª pessoa do plural sem referência; 3ª pessoa do singular + "se"; Infinitivo impessoal; Sujeito determinado (Termo explícito na oração, "nada" = pronome indefinido, Concordância verbal)
Assertiva — ❌ Errada ⟵ GABARITO
A afirmação “Na oração ‘e nada foi encontrado’, o sujeito é indeterminado” está errada. O sujeito é simples e determinado, representado pelo pronome indefinido “nada”. A prova está na estrutura da oração: “nada” é o termo sobre o qual se declara algo (não foi encontrado), e o verbo “foi encontrado” concorda com ele em número e pessoa (3ª pessoa do singular). Não há “se” indeterminador, nem verbo na 3ª pessoa do plural sem referência, nem infinitivo impessoal — os três casos que caracterizam o sujeito indeterminado.
PEGA ESSA DICA!
Para classificar o sujeito, pergunte: “quem/o quê pratica ou sofre a ação?”. Se houver um termo explícito respondendo a essa pergunta, o sujeito é determinado. Só fale em indeterminado quando não houver termo algum na oração que possa ser o sujeito.
Conclusão: a assertiva está errada, pois o sujeito de “nada foi encontrado” é determinado (pronome indefinido “nada”), e não indeterminado. A banca cobra a distinção entre o sentido genérico do pronome e a função sintática de sujeito explícito.