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Questão de Português — Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc) — Quadrix 2024

PortuguêsCoerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Código
qa600677
Banca
Quadrix
Órgão
CIS AMURES
Ano
2024
Cargo
Aux Adm ( )

Molécula extraída da peçonha de vespas é promessa para controle da epilepsia

 

Testes em camundongos liderados por equipe da USP em Ribeirão Preto obtiveram composto capaz de bloquear ação de substâncias nocivas aos neurônios Venenos e peçonhas podem parecer assustadores à primeira vista. Na natureza, os animais peçonhentos injetam toxinas capazes de alterar o metabolismo de outro animal e até matá‑lo, mas também são considerados ferramentas valiosas para a ciência. É o que ocorre com a peçonha da espécie de vespa social típica do Cerrado, conhecida popularmente como marimbondo‑estrela. Cientistas brasileiros descobriram na peçonha desse inseto uma substância com potencial para tratar epilepsia e, ao mesmo tempo, proteger o cérebro: a occidentalina‑1202.

 

O estudo, realizado com experimentos em animais, foi conduzido pela pesquisadora Márcia Mortari nos laboratórios de biologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCLRP) da USP, durante seu doutorado, sob orientação do professor Wagner Ferreira dos Santos, do Departamento de Biologia da FFCLRP. Os resultados da pesquisa, publicados na Brain Communications, mostram o composto isolado da peçonha da vespa como eficaz no tratamento de modelos agudos e crônicos de epilepsia, sem efeitos colaterais no comportamento motor e cognitivo dos animais testados. Ao lado desses benefícios, observaram também atividade protetora sobre as células nervosas do cérebro.

 

Segundo o professor Santos, a occidentalina‑1202 consegue atravessar a barreira hematoencefálica (que protege o cérebro de substâncias nocivas presentes no sangue), chegar ao cérebro e bloquear a ação do cainato, uma toxina que atinge os neurônios e é utilizada experimentalmente para induzir crises epilépticas em animais, por meio dos receptores específicos para o glutamato (ou ácido glutâmico). O composto atua nesse sistema de receptores e protege o cérebro da “excitotoxicidade”, que resulta na morte dos neurônios.

 

“É isso que ocorre na epilepsia, como em outras doenças agudas e crônicas do tecido nervoso”, afirma o professor ao informar que a occidentalina‑1202(s), então, é capaz de “bloquear a ligação do cainato nos seus receptores, inibindo a continuação desta cascata lesiva, causando a neuroproteção.”

Internet: <www.jornal.usp.br> (com adaptações).

o trecho “Na natureza, os animais peçonhentos injetam toxinas capazes de alterar o metabolismo de outro animal e até matá‑lo, mas também são considerados ferramentas valiosas para a ciência", ocorrem dois mecanismos importantes de coesão textual: um ocorre em “matá‑lo”; o outro, em “mas também são considerados”. São eles, respectivamente,
  1. Asubstituição e zeugma.
  2. Bsubstituição e elipse.
  3. Csequenciação e antítese.
  4. Delipse e substituição.
  5. Ereferenciação e substituição.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — substituição e zeugma.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Coesão Textual: Substituição e Zeugma no Trecho

Gabarito: letra A. No trecho, “matá‑lo” exemplifica substituição (o pronome “lo” retoma “outro animal”), enquanto “mas também são considerados” apresenta zeugma (omissão do sujeito “os animais peçonhentos”, já mencionado). A passagem que sustenta a análise é: “os animais peçonhentos injetam toxinas capazes de alterar o metabolismo de outro animal e até matá‑lo, mas também são considerados ferramentas valiosas para a ciência”.

O Comando

A questão pede que você identifique dois mecanismos de coesão textual em pontos específicos do trecho. Isso é uma tarefa de análise metalinguística: não se trata de interpretar o sentido, mas de reconhecer os recursos linguísticos usados para conectar ideias e evitar repetições. O comando é direto: “São eles, respectivamente”. Portanto, você deve nomear o mecanismo que ocorre em “matá‑lo” e o que ocorre em “mas também são considerados”, nessa ordem.

O Texto e a Técnica

O trecho pertence ao primeiro parágrafo do texto sobre a occidentalina‑1202. Nele, o autor contrasta o perigo das peçonhas com seu valor científico. A coesão é o conjunto de mecanismos que “amarram” o texto, evitando repetições e garantindo fluidez. Dois desses mecanismos são cobrados aqui:

  • Substituição: ocorre quando um termo é retomado por outro (pronome, sinônimo, etc.) para evitar repetição. Em “matá‑lo”, o pronome oblíquo “lo” substitui “outro animal”, retomando-o anaforicamente.

  • Zeugma: é um tipo de elipse em que se omite um termo já mencionado no texto. Em “mas também são considerados”, o sujeito “os animais peçonhentos” foi omitido porque já apareceu no início da frase.

PEGA ESSA DICA!

Zeugma é elipse com referente explícito. Se o termo omitido já apareceu antes, é zeugma; se não, é elipse pura.

Coesão textual
  • 1Substituição
    • Retomada por pronome
    • Ex.: "matá-lo" (lo = outro animal)
  • 2Zeugma
    • Elipse de termo já mencionado
    • Ex.: "mas também são considerados"
      • omite "os animais peçonhentos"
  • 3Elipse (pura)
    • Termo omitido sem referente explícito
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa A está correta porque nomeia exatamente os dois mecanismos na ordem pedida. Em “matá‑lo”, o pronome “lo” substitui “outro animal”, evitando a repetição. Em “mas também são considerados”, o sujeito “os animais peçonhentos” é omitido por já ter sido mencionado, caracterizando zeugma. A passagem confirma: “os animais peçonhentos injetam toxinas capazes de alterar o metabolismo de outro animal e até matá‑lo, mas também são considerados ferramentas valiosas para a ciência”.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa B está incorreta porque troca “zeugma” por “elipse”. Embora zeugma seja um tipo de elipse, a banca pede o mecanismo específico: a omissão de um termo já mencionado é zeugma, não elipse genérica. A elipse pura ocorre quando o termo omitido não tem referente explícito no texto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C está incorreta porque classifica “matá‑lo” como sequenciação e “mas também são considerados” como antítese. Sequenciação é a progressão textual por conectivos (ex.: “primeiramente”, “depois”), e antítese é a oposição de ideias. No trecho, “matá‑lo” é substituição pronominal, e “mas também” é um conectivo de adição com ressalva, não de oposição pura.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D está incorreta porque inverte a ordem: coloca “elipse” em “matá‑lo” e “substituição” em “mas também são considerados”. Na verdade, “matá‑lo” é substituição (pronome retoma termo), e “mas também são considerados” é zeugma (omissão de sujeito já citado).

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E está incorreta porque usa “referenciação” como sinônimo de “substituição” e “substituição” para o segundo mecanismo. Referenciação é um conceito mais amplo (inclui anáfora, catáfora, elipse), mas a banca pede o mecanismo específico: substituição pronominal. Além disso, o segundo mecanismo é zeugma, não substituição.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre zeugma e elipse, e entre substituição e referenciação. Zeugma é elipse com referente explícito; substituição é retomada por pronome ou sinônimo.

Conclusão: A única alternativa que nomeia corretamente os dois mecanismos, na ordem pedida, é a letra A. Para acertar, lembre-se: zeugma é elipse de termo já mencionado; substituição é retomada por pronome.

Gabarito: letra A

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