Questão de Português — Vocábulo "Que" — Quadrix 2024
Português›Vocábulo "Que"
Código
qa600743
Banca
Quadrix
Órgão
CRMV SE
Ano
2024
Cargo
Adv ( )
Veterinária responsável por “virada esotérica” de Milei
diz que tem dom de conversar com animais mortos
O Fantástico deste domingo (10) mostrou algumas das curiosidades em torno da personalidade do novo presidente da Argentina, Javier Milei. O que era até então um economista desconhecido, acabou virando figura central no país e já tem a sua própria biografia, lançada pelo repórter Juan Luiz Gonzáles, ainda sem publicação no Brasil.
O livro “El Loco”, ou “O Louco”, em português, já está esgotado em Buenos Aires e revela as excentricidades do novo presidente. Um dos temas mais conhecidos é do cão Conan, que já morreu, com quem o político ainda teria contato.
A reportagem conversou com a veterinária Celia Melamed, uma das responsáveis pela virada esotérica de Milei. Por causa de um problema com o Conan, ele começou a buscar ajuda no esoterismo. Melamed diz ter o dom de falar com os animais.
“Ele me procurou por indicação de dois colegas veterinários. O cachorro dele estava bem doente. Milei queria que eu me comunicasse com Conan, para saber se estava bem, se estava sofrendo e se preferia passar por uma eutanásia”, conta a veterinária.
Questionada sobre o que o cão teria respondido, Celia não revelou alegando “sigilo profissional”. Ela também diz se comunicar com animais mortos.
“É uma coisa esotérica. Não tenho explicação, sinto a presença do animal. É como se ele estivesse me contando como está agora. E como foi que morreu”, diz Celia.
Após meses dessas consultas sem base científica com a veterinária, Milei subiu mais um degrau na sua obsessão pelo cachorro. Em maio de 2018, chegaram dos Estados Unidos seis clones de Conan, por um total de R$ 250 mil. Foram produzidos a partir de algum tecido do corpo do bicho que Milei tinha guardado.
Um dos clones logo morreu. Dos cinco restantes, cães enormes com os quais dividia um apartamento de 100 m2, Milei se convenceu de que um deles era a reencarnação de Conan.
Milei diz que se comunica com eles por telepatia e ainda recebe mensagens do Conan morto.
Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).
Texto para a questão. No título do texto, “Veterinária responsável por ‘virada esotérica’ de Milei diz que tem dom de conversar com animais mortos”, a palavra “que” é classificada como
Apronome relativo.
Bconjunção coordenativa.
Cconjunção integrante.
Dconjunção adverbial.
Esubstantivo.
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GabaritoC — conjunção integrante.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Função do "que" no título — Conjunção integrante
Gabarito: letra C. No título, o "que" em "diz que tem dom de conversar com animais mortos" é conjunção integrante, pois introduz a oração subordinada substantiva objetiva direta do verbo "diz" — a oração "que tem dom de conversar com animais mortos" funciona como o objeto direto de "diz". A prova clássica: substituir a oração por "isso" → "diz isso". O texto-base confirma a estrutura: "Melamed diz ter o dom de falar com os animais" e "Ela também diz se comunicar com animais mortos" — o mesmo verbo "dizer" regendo uma informação, que no título aparece na forma desenvolvida com a conjunção integrante.
O comando
A questão pede a classificação morfossintática da palavra "que" em um trecho específico do título. Isso é uma questão de gramática aplicada ao texto: não se trata de interpretar o sentido, mas de identificar a função sintática do vocábulo no contexto exato em que aparece. O comando "é classificada como" exige que você analise a estrutura da oração em que o "que" está inserido — e não qualquer outro "que" do texto.
O texto e o trecho analisado
O título é: "Veterinária responsável por 'virada esotérica' de Milei diz que tem dom de conversar com animais mortos". A estrutura é:
Oração principal: "Veterinária responsável por 'virada esotérica' de Milei diz"
Oração subordinada: "que tem dom de conversar com animais mortos"
O verbo "diz" é transitivo direto — quem diz, diz algo. Esse "algo" é exatamente a oração introduzida por "que". Como essa oração exerce a função de objeto direto do verbo "dizer", ela é uma oração subordinada substantiva objetiva direta, e o "que" que a introduz é conjunção integrante.
