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Questão de Português — Significação de Vocábulo e Expressões — Quadrix 2024

PortuguêsSignificação de Vocábulo e Expressões
Código
qa600665
Banca
Quadrix
Órgão
CIS AMURES
Ano
2024
Cargo
Aux Adm ( )

Molécula extraída da peçonha de vespas é promessa para controle da epilepsia

 

Testes em camundongos liderados por equipe da USP em Ribeirão Preto obtiveram composto capaz de bloquear ação de substâncias nocivas aos neurônios Venenos e peçonhas podem parecer assustadores à primeira vista. Na natureza, os animais peçonhentos injetam toxinas capazes de alterar o metabolismo de outro animal e até matá‑lo, mas também são considerados ferramentas valiosas para a ciência. É o que ocorre com a peçonha da espécie de vespa social típica do Cerrado, conhecida popularmente como marimbondo‑estrela. Cientistas brasileiros descobriram na peçonha desse inseto uma substância com potencial para tratar epilepsia e, ao mesmo tempo, proteger o cérebro: a occidentalina‑1202.

 

O estudo, realizado com experimentos em animais, foi conduzido pela pesquisadora Márcia Mortari nos laboratórios de biologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCLRP) da USP, durante seu doutorado, sob orientação do professor Wagner Ferreira dos Santos, do Departamento de Biologia da FFCLRP. Os resultados da pesquisa, publicados na Brain Communications, mostram o composto isolado da peçonha da vespa como eficaz no tratamento de modelos agudos e crônicos de epilepsia, sem efeitos colaterais no comportamento motor e cognitivo dos animais testados. Ao lado desses benefícios, observaram também atividade protetora sobre as células nervosas do cérebro.

 

Segundo o professor Santos, a occidentalina‑1202 consegue atravessar a barreira hematoencefálica (que protege o cérebro de substâncias nocivas presentes no sangue), chegar ao cérebro e bloquear a ação do cainato, uma toxina que atinge os neurônios e é utilizada experimentalmente para induzir crises epilépticas em animais, por meio dos receptores específicos para o glutamato (ou ácido glutâmico). O composto atua nesse sistema de receptores e protege o cérebro da “excitotoxicidade”, que resulta na morte dos neurônios.

 

“É isso que ocorre na epilepsia, como em outras doenças agudas e crônicas do tecido nervoso”, afirma o professor ao informar que a occidentalina‑1202(s), então, é capaz de “bloquear a ligação do cainato nos seus receptores, inibindo a continuação desta cascata lesiva, causando a neuroproteção.”

Internet: <www.jornal.usp.br> (com adaptações).

interpretação correta do uso da palavra “promessa”, no contexto do título, é que
  1. Agarante que a molécula será eficaz no tratamento da epilepsia em humanos.
  2. Bsugere uma expectativa positiva sobre a molécula, mas sem certezas absolutas.
  3. Cindica que a molécula já é utilizada amplamente no controle da epilepsia.
  4. Dmostra que a molécula foi prometida por cientistas e entregue ao público.
  5. Eafirma que a molécula tem um potencial irrelevante na pesquisa da epilepsia.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — sugere uma expectativa positiva sobre a molécula, mas sem certezas absolutas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Significado de "promessa" no título

Gabarito: letra B. A palavra "promessa" no título "Molécula extraída da peçonha de vespas é promessa para controle da epilepsia" expressa expectativa positiva, não certeza — o texto descreve uma substância com potencial para tratar epilepsia, ainda em fase de testes em camundongos, sem garantia de eficácia em humanos. A passagem que ancora essa leitura é o trecho em que se lê que os cientistas "descobriram na peçonha desse inseto uma substância com potencial para tratar epilepsia", reforçado pelo fato de os resultados serem de "experimentos em animais".

O comando

A questão pede a interpretação correta do uso da palavra "promessa" no contexto do título. Isso é diferente de pedir o sentido literal do dicionário: aqui, o foco é o efeito de sentido que a palavra produz no texto. "Promessa" não está sendo usada no sentido de "compromisso de fazer algo" (como em "promessa de campanha"), mas no sentido figurado de "algo que se anuncia como promissor, que dá esperança". A banca quer saber se você percebe que o título sugere possibilidade, não garantia.

