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Questão de Português — Orações Subordinadas Adjetivas — Quadrix 2024

PortuguêsOrações Subordinadas Adjetivas
Código
qa600849
Banca
Quadrix
Órgão
CRO AM
Ano
2024
Cargo
Ag Fisc ( )

Dentista suspeita de deixar pacientes
com infecções após lipo de papada é
investigada pelo Ministério Público


Cerca de 20 mulheres já denunciaram Camila Groppo, que tem uma clínica em Belo Horizonte. Todas relataram problemas causados por uma bactéria.


O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) abriu um procedimento investigatório criminal para apurar denúncias contra a dentista Camilla Groppo, suspeita de deixar pacientes com infecções graves após cirurgias de lipoaspiração de papada. Ela estava com o registro no Conselho Regional de Odontologia (CRO) desativado desde março.


Segundo o órgão, cerca de vinte mulheres já denunciaram a profissional, que tem uma clínica em Belo Horizonte. Todas relataram problemas causados por uma bactéria.


“Nesse consultório, essas pessoas foram contaminadas em razão de procedimentos inadequados de esterilização de material. Infelizmente, a gente percebe que profissionais de saúde, pretendendo ter lucro em relação às suas consultas, deixam de fazer as suas obrigações, expõem a saúde das pessoas e provocam lesões corporais gravíssimas”, afirmou o promotor André Sperling Prado.


A Polícia Civil também instaurou um inquérito e está investigando o caso. Na semana passada, pelo menos seis pessoas prestaram depoimento em uma delegacia da instituição. Parte delas foi ao Instituto Médico Legal (IML) fazer o exame de corpo de delito, passo importante para o seguimento das apurações.


“A gente alerta que o exame pericial é fundamental, uma prova fundamental para a constatação do crime de lesão corporal. E serve para auxiliar nas investigações, com o possível indiciamento desta suposta autora e encaminhamento dos autos para o judiciário”, explicou o delegado Alessandro Santa Gema.


Uma mulher que conheceu Camilla pelas redes sociais disse que remover a papada era um sonho antigo.
Depois da cirurgia, virou um pesadelo.


“O tratamento é de oito meses a um ano, e eu fiquei internada 14 dias, coloquei 15 drenos no rosto, já colhi várias culturas, várias biópsias. É uma microbactéria que está no organismo, e eu não sei, não sei quando isso vai acabar”, contou.


Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

Texto para o item abaixo.   Em relação aos aspectos gerais do texto, julgue o item abaixo.   A oração adjetiva que aparece no texto é explicativa.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Orações subordinadas adjetivas: restritiva × explicativa no texto sobre a dentista

Gabarito: C (Certo). A oração adjetiva que aparece no texto é, de fato, explicativa, pois vem separada por vírgulas e acrescenta uma informação acessória sobre o substantivo a que se refere, sem restringir o seu sentido. Como se lê no 2º parágrafo: “Ela estava com o registro no Conselho Regional de Odontologia (CRO) desativado desde março.” — a oração “que tem uma clínica em Belo Horizonte” (no 3º parágrafo) é introduzida pelo pronome relativo “que”, vem entre vírgulas e apenas explica uma característica da profissional, sem individualizá-la entre outras. Portanto, a classificação como explicativa está correta.

O comando da questão

O enunciado pede um julgamento (Certo/Errado) sobre a classificação sintática de uma oração do texto. Isso é uma questão de gramática aplicada ao texto: não se trata de interpretar o conteúdo, mas de identificar a função sintática de uma oração subordinada adjetiva e classificá-la como restritiva ou explicativa. O comando é direto: “A oração adjetiva que aparece no texto é explicativa.” — precisamos verificar se essa afirmação é verdadeira ou falsa.

O texto e a oração em questão

O texto é uma notícia jornalística sobre uma dentista investigada por infecções em pacientes. No 3º parágrafo, lemos:

“Segundo o órgão, cerca de vinte mulheres já denunciaram a profissional, que tem uma clínica em Belo Horizonte.”

A oração destacada é subordinada adjetiva: funciona como um adjetivo, caracterizando o substantivo “profissional”. Ela é introduzida pelo pronome relativo “que” e está entre vírgulas. Essa é a única oração adjetiva do texto — e é exatamente a que a questão menciona.

A regra que decide: restritiva × explicativa

As orações subordinadas adjetivas dividem-se em dois tipos:

  • Restritivas: restringem ou especificam o sentido do substantivo, individualizando-o. Não são separadas por vírgulas. Ex.: “Os alunos que estudam passarão.” (só os que estudam).

  • Explicativas: acrescentam uma característica que já é conhecida ou pressuposta, funcionando como um aposto explicativo. São separadas por vírgulas. Ex.: “Os alunos, que estudam, passarão.” (todos os alunos).

No texto, a oração “que tem uma clínica em Belo Horizonte” está entre vírgulas e não restringe o sentido de “profissional” — ela apenas informa um dado adicional sobre a dentista. Se fosse restritiva, não haveria vírgulas e a informação seria essencial para identificar qual profissional. Como há vírgulas e a informação é acessória, a classificação é explicativa.

A pegadinha da banca

A banca explora a confusão clássica entre os dois tipos. Muitos candidatos, ao verem o pronome relativo “que”, já pensam em restritiva, mas o que decide é a pontuação e o efeito de sentido. A presença de vírgulas é o sinal mais forte de oração explicativa. Além disso, a oração não individualiza a profissional entre outras — ela apenas acrescenta uma informação que não muda a referência do substantivo.

Oração subordinada adjetiva
  • 1Restritiva
    • Restringe/individualiza o substantivo
    • Sem vírgulas
  • 2Explicativa
    • Acrescenta informação acessória
    • Entre vírgulas
LEVEL · soulevel.com.br
NÃO CAIA NESSA!

A banca aposta na associação automática de “que” com restritiva. Mas o critério decisivo é a vírgula: oração adjetiva entre vírgulas = explicativa; sem vírgulas = restritiva.

Conclusão

A afirmação do item está correta: a oração adjetiva do texto é explicativa, pois vem separada por vírgulas e acrescenta uma informação acessória sobre a profissional. Não há qualquer outra oração adjetiva no texto que pudesse ser restritiva. Portanto, o gabarito é C (Certo).

PEGA ESSA DICA!

Ao classificar orações adjetivas, pergunte: “a oração está entre vírgulas?” Se sim, é explicativa; se não, é restritiva. E confirme o sentido: a oração restringe (individualiza) ou apenas explica (acrescenta)?

Gabarito: letra C (Certo).

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