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Questão de Português — Concordância (Verbal e Nominal) — Quadrix 2024

PortuguêsConcordância (Verbal e Nominal)
Código
qa600796
Banca
Quadrix
Órgão
CRO AM
Ano
2024
Cargo
Adv ( )

Decisão da Justiça muda regras para o uso
de anestesia em consultórios dos dentistas


A decisão da Justiça Federal se refere à sedação com remédio controlado, em que o paciente pode ficar
inconsciente durante a consulta, geralmente em cirurgias e implantes odontológicos


As práticas de anestesia mais comuns nos consultórios odontológicos são a anestesia local, aquela injeção na gengiva, e o uso do óxido nitroso, um gás que o paciente respira junto com o oxigênio.


Em procedimentos em que a anestesia é menos complexa, como uma obturação, nada vai mudar. A decisão da Justiça Federal se refere à sedação com remédio controlado, em que o paciente pode ficar inconsciente durante a consulta, geralmente em cirurgias e implantes odontológicos.


A Sociedade Brasileira de Anestesiologia tinha recorrido à Justiça alegando que dentistas não são preparados para fazer o trabalho de sedação. A sociedade médica pediu à Justiça que fosse proibida [a] realização de procedimentos em pacientes com uso de fármacos de uso controlados, como opioides e sedativos, em consultórios dos dentistas.

 

O advogado que representa os médicos afirma que não há regras para o dentista nem fiscalização nos consultórios e o risco para os pacientes é grande.

 


“O profissional que está realizando esse procedimento que é um procedimento considerado como de risco, ele não tem conhecimento técnico para agir diante de uma intercorrência. Um médico, não anestesista, qualquer médico que quiser fazer uma sedação, um procedimento anestésico, ele primeiro precisa ter um curso avançado de suporte de vida. Esse curso traz para o profissional conhecimentos de intubação, circulação de oxigênio, manter o paciente estável em caso de uma intercorrência anestésica”, afirma Celso Papaleo, advogado da Sociedade Brasileira de Anestesiologista.


A Justiça Federal acolheu em parte o pedido dos médicos anestesistas. A decisão da Justiça Federal não proíbe os dentistas de fazerem o procedimento, mas determina que agora eles têm que seguir as regras do Conselho Federal de Medicina.


Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

Leia o Texto.   Em relação aos apectos gerias do texto, julgue o item seguinte.   No texto, a locução verbal “fosse proibida” concorda com “realização”.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Concordância verbal na locução "fosse proibida"

Gabarito: letra C (Certo). A locução verbal "fosse proibida" concorda com "realização", pois, na voz passiva analítica, o verbo auxiliar "fosse" concorda com o sujeito paciente, que é "a realização de procedimentos...". A passagem que comprova é o trecho do 4º parágrafo: "A sociedade médica pediu à Justiça que fosse proibida [a] realização de procedimentos em pacientes com uso de fármacos de uso controlados".

O comando pede uma análise de concordância verbal dentro do texto: verificar se o verbo "fosse proibida" está corretamente flexionado em relação ao seu sujeito. Não se trata de interpretação de sentido, mas de gramática aplicada ao texto — a resposta se prova pela estrutura sintática da oração, não por dedução.

No trecho, temos uma oração subordinada substantiva objetiva direta introduzida por "que": "que fosse proibida [a] realização de procedimentos...". O verbo "fosse" é o auxiliar da locução "fosse proibida", que forma a voz passiva analítica (ser + particípio). Nessa construção, o sujeito é o termo que sofre a ação: "a realização de procedimentos". Como o núcleo desse sujeito é "realização" (substantivo feminino singular), o auxiliar "fosse" deve estar no singular e no feminino — e está: "fosse proibida".

A regra é clara: na voz passiva analítica, o verbo auxiliar concorda com o sujeito paciente. O particípio ("proibida") concorda com o sujeito em gênero e número. Aqui, "realização" é feminino singular, logo "proibida" também. Se o sujeito fosse plural ("as realizações"), diríamos "fossem proibidas".

A banca arma uma pegadinha clássica: o candidato pode ser tentado a fazer o verbo concordar com "procedimentos" (plural), que está mais próximo, mas o núcleo do sujeito é "realização". A concordância verbal é feita com o núcleo do sujeito, não com o termo mais próximo.

1Estrutura
Verbo auxiliar (ser)
Particípio
2Concordância
Auxiliar concorda com o sujeito paciente
Particípio concorda em gênero e número
3Sujeito: "a realização de procedimentos"
Núcleo: "realização" (fem. sing.)
"fosse proibida" (correto)
4Pegadinha
Concordar com "procedimentos" (plural)
Voz passiva analítica
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Voz passiva analítica: Estrutura (Verbo auxiliar (ser), Particípio); Concordância (Auxiliar concorda com o sujeito paciente, Particípio concorda em gênero e número); Sujeito: "a realização de procedimentos" (Núcleo: "realização" (fem. sing.), "fosse proibida" (correto)); Pegadinha (Concordar com "procedimentos" (plural))

Alternativa C — ✅ Certo ⟵ GABARITO

A afirmação está correta. No trecho "que fosse proibida [a] realização de procedimentos", o sujeito da locução "fosse proibida" é "a realização de procedimentos", cujo núcleo é "realização". O verbo auxiliar "fosse" concorda com esse núcleo (3ª pessoa do singular), e o particípio "proibida" concorda em gênero (feminino) e número (singular). A passagem do texto confirma:

"A sociedade médica pediu à Justiça que fosse proibida [a] realização de procedimentos em pacientes com uso de fármacos de uso controlados"

A concordância está perfeita: sujeito singular feminino → verbo auxiliar singular, particípio feminino singular.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A afirmação de que a locução não concorda com "realização" é falsa. O texto mostra exatamente o contrário: "fosse proibida" concorda com "realização". Quem marca esta opção provavelmente caiu na armadilha de achar que o verbo deveria concordar com "procedimentos" (plural), mas o núcleo do sujeito é "realização". A concordância verbal é com o núcleo, não com o termo mais próximo.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer você concordar o verbo com "procedimentos" (plural), mas o sujeito é "a realização de procedimentos" — núcleo "realização". Na voz passiva, o auxiliar concorda com o sujeito paciente, não com o agente ou com o termo adjacente.

PEGA ESSA DICA!

Em locuções verbais na voz passiva, identifique primeiro o sujeito paciente (quem sofre a ação) e faça o auxiliar concordar com o núcleo desse sujeito. Pergunte: "o que foi proibido?" → "a realização" → singular feminino.

Gabarito: letra C.

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