O texto

O texto é uma notícia científica sobre uma molécula (occidentalina-1202) extraída da peçonha de uma vespa, testada em camundongos, com resultados promissores para epilepsia. O movimento argumentativo central é: a substância pode vir a ser útil, mas ainda está em fase inicial de pesquisa. Isso fica claro em vários pontos:

"Cientistas brasileiros descobriram na peçonha desse inseto uma substância com potencial para tratar epilepsia"

"O estudo, realizado com experimentos em animais"

"mostram o composto isolado da peçonha da vespa como eficaz no tratamento de modelos agudos e crônicos de epilepsia" (ou seja, eficaz em modelos animais, não em humanos)

A palavra "promessa" no título resume exatamente esse estágio: algo que se anuncia bem, mas que ainda não se concretizou. É uma expectativa positiva, sem certeza.

A técnica que decide

A armadilha central desta questão é a extrapolação: a banca oferece alternativas que transformam uma possibilidade em certeza. A palavra "promessa" carrega em si a ideia de algo que ainda não é, mas que se espera que seja. Quando o texto diz que a molécula tem "potencial", ele está dizendo que ela pode funcionar — não que vai funcionar. Portanto, qualquer alternativa que use palavras como "garante", "já é utilizada", "foi prometida" ou "potencial irrelevante" está distorcendo o sentido.

O teste decisivo para cada alternativa é: o texto autoriza esta afirmação, ou ela exige acrescentar algo que não está lá? Se a alternativa afirma uma certeza que o texto não dá, ela extrapola. Se afirma o contrário do que o texto diz, ela contradiz. A única que se mantém fiel ao texto é a que fala em "expectativa positiva, sem certezas absolutas".

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: extrapolação. A alternativa diz que a molécula "garante que será eficaz no tratamento da epilepsia em humanos". O texto não garante nada disso: os testes foram em camundongos, e a palavra usada é "potencial", não "garantia". A passagem "eficaz no tratamento de modelos agudos e crônicos de epilepsia" mostra que a eficácia foi observada em modelos animais, não em humanos. A alternativa acrescenta uma certeza que o texto não tem.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta. A alternativa diz que "promessa" "sugere uma expectativa positiva sobre a molécula, mas sem certezas absolutas". Isso é exatamente o que o texto sustenta: a molécula tem "potencial para tratar epilepsia" (expectativa positiva), mas os resultados são de "experimentos em animais" (sem certeza sobre humanos). A palavra "promessa" no título é o resumo perfeito desse estágio: algo que se anuncia bem, mas que ainda não se concretizou. A alternativa é uma paráfrase fiel do sentido construído no texto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto. A alternativa afirma que a molécula "já é utilizada amplamente no controle da epilepsia". O texto diz o oposto: a substância foi "descoberta" e está em fase de "experimentos em animais". Não há qualquer menção a uso amplo ou a aplicação em humanos. A alternativa inverte o estágio da pesquisa descrito no texto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: extrapolação com opinião embutida. A alternativa diz que a molécula "foi prometida por cientistas e entregue ao público". O texto não diz que cientistas fizeram uma promessa formal, nem que algo foi "entregue" ao público. A palavra "promessa" no título é uma figura de linguagem (metáfora) para indicar potencial, não um compromisso literal. A alternativa acrescenta uma narrativa que não existe no texto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto. A alternativa afirma que a molécula tem "potencial irrelevante na pesquisa da epilepsia". O texto diz exatamente o contrário: a substância tem "potencial para tratar epilepsia" e os resultados mostram eficácia em modelos animais. A palavra "irrelevante" inverte o valor atribuído à molécula no texto.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a polissemia de "promessa" — no dicionário, promessa é compromisso; no texto, é expectativa. As alternativas A, C e D transformam a expectativa em certeza ou em fato consumado, e a E inverte o valor. A única que preserva o sentido de "possibilidade" é a B.

PEGA ESSA DICA!

Ao interpretar uma palavra no contexto, pergunte: o texto fala em certeza ou em possibilidade? Palavras como "potencial", "promessa", "pode", "promissor" indicam expectativa, não garantia. Desconfie de alternativas com "garante", "já é", "foi entregue" — elas quase sempre extrapolam.

Gabarito: letra B.

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