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Questão de Português — Orações Subordinadas Adjetivas — Quadrix 2024

PortuguêsOrações Subordinadas Adjetivas
Código
qa600420
Banca
Quadrix
Órgão
CRQ 19 (PB)
Ano
2024
Cargo
AgFisc ( )

O uso de perfumes é um hábito muito antigo, que teve início nas civilizações antigas do Egito, passando pelos impérios persa, grego e romano. Com os mais variados preços, aspectos e fragrâncias, os perfumes deixaram de pertencer à realeza e, nos dias atuais, são parte do cotidiano de muitas pessoas, despertando, por meio do olfato, emoções como prazer, atração e sensação de limpeza. A arte de fazer perfumes é uma expressão dos impactos que a química tem nos produtos que consumimos, uma vez que as fragrâncias têm suas propriedades ditadas pelas particularidades das moléculas que as compõem.

 

Fragrâncias são compostos químicos com cheiro agradável. Elas podem ser extraídas de plantas ou até mesmo de animais. Porém, atualmente, a demanda do mercado forçou químicos e engenheiros a recorrerem ao laboratório para o design de novas fragrâncias e a fazerem uso de processos produtivos mais interessantes do ponto de vista econômico e ambiental.

 

Antigamente, as fragrâncias eram classificadas de acordo com sua origem. Por exemplo, uma fragrância extraída de flores era alocada no grupo de florais. Atualmente, a classificação baseia‑se na volatilidade de seus compostos. A volatilidade é um conceito muito importante em química, pois diz respeito à capacidade de uma substância de passar do estado líquido para o estado de vapor ou gasoso. Substâncias mais voláteis passam ao estado gasoso mais facilmente. Quando você passa por uma loja, borrifam um pouco de perfume em um pedaço de papel e dão uma sacudida antes de entregá‑lo a você para sentir o cheiro. Isso é feito para favorecer a volatilização da primeira nota, para que você identifique qual cheiro o perfume vai ter por um período maior de tempo.

 

De maneira simplificada, cheiros e odores são produto de moléculas leves o suficiente para se espalhar pelo ar. Para a fabricação de perfumes, selecionam‑se odores e fragrâncias que são mais atrativos ao olfato humano. Um fato interessante é que as percepções de cheiros podem ser alteradas de pessoa para pessoa por motivos genéticos. Dependendo de alterações no genoma, os receptores de cheiros podem ser diferentes, o que faz com que um odor não seja o mesmo para você e para seus colegas.

 

Internet: <www.ppgquimica.propg.ufabc.edu.br> (com adaptações).

Texto para o item a seguir.

   

De acordo com a estrutura linguística do texto e com sua tipologia, julgue o item a seguir.

 

A correção gramatical do texto seria mantida caso a vírgula empregada após “diferentes” fosse substituída por ponto, com a concomitante alteração de minúscula para maiúscula na palavra “o”, que se segue, da seguinte forma: podem ser diferentes. O que faz.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Pontuação: substituição de vírgula por ponto em oração adjetiva

Gabarito: E (Errado). A reescrita proposta não mantém a correção gramatical, pois transforma uma oração subordinada adjetiva explicativa em um período sintaticamente incompleto. No trecho original, a vírgula após "diferentes" separa a oração adjetiva explicativa "o que faz com que um odor não seja o mesmo para você e para seus colegas", que se refere ao antecedente "receptores de cheiros". Ao substituir a vírgula por ponto e iniciar nova frase com "O que faz", cria-se um período sem oração principal, já que "O que" funciona como pronome relativo e exige um antecedente explícito na mesma estrutura.

O comando da questão

O enunciado pede que se julgue a correção gramatical de uma reescrita específica: trocar a vírgula por ponto final e ajustar a maiúscula. Isso é uma questão de reescritura semântica e sintática — não basta verificar se a pontuação é válida isoladamente; é preciso analisar se a nova estrutura mantém a coesão e a completude do período. A banca testa o conhecimento sobre orações subordinadas adjetivas e o papel do pronome relativo "que".

O texto e a estrutura original

No quarto parágrafo, o autor escreve:

"Dependendo de alterações no genoma, os receptores de cheiros podem ser diferentes, o que faz com que um odor não seja o mesmo para você e para seus colegas."

Aqui, "o que" é um pronome relativo que retoma toda a ideia anterior (os receptores serem diferentes). A oração "o que faz com que..." é uma subordinada adjetiva explicativa, pois acrescenta uma explicação sobre o fato mencionado, e por isso vem separada por vírgula. Essa vírgula é obrigatória para marcar a oração explicativa.

A técnica que decide

Ao substituir a vírgula por ponto, a oração "O que faz com que..." torna-se um período sem oração principal. O pronome relativo "que" (dentro de "o que") exige um antecedente — que, no novo período, não existe. O resultado é uma frase agramatical, pois falta o termo a que o relativo se refere. Veja a comparação:

Estrutura

Análise

"...podem ser diferentes, o que faz..."

Oração adjetiva explicativa, com antecedente "diferentes" (toda a oração anterior)

"...podem ser diferentes. O que faz..."

Período sem oração principal; "O que" fica sem referente, gerando agramaticalidade

A troca de pontuação altera a relação sintática entre as partes, quebrando a coesão. Para que a reescrita fosse correta, seria necessário reestruturar a frase, por exemplo: "...podem ser diferentes. Isso faz com que..." — usando um pronome demonstrativo, não o relativo.

Análise da alternativa

Alternativa E — ❌ Errada ⟵ GABARITO

A afirmação do item é falsa. A substituição da vírgula por ponto, com a maiúscula em "O", não mantém a correção gramatical. O trecho resultante "O que faz com que um odor não seja o mesmo para você e para seus colegas" fica órfão de oração principal, pois "O que" é pronome relativo e perde o antecedente. A vírgula original era obrigatória para introduzir a oração adjetiva explicativa; sem ela, a estrutura se desfaz.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer o candidato acreditar que a troca de pontuação é apenas uma questão de maiúscula/minúscula. Na verdade, o ponto final quebra a relação de subordinação — o pronome relativo exige o antecedente, que fica no período anterior. A armadilha é tratar a vírgula como mero detalhe gráfico, quando ela é estrutural.

PEGA ESSA DICA!

Ao julgar reescritas com troca de pontuação, pergunte-se: "a nova pontuação mantém a relação sintática entre as orações?" Se um pronome relativo (que, o qual, cujo) ficar sem antecedente no mesmo período, a reescrita é agramatical.

Conclusão: a reescrita proposta não é gramatical, pois transforma uma oração subordinada adjetiva explicativa em um período sem oração principal. O pronome relativo "o que" perde o referente, tornando a frase incompleta. Portanto, o item está errado.

Gabarito: letra E (Errado).

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