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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — Quadrix 2024

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
qa600795
Banca
Quadrix
Órgão
CRO AM
Ano
2024
Cargo
Adv ( )

Decisão da Justiça muda regras para o uso
de anestesia em consultórios dos dentistas


A decisão da Justiça Federal se refere à sedação com remédio controlado, em que o paciente pode ficar
inconsciente durante a consulta, geralmente em cirurgias e implantes odontológicos


As práticas de anestesia mais comuns nos consultórios odontológicos são a anestesia local, aquela injeção na gengiva, e o uso do óxido nitroso, um gás que o paciente respira junto com o oxigênio.


Em procedimentos em que a anestesia é menos complexa, como uma obturação, nada vai mudar. A decisão da Justiça Federal se refere à sedação com remédio controlado, em que o paciente pode ficar inconsciente durante a consulta, geralmente em cirurgias e implantes odontológicos.


A Sociedade Brasileira de Anestesiologia tinha recorrido à Justiça alegando que dentistas não são preparados para fazer o trabalho de sedação. A sociedade médica pediu à Justiça que fosse proibida [a] realização de procedimentos em pacientes com uso de fármacos de uso controlados, como opioides e sedativos, em consultórios dos dentistas.

 

O advogado que representa os médicos afirma que não há regras para o dentista nem fiscalização nos consultórios e o risco para os pacientes é grande.

 


“O profissional que está realizando esse procedimento que é um procedimento considerado como de risco, ele não tem conhecimento técnico para agir diante de uma intercorrência. Um médico, não anestesista, qualquer médico que quiser fazer uma sedação, um procedimento anestésico, ele primeiro precisa ter um curso avançado de suporte de vida. Esse curso traz para o profissional conhecimentos de intubação, circulação de oxigênio, manter o paciente estável em caso de uma intercorrência anestésica”, afirma Celso Papaleo, advogado da Sociedade Brasileira de Anestesiologista.


A Justiça Federal acolheu em parte o pedido dos médicos anestesistas. A decisão da Justiça Federal não proíbe os dentistas de fazerem o procedimento, mas determina que agora eles têm que seguir as regras do Conselho Federal de Medicina.


Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

Leia o Texto.   Em relação aos apectos gerias do texto, julgue o item seguinte.   A demanda que levou a justiça a alterar as regras sobre anestesia para dentistas partiu de médicos.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Compreensão de texto: a demanda partiu dos médicos

Gabarito: letra C (Certo). O item está correto porque o texto afirma expressamente que a demanda que levou a Justiça a alterar as regras partiu dos médicos anestesistas. A passagem que sustenta isso está no 4º parágrafo: "A Sociedade Brasileira de Anestesiologia tinha recorrido à Justiça alegando que dentistas não são preparados para fazer o trabalho de sedação." O item é uma paráfrase fiel dessa informação, sem acrescentar nada que o texto não diga.

O comando pede uma compreensão/recorrência: a tarefa é localizar uma informação explícita no texto e verificar se o item a reproduz com fidelidade. Não se trata de inferir, deduzir ou interpretar nas entrelinhas — basta encontrar a passagem que responde à pergunta "quem partiu a demanda?". Esse é o primeiro passo do método: identificar o verbo do enunciado. "Julgue o item" + "A demanda... partiu de médicos" = questão de localização e paráfrase.

O texto é uma notícia jornalística sobre uma decisão da Justiça Federal que mudou as regras para o uso de anestesia em consultórios odontológicos. O movimento argumentativo central é: (1) apresenta o contexto (sedação com remédio controlado); (2) explica que a Sociedade Brasileira de Anestesiologia recorreu à Justiça; (3) detalha os argumentos dos médicos; (4) conclui com a decisão parcial da Justiça. A resposta mora no 4º parágrafo, onde o sujeito da ação de "recorrer" é nomeado: a sociedade médica.

A técnica que decide esta questão é simples: localizar o sujeito do verbo "recorrer". O texto diz que "A Sociedade Brasileira de Anestesiologia tinha recorrido à Justiça" e que "A sociedade médica pediu à Justiça que fosse proibida a realização de procedimentos". O item afirma que "a demanda... partiu de médicos" — e a Sociedade Brasileira de Anestesiologia é uma entidade de médicos anestesistas. Não há ambiguidade: o sujeito da demanda é explicitamente a sociedade médica.

"A Sociedade Brasileira de Anestesiologia tinha recorrido à Justiça alegando que dentistas não são preparados para fazer o trabalho de sedação. A sociedade médica pediu à Justiça que fosse proibida [a] realização de procedimentos em pacientes com uso de fármacos de uso controlados, como opioides e sedativos, em consultórios dos dentistas."

A passagem é inequívoca: quem recorreu e pediu foi a Sociedade Brasileira de Anestesiologia (sociedade médica). O item apenas troca "Sociedade Brasileira de Anestesiologia" por "médicos" — uma paráfrase legítima, pois os anestesiologistas são médicos. Não há nenhuma informação no texto que aponte para outra origem da demanda (como dentistas, pacientes ou o Conselho Federal de Medicina).

Item — ✅ Correto ⟵ GABARITO

O item afirma: "A demanda que levou a justiça a alterar as regras sobre anestesia para dentistas partiu de médicos." Isso está correto porque:

  1. O texto nomeia o autor da demanda: "A Sociedade Brasileira de Anestesiologia tinha recorrido à Justiça".

  2. Essa sociedade é uma entidade de médicos anestesistas (o advogado citado é "advogado da Sociedade Brasileira de Anestesiologista").

  3. A decisão da Justiça foi uma resposta a esse pedido: "A Justiça Federal acolheu em parte o pedido dos médicos anestesistas".

A expressão "partiu de médicos" é uma paráfrase de "a Sociedade Brasileira de Anestesiologia tinha recorrido". Não há extrapolação, restrição ou opinião embutida — é a informação literal do texto, apenas reescrita com outras palavras.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de compreensão, grife no texto o sujeito da ação principal. Pergunte: "quem fez o quê?" A resposta está sempre no verbo e no seu sujeito. Aqui, o verbo "recorrer" tem sujeito claro: a sociedade médica.

Conclusão: o item é Certo porque reproduz fielmente a informação explícita do 4º parágrafo. A regra de ouro: em compreensão, a resposta é uma paráfrase do texto — nem mais, nem menos. Se o item diz exatamente o que o texto diz, está correto.

Gabarito: letra C (Certo).

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