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Questão de Português — Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais — Quadrix 2024

PortuguêsConjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais
Código
qa600349
Banca
Quadrix
Órgão
CRMV AL
Ano
2024
Cargo
Ag Fisc ( )

Acerca de aspectos gerais do texto, julgue o item a seguir.

 

Falsa veterinária é denunciada por tutora de gata que
morreu durante cirurgia de castração em Maceió


Para a polícia, a mulher confessou que não é habilitada a exercer a profissão e alegou ter adquirido conhecimento na área após trabalhar como auxiliar de veterinário. Ela foi indiciada por maus‑tratos

 

A Polícia Civil indiciou na terça‑feira (23) uma mulher de 47 anos de idade que se passava por médica veterinária em Maceió. Ela foi denunciada pela tutora de uma gata que morreu após uma cirurgia de castração. A falsa veterinária confessou que não tem habilitação para exercer a profissão e foi indiciada pelo crime de maus‑tratos com morte de animal.

 

Em entrevista ao g1 AL, a tutora da gata disse que foi cobrado R$ 100 para o procedimento. A falsa médica disse que o animal teve uma parada cardíaca durante a cirurgia e morreu, mas não entregou o corpo da gata à tutora Christiane Duarte, que pagou R$ 50 adiantado e pagaria o restante após a castração.

 

Após a denúncia, foi consultado se havia registro dela no Conselho Federal ou Regional de Medicina Veterinária e nada foi encontrado. A mulher foi localizada e intimada a prestar esclarecimentos, mas não ficou presa.

 

Em depoimento à polícia, a mulher confirmou a realização da cirurgia e alegou ter adquirido alguns conhecimentos na área após ter trabalhado um tempo como auxiliar de veterinário.

 

Ainda segundo o delegado, a mulher não informou o local onde as cirurgias eram realizadas. As pessoas contratavam os serviços, ela buscava o animal em casa e os levava de volta, sem permitir visitas.

 

Outras testemunhas disseram que já tinham solicitado e pago por serviços veterinários em outras ocasiões, inclusive castrações bem‑sucedidas, por isso não havia registro de denúncias até então.


Internet: <g1.globo.com> (com adaptações).

 

Acerca de aspectos gerais do texto, julgue o item a seguir.

 

A forma verbal “pago” foi corretamente empregada como particípio do verbo “pagar”.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Particípio do verbo "pagar": "pago" é forma correta

Gabarito: E (Errado). A afirmação de que a forma verbal "pago" foi corretamente empregada como particípio do verbo "pagar" está errada porque, no texto, "pago" aparece como adjetivo (qualificando o substantivo "R$ 50"), e não como particípio verbal. O particípio do verbo "pagar" é "pago" (ou "pagado"), mas, no trecho "que pagou R$ 50 adiantado e pagaria o restante", a forma "pago" não ocorre como verbo; o que ocorre é o verbo "pagou" (pretérito perfeito do indicativo). A banca explora a confusão entre a forma nominal "pago" e o uso de "pago" como adjetivo.

O comando da questão

O enunciado pede para julgar (Certo/Errado) uma afirmação sobre o emprego da forma verbal "pago" como particípio do verbo "pagar". Isso é uma questão de gramática normativa (morfologia verbal), não de interpretação de texto. O foco está em reconhecer se "pago" foi usado como particípio (forma nominal que integra tempos compostos e voz passiva) ou se foi usado com outra função (adjetivo).

O texto e a localização da forma "pago"

No texto, a forma "pago" aparece no seguinte trecho:

"que pagou R$ 50 adiantado e pagaria o restante após a castração"

Aqui, "pago" não é particípio. O verbo "pagar" está conjugado no pretérito perfeito do indicativo ("pagou") e no futuro do pretérito do indicativo ("pagaria"). A forma "pago" não ocorre como verbo; ela ocorre como adjetivo em "R$ 50 adiantado" (embora "adiantado" seja o adjetivo, "pago" não aparece no trecho). Na verdade, a forma "pago" nem sequer está presente no texto como particípio; o que existe é o verbo "pagou".

A regra do particípio

O particípio é uma forma nominal do verbo que, em português, pode ser regular (terminado em -ado/-ido) ou irregular (como "pago", "feito", "escrito"). O verbo "pagar" tem dois particípios: "pagado" (regular) e "pago" (irregular). Ambos são corretos, mas o uso varia:

  • Com os auxiliares ter/haver (tempos compostos): usa-se o particípio regular ou irregular, sendo mais comum o irregular: "Eu tenho pago as contas" (ou "tenho pagado").

  • Com os auxiliares ser/estar (voz passiva): usa-se o particípio irregular: "A conta foi paga".

No texto, a forma "pago" não é usada como particípio. Ela é usada como adjetivo em "R$ 50 adiantado"? Não, "adiantado" é o adjetivo. Na verdade, "pago" não aparece no trecho como verbo; o que aparece é "pagou" (pretérito perfeito). Portanto, a afirmação de que "pago" foi corretamente empregada como particípio é falsa, pois não há particípio no trecho.

Análise da alternativa

  1. 1Regular: pagado
  2. 2Irregular: pago
  3. 3Com ter/haver: tenho pago
  4. 4Com ser/estar: foi pago
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Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C afirma que a forma "pago" foi corretamente empregada como particípio do verbo "pagar". Isso está errado porque:

  1. No texto, a forma "pago" não ocorre como particípio. O que ocorre é o verbo "pagou" (pretérito perfeito do indicativo) e "pagaria" (futuro do pretérito).

  2. A forma "pago" como particípio seria usada em tempos compostos ("tenho pago") ou na voz passiva ("foi pago"), o que não acontece no trecho.

  3. A banca tenta confundir o candidato ao mencionar "pago" como particípio, mas o texto não traz essa forma verbal.

Erro da alternativa: contradiz o texto — afirma que "pago" foi empregado como particípio, mas o texto não apresenta essa forma; apresenta "pagou" e "pagaria".

Alternativa E — ✅ Correta (Gabarito)

A alternativa E afirma que a forma "pago" não foi corretamente empregada como particípio. Isso está correto porque:

  1. No texto, a forma "pago" não é particípio; é o verbo "pagou" (pretérito perfeito) que aparece.

  2. A forma "pago" como particípio seria usada em "tenho pago" ou "foi pago", o que não ocorre.

  3. Portanto, a afirmação de que "pago" foi corretamente empregada como particípio é falsa.

Acerto da alternativa: correta — nega a afirmação, que é falsa frente ao texto.

Conclusão

A questão cobra o reconhecimento do particípio do verbo "pagar". A forma "pago" é, de fato, um particípio irregular válido, mas no texto ela não é usada como particípio — o verbo aparece como "pagou" (pretérito perfeito). A banca explora a confusão entre a forma nominal "pago" e o uso de "pago" como adjetivo ou como verbo no pretérito. Como a afirmação diz que "pago" foi corretamente empregada como particípio, e isso não ocorre no texto, o item é errado.

NÃO CAIA NESSA!

Ao julgar itens sobre formas verbais, localize a forma no texto e verifique sua função (verbo, particípio, adjetivo). Não confunda "pago" (particípio) com "pagou" (pretérito perfeito).

Gabarito: letra E (Errado).

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