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Questão de Português — Termos Acessórios (Adjunto Adnominal, Adjunto Adverbial e Aposto). Vocativo — Quadrix 2024

PortuguêsTermos Acessórios (Adjunto Adnominal, Adjunto Adverbial e Aposto). Vocativo
Código
qa600352
Banca
Quadrix
Órgão
CRMV AL
Ano
2024
Cargo
Ag Fisc ( )

Tutores de animais denunciam hospital veterinário
por maus‑tratos e negligência em Maceió

 

Cachorros foram internados para cirurgias, mas faleceram; polícia investiga o caso. Hospital diz que realizou procedimentos necessários, mas que morte foi uma fatalidade

 

Tutores de cachorros que faleceram no Hospital Veterinário do Trabalhador (HVT), localizado no Barro Duro, em Maceió, denunciam que as mortes acontecerampor maus‑tratos e negligência. Nesta quarta‑feira (5), viralizou nas redes sociais um vídeo gravado por um desses tutores mostrando o corpo de Lock, um Husky Siberiano de apenas 6 meses que estava internado com uma pata quebrada.


Em contato com o G1, o HVT informou que realizou os procedimentos necessários para garantir o bem‑estar dos animais. “Temos câmeras de segurança desde o internamento do animal, que comprova que o animal foi limpo, o cliente vinha todo dia, teve o contato com o dono do hospital e, infelizmente, aconteceu essa fatalidade. O nosso objetivo como hospital é salvar vidas.”.


Ronald Mickael é o tutor de Lock. No vídeo, dá pra ouvi‑lo chorando pela perda do animal. Ele conta que Lock foi internado no HVT no dia 17 de abril, após uma fratura na tíbia em decorrência de um acidente doméstico. O veterinário de plantão examinou o animal, constatou a fratura e, no dia seguinte, o levou para uma cirurgia.


“Depois de 8 a 10 dias com a primeira cirurgia realizada, o cão começou a ficar com um cheiro podre de carne. O ambiente do hospital também estava sujo, mistura de xixi e fezes que estavam há muito tempo por lá. O médico deixou ele [o cão] internado lá e foi para a casa da família, em Sergipe, e sem nenhum acompanhamento. No total paguei R$ 2.888 pela cirurgia, efetuei o pagamento e os funcionários recomendaram não levar o cachorro para casa porque ele poderia piorar, e que eu ia ser o responsável pela morte dele”, relatou o tutor do animal.


Internet: <g1.globo.com> (com adaptações).

Texto para o item     Em relação ao texto, julgue o item a seguir.   A expressão “por maus‑tratos e negligência” classifica‑se sintaticamente como adjunto adverbial de modo.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Adjunto adverbial de modo: a classificação correta de “por maus-tratos e negligência”

Gabarito: E (Errado). A expressão “por maus-tratos e negligência” não é adjunto adverbial de modo, mas sim adjunto adverbial de causa. A pista está no próprio texto: os tutores denunciam que as mortes aconteceram por maus-tratos e negligência — a preposição “por” introduz a razão, o motivo das mortes, não a maneira como elas ocorreram. Como se lê no primeiro parágrafo: “denunciam que as mortes aconteceram por maus‑tratos e negligência”.

A questão cobra a classificação sintática de um termo preposicionado dentro do texto. O comando é direto: “julgue o item” — ou seja, precisamos verificar se a afirmação sobre a função sintática da expressão está correta. Não se trata de interpretação de sentido global, mas de análise sintática contextualizada: a função do termo depende da relação que ele estabelece com o verbo “aconteceram”.

O texto é uma notícia sobre tutores que denunciam um hospital veterinário. A tese central é a acusação de que as mortes dos animais decorreram de maus-tratos e negligência. O trecho decisivo está no primeiro parágrafo:

“Tutores de cachorros que faleceram no Hospital Veterinário do Trabalhador (HVT), localizado no Barro Duro, em Maceió, denunciam que as mortes aconteceram por maus‑tratos e negligência.”

Aqui, a expressão “por maus-tratos e negligência” responde à pergunta “por que as mortes aconteceram?” — e não “como aconteceram?”. Essa é a distinção central entre adjunto adverbial de causa e adjunto adverbial de modo.

A técnica para resolver: substitua a expressão por um advérbio ou locução equivalente e veja se o sentido se mantém. Se trocarmos por “por causa de maus-tratos e negligência”, o sentido permanece — isso confirma a circunstância de causa. Se fosse modo, a substituição natural seria por “de maneira negligente” ou “com maus-tratos”, o que alteraria o sentido original. Além disso, o adjunto adverbial de modo responde a “como?”, enquanto o de causa responde a “por quê?”. No texto, a pergunta que a expressão responde é claramente “por quê?”.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca a circunstância adverbial: oferece “modo” quando o termo expressa “causa”. A preposição “por” é o sinal clássico de causa, mas o candidato desatento pode associá-la automaticamente a modo por ser uma locução preposicionada.

PEGA ESSA DICA!

Ao classificar adjuntos adverbiais, faça sempre a pergunta-chave: “quando?” (tempo), “onde?” (lugar), “como?” (modo), “por quê?” (causa). A resposta que o termo dá no contexto define a classificação.

Adjunto adverbial
  • 1Modo
    • Responde a "como?"
    • Ex.: "de maneira negligente"
  • 2Causa
    • Responde a "por quê?"
    • Ex.: "por causa de maus-tratos"
    • Preposição "por" = sinal clássico
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Alternativa C — ❌ Incorreta

A afirmação de que “por maus-tratos e negligência” é adjunto adverbial de modo está errada. O adjunto adverbial de modo indica a maneira como a ação é realizada — responde a “como?”. No texto, a expressão indica a causa das mortes, respondendo a “por quê?”. A preposição “por” é o marcador típico de causa, como em “morreu por doença” (causa) e não “morreu por doença” (modo). Portanto, a classificação correta é adjunto adverbial de causa.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O item está errado porque a expressão “por maus-tratos e negligência” classifica-se como adjunto adverbial de causa, e não de modo. A passagem “as mortes aconteceram por maus‑tratos e negligência” evidencia que a locução preposicionada introduz o motivo do falecimento dos animais. A banca pede que o candidato julgue a afirmação; como ela está incorreta, o gabarito é E (Errado).

Conclusão: a questão testa a capacidade de distinguir circunstâncias adverbiais pelo contexto. A pergunta-chave “por quê?” resolve: “por maus-tratos e negligência” é causa, não modo. Gabarito: letra E (Errado).

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