A técnica que decide: o teste do "isso"
O macete mais confiável para distinguir conjunção integrante de pronome relativo é substituir a oração iniciada por "que" pela palavra ISSO:
"diz que tem dom" → "diz ISSO" → a oração é objeto direto → conjunção integrante.
Se fosse pronome relativo, o "que" poderia ser trocado por "o qual/a qual" e retomaria um termo anterior. No título, não há termo anterior sendo retomado: o "que" apenas conecta a oração subordinada ao verbo. Veja a diferença com um exemplo do próprio texto:
"O livro 'El Loco'... revela as excentricidades do novo presidente. Um dos temas mais conhecidos é do cão Conan, que já morreu, com quem o político ainda teria contato."
Aqui, o "que" retoma "cão Conan" e equivale a "o qual" — é pronome relativo. No título, não há esse retorno: o "que" não substitui nenhum substantivo, apenas introduz a fala/ informação do verbo "diz".
Por que as outras alternativas falham
A) Pronome relativo: o "que" não retoma nenhum termo anterior; não equivale a "o qual". No título, não há antecedente.
B) Conjunção coordenativa: conjunções coordenativas ligam orações independentes (ex.: "mas", "porém", "portanto"). Aqui, a oração introduzida é dependente do verbo "diz" — não há coordenação.
D) Conjunção adverbial: conjunções adverbiais introduzem orações com valor de causa, tempo, condição, etc. (ex.: "porque", "quando", "se"). O "que" do título não expressa circunstância alguma; ele apenas completa o sentido do verbo.
E) Substantivo: "que" é uma palavra invariável; não pode ser substantivo. Substantivo é uma classe que nomeia seres, coisas, etc.
"Que" no título: Conjunção integrante (gabarito) (Introduz oração subordinada substantiva, Objeto direto de "diz", Teste: "diz isso"); Pronome relativo (errado) (Retoma termo anterior, Equivale a "o qual"); Conjunção coordenativa (errado) (Liga orações independentes); Conjunção adverbial (errado) (Valor circunstancial)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Erro: troca de conceito. O "que" não é pronome relativo porque não retoma um termo anterior. No título, "diz que tem dom" — o "que" não substitui "dom" nem qualquer outro substantivo; ele apenas introduz a oração que funciona como objeto direto. Se fosse relativo, poderíamos trocar por "o qual": "diz o qual tem dom" — não faz sentido.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro: troca de conceito. Conjunção coordenativa liga orações independentes (aditivas, adversativas, conclusivas, etc.). No título, a oração "que tem dom" é subordinada ao verbo "diz" — não há independência. Não há coordenação.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Conceito: conjunção integrante. Introduz oração subordinada substantiva, que exerce função de sujeito, objeto, predicativo, etc. No título, "que tem dom de conversar com animais mortos" é o objeto direto de "diz". Teste do "isso": "diz isso" — perfeito. O texto-base reforça: "Melamed diz ter o dom de falar com os animais" — a mesma ideia, com o verbo "dizer" regendo a informação.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: troca de conceito. Conjunção adverbial introduz oração com valor circunstancial (causa, tempo, condição, etc.). No título, não há circunstância: o "que" não expressa causa, tempo, condição — apenas completa o sentido do verbo. Não há valor adverbial.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: troca de conceito. "Que" é uma palavra gramatical invariável; não pode ser substantivo. Substantivo é classe que nomeia seres, objetos, ideias — "que" não nomeia nada.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão clássica entre "que" conjunção integrante e "que" pronome relativo. No título, o "que" não retoma nenhum termo anterior; ele apenas introduz uma oração que completa o sentido do verbo "diz".
PEGA ESSA DICA!
Sempre que o verbo for transitivo (como "dizer", "achar", "saber") e o "que" introduzir uma oração que responde "o quê?", é conjunção integrante. Teste: troque por "isso". Se funcionar, é integrante.