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Questão de Português — Polissemia — Quadrix 2024

PortuguêsPolissemia
Código
qa600353
Banca
Quadrix
Órgão
CRMV AL
Ano
2024
Cargo
Ag Fisc ( )

Tutores de animais denunciam hospital veterinário
por maus‑tratos e negligência em Maceió

 

Cachorros foram internados para cirurgias, mas faleceram; polícia investiga o caso. Hospital diz que realizou procedimentos necessários, mas que morte foi uma fatalidade

 

Tutores de cachorros que faleceram no Hospital Veterinário do Trabalhador (HVT), localizado no Barro Duro, em Maceió, denunciam que as mortes acontecerampor maus‑tratos e negligência. Nesta quarta‑feira (5), viralizou nas redes sociais um vídeo gravado por um desses tutores mostrando o corpo de Lock, um Husky Siberiano de apenas 6 meses que estava internado com uma pata quebrada.


Em contato com o G1, o HVT informou que realizou os procedimentos necessários para garantir o bem‑estar dos animais. “Temos câmeras de segurança desde o internamento do animal, que comprova que o animal foi limpo, o cliente vinha todo dia, teve o contato com o dono do hospital e, infelizmente, aconteceu essa fatalidade. O nosso objetivo como hospital é salvar vidas.”.


Ronald Mickael é o tutor de Lock. No vídeo, dá pra ouvi‑lo chorando pela perda do animal. Ele conta que Lock foi internado no HVT no dia 17 de abril, após uma fratura na tíbia em decorrência de um acidente doméstico. O veterinário de plantão examinou o animal, constatou a fratura e, no dia seguinte, o levou para uma cirurgia.


“Depois de 8 a 10 dias com a primeira cirurgia realizada, o cão começou a ficar com um cheiro podre de carne. O ambiente do hospital também estava sujo, mistura de xixi e fezes que estavam há muito tempo por lá. O médico deixou ele [o cão] internado lá e foi para a casa da família, em Sergipe, e sem nenhum acompanhamento. No total paguei R$ 2.888 pela cirurgia, efetuei o pagamento e os funcionários recomendaram não levar o cachorro para casa porque ele poderia piorar, e que eu ia ser o responsável pela morte dele”, relatou o tutor do animal.


Internet: <g1.globo.com> (com adaptações).

Texto para o item     Em relação ao texto, julgue o item a seguir.   O emprego da forma verbal “viralizou”, que apresenta relação com “vírus”, aponta para uma possível causa da morte dos cachorros.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Polissemia e contexto: o sentido de “viralizou” no texto

Gabarito: E (Errado). A assertiva extrapola o texto ao afirmar que o emprego de “viralizou”, por sua relação com “vírus”, aponta para uma possível causa da morte dos cachorros. No texto, “viralizou” é usado em seu sentido conotativo — “espalhar-se rapidamente pelas redes sociais” — e não há nenhuma relação entre esse uso e a causa da morte dos animais. A única menção a “vírus” no texto é a palavra “viralizou”, que nada tem a ver com doença ou contaminação.

O comando da questão

A questão pede que se julgue (Certo/Errado) uma afirmação sobre o texto. O verbo “aponta para” indica que se trata de uma interpretação/inferência: a banca quer saber se o texto autoriza a conclusão de que a palavra “viralizou” sugere uma causa viral para as mortes. Para responder, é preciso ancorar a análise no texto e no sentido contextual da palavra.

O texto e o sentido de “viralizou”

O texto é uma notícia sobre tutores que denunciam um hospital veterinário por maus-tratos e negligência. No primeiro parágrafo, lê-se:

“Nesta quarta‑feira (5), viralizou nas redes sociais um vídeo gravado por um desses tutores mostrando o corpo de Lock, um Husky Siberiano de apenas 6 meses que estava internado com uma pata quebrada.”

Aqui, “viralizou” está claramente empregado em sentido figurado/conotativo: significa que o vídeo se espalhou rapidamente pelas redes sociais. A palavra “vírus” (agente infeccioso) é apenas a origem etimológica do verbo, mas no contexto não há qualquer menção a doença viral como causa da morte. O texto atribui as mortes a maus-tratos e negligência, como se lê no título e no primeiro parágrafo: “Tutores de cachorros que faleceram no Hospital Veterinário do Trabalhador (HVT) ... denunciam que as mortes aconteceram por maus‑tratos e negligência.”

A técnica: distinguir sentido denotativo de conotativo

Denotação é o sentido literal, de dicionário; conotação é o sentido figurado, que depende do contexto. No texto, “viralizou” não significa “contaminou com vírus”, mas “tornou-se viral”, ou seja, espalhou-se rapidamente. Essa é uma metáfora cristalizada no uso cotidiano: o vídeo “contagia” as pessoas, que o compartilham. A banca explora exatamente essa ambiguidade para induzir o candidato a uma inferência ilegítima: relacionar a palavra a uma causa biológica. Mas o texto não autoriza essa relação — a causa das mortes é explicitamente outra.

Análise da assertiva

A assertiva afirma que o emprego de “viralizou” “aponta para uma possível causa da morte dos cachorros”. Isso é falso por dois motivos:

  1. O sentido de “viralizou” no texto é conotativo — não há relação com vírus como agente patogênico.

  2. O texto não menciona nenhuma causa viral para as mortes; ao contrário, atribui-as a maus-tratos e negligência.

Portanto, a assertiva extrapola o texto, acrescentando uma informação que não está nele.

Conclusão

A assertiva está errada. O gabarito é E (Errado).

PEGA ESSA DICA!

Ao julgar itens sobre o sentido de palavras, pergunte-se: o texto usa a palavra em sentido literal ou figurado? E o texto menciona a relação que a assertiva afirma? Se a resposta for “não”, a assertiva é extrapolação.

Gabarito: E (Errado)

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