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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — Quadrix 2024

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
qa600450
Banca
Quadrix
Órgão
CRC RR
Ano
2024
Cargo
Ass Adm ( )

Você pagaria mais de um milhão de dólares por um livro de matemática do Renascimento? Pois a cifra de US$ 1,2 milhão foi desembolsada por um comprador anônimo, que arrematou em um leilão da Christie’s, realizado em 2019, em Nova Iorque, a obra Summa Arithmetica, do frade italiano Luca Pacioli. Publicado na Itália em 1494, ele é considerado o primeiro manual de contabilidade da história. Seu método das partidas dobradas – em que cada lançamento é feito em duas contas, uma como débito e outra como crédito – é até hoje base da contabilidade.

 

Um trecho menos famoso do livro, entretanto, pode ser um aliado importante de quem planeja investir. Trata‑se da Regra do Número 72, que mostra em quanto tempo o capital inicial, remunerado a uma taxa fixa, dobraria – ou em quanto tempo a riqueza de um país dobraria se crescesse a determinada taxa, ou, ainda, em quanto tempo a inflação reduziria à metade o poder de compra do dinheiro. O procedimento é simples: basta usar o 72 como dividendo e o parâmetro que se quer avaliar como divisor. Economistas dizem hoje, entretanto, que 72 não é o número mais adequado. Muitos preferem o 70 ou o 69. A escolha do 72 por Pacioli, no entanto, foi uma de suas muitas astúcias. Esse é um número que pode ser dividido por 2, 4, 6, 8 e 12 e, por causa disso, a maioria das operações aritméticas são mais fáceis de resolver com 72 que com 69.

 

Luca Pacioli não apenas escreveu um dos livros seminais da contabilidade, mas também recuperou textos matemáticos importantes que haviam sido esquecidos com o tempo. Arriscou‑se ainda no campo da arte e da arquitetura, o que o levou a conhecer Leonardo da Vinci, com quem acabou desenvolvendo uma amizade. Para Margaret Ford, da seção de Livros e Manuscritos da casa de leilões Christie’s, o frade foi “o último homem do Renascimento”: “Summa Arithmetica é um livro muito moderno. Pacioli deliberadamente decidiu escrever em língua vernácula em vez de latim e, assim, sua voz foi muito além do mundo escolástico”.

 

Internet: (com adaptações).

Texto para o item a seguir.     Considerando a estrutura linguística e o vocabulário empregados no texto, julgue o item a seguir.   O vocábulo “Muitos” remete aos estudiosos, de maneira geral.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Coesão referencial: o referente de “Muitos”

Gabarito: E (Errado). O vocábulo “Muitos” não remete aos estudiosos de maneira geral; ele retoma, especificamente, os economistas mencionados no parágrafo anterior. A pista está no trecho: “Economistas dizem hoje, entretanto, que 72 não é o número mais adequado. Muitos preferem o 70 ou o 69.” — o pronome indefinido “Muitos” é uma anáfora que substitui “economistas”, evitando a repetição do termo.

O comando

A questão pede que você julgue a afirmação sobre a estrutura linguística e o vocabulário do texto. Isso significa que a resposta depende da coesão referencial: identificar a que termo o pronome “Muitos” se refere. Não é uma questão de compreensão global, mas de análise linguística pontual — você precisa rastrear o referente no texto.

O texto e a pista decisiva

No segundo parágrafo, o autor discute a Regra do Número 72 e, em seguida, apresenta a opinião de especialistas:

“Economistas dizem hoje, entretanto, que 72 não é o número mais adequado. Muitos preferem o 70 ou o 69.”

Aqui, “Muitos” é um pronome indefinido que funciona como anáfora — ele retoma o substantivo “economistas”, já mencionado na frase anterior. A função é evitar a repetição do termo, mantendo a coesão textual. O texto não generaliza para “estudiosos” (que incluiria historiadores, matemáticos, etc.); o referente é restrito aos economistas.

A técnica: rastrear o referente

Para resolver questões de coesão referencial, pergunte: “quem?” ou “o quê?” o pronome substitui. No caso, “Muitos” = “muitos economistas”. A alternativa errada generaliza o referente, ampliando-o para “estudiosos” — o que extrapola o texto. O texto não fala de estudiosos em geral; fala de economistas especificamente.

Coesão referencial
  • 1Pronome indefinido "Muitos"
    • Função: anáfora (evita repetição)
    • Referente: economistas (termo específico)
  • 2Pegadinha da banca
    • Generalização indevida
    • "Muitos" ≠ estudiosos em geral
  • 3Técnica de resolução
    • Perguntar "quem?" o pronome substitui
    • Rastrear o substantivo mais próximo
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Alternativa E — ❌ Errada ⟵ GABARITO

A afirmação está errada porque “Muitos” não remete a “estudiosos, de maneira geral”. O referente é “economistas”, como prova o trecho citado. A banca tenta fazer você generalizar o referente, mas o texto é específico. Portanto, o item é ERRADO.

NÃO CAIA NESSA!

A banca aposta na generalização indevida: você lê “Muitos” e pensa em “muitas pessoas”, mas o texto delimita: “Muitos” = “muitos economistas”.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de coesão, sublinhe o pronome e volte no texto para achar o substantivo mais próximo que ele substitui. Se houver um termo específico, o referente é ele, não um conceito mais amplo.

Gabarito: letra E (Errado).

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