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Questão de Português — Concordância (Verbal e Nominal) — Quadrix 2024

PortuguêsConcordância (Verbal e Nominal)
Código
qa600747
Banca
Quadrix
Órgão
CRMV SE
Ano
2024
Cargo
Adv ( )

Veterinária responsável por “virada esotérica” de Milei

diz que tem dom de conversar com animais mortos

 

O Fantástico deste domingo (10) mostrou algumas das curiosidades em torno da personalidade do novo presidente da Argentina, Javier Milei. O que era até então um economista desconhecido, acabou virando figura central no país e já tem a sua própria biografia, lançada pelo repórter Juan Luiz Gonzáles, ainda sem publicação no Brasil.

 

O livro “El Loco”, ou “O Louco”, em português, já está esgotado em Buenos Aires e revela as excentricidades do novo presidente. Um dos temas mais conhecidos é do cão Conan, que já morreu, com quem o político ainda teria contato.

 

A reportagem conversou com a veterinária Celia Melamed, uma das responsáveis pela virada esotérica de Milei. Por causa de um problema com o Conan, ele começou a buscar ajuda no esoterismo. Melamed diz ter o dom de falar com os animais.

 

“Ele me procurou por indicação de dois colegas veterinários. O cachorro dele estava bem doente. Milei queria que eu me comunicasse com Conan, para saber se estava bem, se estava sofrendo e se preferia passar por uma eutanásia”, conta a veterinária.

 

Questionada sobre o que o cão teria respondido, Celia não revelou alegando “sigilo profissional”. Ela também diz se comunicar com animais mortos.

 

“É uma coisa esotérica. Não tenho explicação, sinto a presença do animal. É como se ele estivesse me contando como está agora. E como foi que morreu”, diz Celia.

 

Após mesesA) dessas consultas sem base científica com a veterinária, Milei subiu mais um degrau na sua obsessão pelo cachorro. Em maio de 2018, chegaram dos Estados UnidosC) seis clonesB) de ConanD), por um total de R$ 250 milE). Foram produzidos a partir de algum tecido do corpo do bicho que Milei tinha guardado.

 

Um dos clones logo morreu. Dos cinco restantes, cães enormes com os quais dividia um apartamento de 100 m2, Milei se convenceu de que um deles era a reencarnação de Conan.

 

Milei diz que se comunica com eles por telepatia e ainda recebe mensagens do Conan morto.

 

Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

Texto para a questão.     A forma verbal “chegaram” concorda com
  1. A“meses”.
  2. B“clones”.
  3. C“Estados Unidos”.
  4. D“Conan”.
  5. E“250 mil”.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — “clones”.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Concordância verbal: o verbo concorda com o núcleo do sujeito

Gabarito: letra B. A forma verbal “chegaram” concorda com “clones”, núcleo do sujeito da oração. No trecho, o sujeito é “seis clones de Conan” — o núcleo é o substantivo “clones” (plural), por isso o verbo “chegaram” está na 3ª pessoa do plural. A banca tenta confundir colocando termos como “Estados Unidos” e “250 mil” entre o verbo e o sujeito, mas a concordância se faz com o núcleo do sujeito, não com o termo mais próximo.

O comando

A questão pede que você identifique com qual termo o verbo “chegaram” concorda. Isso é uma questão de concordância verbal: o verbo deve flexionar em número e pessoa de acordo com o sujeito da oração. Não se trata de interpretação de texto, mas de análise sintática — você precisa localizar o sujeito e seu núcleo.

O texto e a passagem decisiva

No trecho:

“Em maio de 2018, chegaram dos Estados Unidos seis clones de Conan, por um total de R$ 250 mil.”

Aqui, o verbo “chegaram” está no plural. Quem chegou? “seis clones de Conan”. O sujeito é composto pelo numeral “seis” + substantivo “clones” + locução adjetiva “de Conan”. O núcleo do sujeito é o substantivo “clones” — é ele que determina a flexão do verbo. Como “clones” está no plural, o verbo vai para o plural: “chegaram”.

A técnica: identifique o sujeito e seu núcleo

Para resolver qualquer questão de concordância verbal, siga estes passos:

  1. Localize o verbo — aqui, “chegaram”.

  2. Pergunte: quem pratica a ação? — Quem chegou? “seis clones de Conan”.

  3. Identifique o núcleo do sujeito — o termo principal, que não pode ser retirado sem perder o sentido: “clones”.

  4. Flexione o verbo conforme o núcleo — “clones” está no plural, logo “chegaram”.

PEGA ESSA DICA!

Desconfie de termos entre o verbo e o sujeito. A banca adora colocar adjuntos adverbiais (como “dos Estados Unidos”) ou complementos (como “por um total de R$ 250 mil”) para confundir. Trace uma seta do verbo até o sujeito, ignorando o que estiver no meio.

  1. 1Localize o verbo
  2. 2Quem pratica a ação?
  3. 3Identifique o núcleo do sujeito
  4. 4Flexione conforme o núcleo
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Alternativa A — ❌ Incorreta

“meses” não é o sujeito. No trecho, “meses” aparece em “Após meses dessas consultas”, funcionando como adjunto adverbial de tempo. O verbo “chegaram” não se refere a “meses”, mas a “clones”. A banca tenta atrair a concordância para um termo próximo, mas o sujeito é outro.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“clones” é o núcleo do sujeito “seis clones de Conan”. O verbo “chegaram” concorda com ele em número (plural) e pessoa (3ª). A prova está na passagem: “chegaram dos Estados Unidos seis clones de Conan”. Quem chegou? Os clones. Portanto, a concordância é correta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

“Estados Unidos” é um adjunto adverbial de lugar (“dos Estados Unidos”), não o sujeito. O verbo “chegaram” não concorda com ele. Além disso, “Estados Unidos” é um nome próprio de país que, quando antecedido de artigo, exige verbo no plural, mas aqui não é o caso, pois não é o sujeito.

Alternativa D — ❌ Incorreta

“Conan” é parte do adjunto adnominal “de Conan”, que especifica o substantivo “clones”. Não é o núcleo do sujeito. O verbo concorda com “clones”, não com o nome do cachorro.

Alternativa E — ❌ Incorreta

“250 mil” é parte do adjunto adverbial de preço (“por um total de R$ 250 mil”). Não é o sujeito. O verbo “chegaram” não concorda com valor monetário, mas com o núcleo do sujeito “clones”.

Conclusão

A concordância verbal exige que o verbo concorde com o núcleo do sujeito, não com o termo mais próximo ou com qualquer palavra que apareça no meio da frase. Ao identificar o sujeito e seu núcleo, você evita as armadilhas da banca. Gabarito: letra B.

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