A profissão moderna de Representante Comercial surgiu durante a Revolução Industrial, no século XVIII, quando a produção em massa e a necessidade de ampliar mercados impulsionaram a demanda por intermediários especializados em vendas.
Regularizada na década de 1960, por meio da Lei nº 4886/1965, ou Lei de Representação Comercial, a profissão de representante comercial hoje conta com instrumentos legais que regulam as atividades e trazem equilíbrio às relações entre empresas e representantes.
Inicialmente, os representantes comerciais atuavam principalmente na indústria manufatureira, representando fábricas e vendendo seus produtos para atacadistas e varejistas. Com o tempo, sua atuação se expandiu para outros setores, como o de serviços, tecnologia, saúde e muitos outros.
Com o avanço das tecnologias de comunicação, os Representantes passaram a utilizar ferramentas digitais para ampliar sua eficiência e alcance. Algumas soluções tecnológicas, como sistemas de CRM (Customer Relationship Management) e plataformas de vendas online, revolucionam a forma como eles interagem com os clientes e realizam suas atividades.
Internet: <www.coremg.org.br> (com adaptações).
Texto para a questão. No primeiro parágrafo, os núcleos do sujeito composto, justificativa do uso da forma verbal “impulsionaram” no plural, são
A“profissão” e “revolução”.
B“século” e “mercados”.
C“profissão” e “século”.
D“produção” e “necessidade”.
E“massa” e “mercados”.
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GabaritoD — “produção” e “necessidade”.
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Núcleos do sujeito composto: identificação pela concordância verbal
Gabarito: letra D. Os núcleos do sujeito composto que justificam o plural em “impulsionaram” são “produção” e “necessidade”, como se lê no primeiro parágrafo: “a produção em massa e a necessidade de ampliar mercados impulsionaram a demanda”. A técnica é simples: localize o verbo, pergunte “quem/o quê?” e identifique os núcleos que respondem a essa pergunta — eles são os termos que o verbo faz concordar no plural.
O comando
A questão pede que você identifique os núcleos do sujeito composto — ou seja, os substantivos (ou palavras de valor substantivo) que formam o núcleo do sujeito, que é composto porque tem mais de um núcleo. A banca não pergunta o que o texto diz, mas como a gramática funciona dentro do texto: a forma verbal “impulsionaram” está no plural porque o sujeito é composto. Isso é uma questão de análise sintática aplicada ao texto, não de interpretação de conteúdo.
O texto e a técnica
No primeiro parágrafo, a oração relevante é:
“a produção em massa e a necessidade de ampliar mercados impulsionaram a demanda por intermediários especializados em vendas.”
Para achar o sujeito, o método é: 1) localize o verbo (“impulsionaram”); 2) pergunte “quem impulsionou?” ou “o que impulsionou?”; 3) a resposta é o sujeito: “a produção em massa e a necessidade de ampliar mercados”. Agora, dentro desse sujeito composto, os núcleos são os substantivos centrais de cada bloco: “produção” (núcleo de “a produção em massa”) e “necessidade” (núcleo de “a necessidade de ampliar mercados”). Os demais termos (“em massa”, “de ampliar mercados”) são adjuntos adnominais ou complementos que acompanham os núcleos, mas não são núcleos.
A regra que decide: sujeito composto anteposto ao verbo exige concordância gramatical no plural — por isso “impulsionaram”, e não “impulsionou”. Se o sujeito fosse simples (um só núcleo), o verbo ficaria no singular.
A armadilha central
A banca mistura núcleos do sujeito com outros substantivos da frase que não exercem essa função. As alternativas erradas pegam palavras que estão dentro do sujeito, mas como adjuntos (“massa”, “mercados”), ou que estão em outra parte da oração (“profissão”, “século”, “revolução”). O teste que separa o certo do errado é sempre o mesmo: o núcleo é o substantivo que o verbo faz concordar — não é qualquer substantivo bonito que apareça na frase.
Sujeito composto: Como identificar (Localizar o verbo, Perguntar "quem/o quê?", Núcleo = substantivo que responde); Concordância (Anteposto ao verbo → plural); Armadilhas (Adjuntos adnominais ("em massa", "de ampliar mercados"), Substantivos de outras orações)
Alternativa A — ❌ Incorreta
“profissão” e “revolução” são substantivos, mas não fazem parte do sujeito de “impulsionaram”. “Profissão” está no início do parágrafo, em outra oração (“A profissão moderna de Representante Comercial surgiu...”), e “revolução” está no adjunto adverbial “durante a Revolução Industrial”. A alternativa extrapola: pega substantivos do parágrafo e os trata como núcleos do sujeito, sem verificar se respondem à pergunta “o que impulsionou?”.
Alternativa B — ❌ Incorreta
“século” e “mercados” também não são núcleos do sujeito. “Século” está no adjunto adverbial de tempo (“no século XVIII”) e “mercados” está dentro do adjunto adnominal “de ampliar mercados”, que modifica “necessidade”. A alternativa troca o termo: confunde adjuntos com núcleos, porque ambos aparecem na mesma oração, mas em funções sintáticas diferentes.
Alternativa C — ❌ Incorreta
“profissão” e “século” são substantivos de outras partes do período, não do sujeito de “impulsionaram”. “Profissão” é o núcleo do sujeito da oração anterior (“A profissão moderna... surgiu”), e “século” é adjunto adverbial. A alternativa contradiz a estrutura sintática: atribui ao verbo “impulsionaram” um sujeito que não é o dele.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
“produção” e “necessidade” são exatamente os núcleos do sujeito composto: “a produção em massa e a necessidade de ampliar mercados”. O verbo “impulsionaram” concorda com esses dois núcleos no plural. A passagem que prova:
“a produção em massa e a necessidade de ampliar mercados impulsionaram a demanda”
Aqui, “produção” e “necessidade” são os substantivos centrais; “em massa” é adjunto adnominal de “produção”, e “de ampliar mercados” é complemento nominal de “necessidade”. Nenhum desses acessórios é núcleo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
“massa” e “mercados” são substantivos, mas exercem função de adjunto dentro do sujeito: “em massa” modifica “produção”, e “de ampliar mercados” modifica “necessidade”. A alternativa restringe o alcance: pega os substantivos periféricos e os trata como núcleos, ignorando os verdadeiros núcleos que regem a concordância.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de sujeito composto, sublinhe o verbo e pergunte “quem/o quê?” antes de olhar as alternativas. O núcleo é o substantivo que responde a essa pergunta — não o primeiro substantivo que aparece na frase.
Gabarito: letra D — “produção” e “necessidade” são os núcleos do sujeito composto que justificam o plural de “impulsionaram”.