Questão de Português — Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais — Quadrix 2024
Português›Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais
Código
qa600903
Banca
Quadrix
Órgão
CREF 9
Ano
2024
Cargo
Adv ( )
O futuro das vilas olímpicas: legado ou elefante branco?
Há cem anos, em 1924, Paris sediou os Jogos Olímpicos e introduziu uma inovação significativa: a criação da primeira vila olímpica. Localizada no bairro de Colombes, nos subúrbios da cidade, a vila foi projetada para proporcionar um senso de comunidade entre os atletas, oferecendo cabanas de madeira com três camas cada. Após os jogos, essa estrutura temporária foi desmontada.
Desde então, as vilas olímpicas evoluíram e se tornaram elementos essenciais para a organização dos Jogos, sendo vistas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) como cruciais para o sucesso do evento. Para as cidades‑sede, essas vilas representam uma oportunidade de deixar um legado urbanístico, econômico e turístico. Elas têm o potencial de transformar regiões inteiras, revitalizando áreas urbanas.
Com o crescimento do número de atletas e esportes, a necessidade de uma infraestrutura robusta se tornou evidente. Além disso, o impacto midiático e o envolvimento de patrocinadores ampliaram a importância das vilas olímpicas. De acordo com Renata Latuf, arquiteta e pesquisadora da FAU‑USP, os Jogos Olímpicos modernos possibilitam que as cidades candidatas promovam sua imagem globalmente, deixando símbolos e patrimônios duradouros.
Texto para a questão Na expressão que introduz o texto, “Há cem anos”, a forma verbal “há”
Aé pessoal e, portanto, só não está no plural por não ter um sujeito composto ou plural com o qual deva concordar.
Bé impessoal e, por isso, acertadamente, não foi flexionada no plural para concordar com o numeral.
Cé uma forma verbal pessoal e deve ser flexionada para concordar com o substantivo “anos” no plural.
Drefere‑se ao presente, sendo flexionada de acordo com o sujeito implícito na oração.
Econcorda com o sujeito “cem anos” e, por isso, deveria estar no plural como “hão”.
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GabaritoB — é impessoal e, por isso, acertadamente, não foi flexionada no plural para concordar com o numeral.
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O verbo "há" em "Há cem anos" — impessoalidade e concordância
Gabarito: letra B. Em "Há cem anos", a forma verbal "há" é impessoal — não possui sujeito — e, por isso, permanece na 3ª pessoa do singular, sem concordar com o numeral "cem". A regra é clássica: o verbo "haver" no sentido de tempo decorrido (equivalente a "faz") é impessoal e fica invariável. A alternativa correta é a única que reconhece essa impessoalidade e a consequente ausência de flexão plural.
O comando da questão é de gramática aplicada ao texto: pede-se o reconhecimento do modo e tempo verbais e, sobretudo, da classificação do verbo quanto à pessoalidade no contexto específico da expressão "Há cem anos". Não se trata de interpretação de sentido, mas de análise morfossintática de um trecho do texto-base. A banca testa se o candidato sabe que o "há" de tempo decorrido não concorda com o numeral que o acompanha.
No texto, a expressão abre o primeiro parágrafo: "Há cem anos, em 1924, Paris sediou os Jogos Olímpicos". O verbo "haver" aqui indica tempo decorrido — pode ser substituído por "faz": "Faz cem anos". Nesse emprego, o verbo é impessoal (não tem sujeito) e, portanto, fica sempre na 3ª pessoa do singular. O numeral "cem anos" não é sujeito, mas objeto direto do verbo "haver". Por isso, "hão" seria um erro grave: o verbo não concorda com o objeto.
A técnica que decide a questão é simples: identifique o sentido do verbo "haver". Se indicar existência ou tempo decorrido, é impessoal e invariável. Se indicar posse ("eles hão de vencer"), é pessoal e se flexiona. No trecho, o sentido é de tempo decorrido — logo, impessoal. As alternativas que tratam o verbo como pessoal (A, C, D, E) erram justamente por não reconhecer essa impessoalidade.
NÃO CAIA NESSA!
A banca arma a questão fazendo o candidato achar que "cem anos" é o sujeito de "há" e que, por isso, o verbo deveria ir para o plural. A alternativa E explora exatamente esse erro. A pegadinha é a troca do conceito de sujeito por objeto direto — o numeral é objeto, não sujeito.
Verbo "haver" — impessoalidade: Sentido de tempo decorrido (Equivale a "faz", Não tem sujeito, Fica invariável (3ª pessoa do singular)); Sentido de existência (Não tem sujeito, Fica invariável); Sentido de posse/obrigação (Tem sujeito, Flexiona (hão de vencer))
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que o verbo é pessoal e que só não foi flexionado por falta de sujeito composto. Isso é um contrassenso: se o verbo é pessoal, ele tem sujeito (ainda que desinencial) e deve concordar com ele. O "há" de tempo decorrido é impessoal — não há sujeito algum, nem implícito. A alternativa contradiz a natureza do verbo e confunde impessoalidade com ausência de sujeito composto.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa reconhece corretamente que o verbo é impessoal e que, por isso, não foi flexionado no plural para concordar com o numeral. É exatamente o que ocorre: "Há cem anos" = "Faz cem anos". O verbo "haver" no sentido de tempo decorrido não tem sujeito e permanece na 3ª pessoa do singular. A alternativa é uma paráfrase fiel da regra aplicada ao trecho.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que o verbo é pessoal e que deveria ser flexionado para concordar com "anos". Isso é duplamente errado: o verbo é impessoal (não há sujeito) e "anos" não é sujeito, mas parte do objeto direto. A alternativa contradiz a regra e propõe uma flexão que seria um erro de concordância. Se o candidato escrevesse "Hão cem anos", estaria cometendo um desvio grave.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Diz que o verbo "refere-se ao presente" e é flexionado de acordo com o sujeito implícito. Há dois erros: primeiro, o "há" de tempo decorrido, embora esteja no presente do indicativo, indica um marco temporal passado ("há cem anos" = "faz cem anos"); segundo, não há sujeito implícito — o verbo é impessoal. A alternativa extrapola ao inventar um sujeito oculto que não existe.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que o verbo concorda com o sujeito "cem anos" e que deveria estar no plural ("hão"). É a pegadinha clássica: "cem anos" não é sujeito, é objeto direto do verbo impessoal "haver". A forma "hão" seria um erro de concordância. A alternativa contradiz a regra e propõe exatamente o desvio que a norma condena.
Conclusão: a questão testa a impessoalidade do verbo "haver" no sentido de tempo decorrido. A regra de ouro: se "há" pode ser substituído por "faz", o verbo é impessoal e invariável. As alternativas que tratam o verbo como pessoal (A, C, D, E) erram por não reconhecer essa característica. Gabarito: letra B.