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Questão de Português — Vozes (Voz Passiva e Voz Ativa) — Quadrix 2024

PortuguêsVozes (Voz Passiva e Voz Ativa)
Código
qa600957
Banca
Quadrix
Órgão
CREF 9
Ano
2024
Cargo
Adv ( )

Desde que existem as olimpíadas, algumas vilas olímpicas se destacaram como exemplos de transformação urbana bem‑sucedida. É o caso de Barcelona (Espanha) e Munique (Alemanha). No entanto, outras vilas se tornaram estruturas abandonadas, como as dos Jogos de Berlim em 1936, ou levaram à gentrificação, processo em que moradores são expulsos para transformar bairros periféricos em áreas nobres, voltadas à especulação imobiliária.

 

Na Grécia Antiga, os atletas viajavam para a cidade de Élida para treinar antes de competir em Olímpia. Essa prática inspirou Pierre de Coubertin, cofundador do Comitê Olímpico Internacional (COI), a instituir as vilas olímpicas modernas em 1924. Inicialmente, os atletas eram hospedados em hotéis, casas de família ou edifícios militares. Paris 1924 foi o marco inicial das vilas olímpicas, mas elas só se tornaram permanentes em Helsinque, Finlândia, em 1952.

 

Desde então, pelo menos 13 cidades‑sede transformaram as vilas olímpicas em moradias após os Jogos. Barcelona, em 1992, tornou‑se um exemplo icônico ao usar os Jogos como um catalisador para renovar a orla marítima da cidade, com a vila olímpica no centro das mudanças. A parceria entre incorporadoras privadas e arquitetos resultou em uma nova área residencial próxima ao centro e à praia, que hoje abriga moradias, hotéis, bares, restaurantes, parques e outras áreas públicas.

Internet: <www.brasildefato.com.br> (com adaptações).

Texto para a questão     Na passagem para a voz passiva analítica de “Essa prática inspirou Pierre de Coubertin”, em relação ao verbo, o resultado seria
  1. Aserviu de inspiração.
  2. Binspirou‑se.
  3. Cinspirara.
  4. Dfoi inspirado.
  5. Eforam inspiradas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — foi inspirado.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Voz passiva analítica: conversão de “Essa prática inspirou Pierre de Coubertin”

Gabarito: letra D. Na transposição para a voz passiva analítica, o objeto direto da ativa (“Pierre de Coubertin”) vira sujeito paciente, e o verbo assume a forma ser + particípio: “Pierre de Coubertin foi inspirado por essa prática”. A alternativa D é a única que aplica corretamente a regra, mantendo o tempo verbal (pretérito perfeito) e a concordância com o novo sujeito (singular, masculino).

O comando

A questão pede a transposição de voz — da ativa para a passiva analítica. Isso não é interpretação de texto; é gramática aplicada. O verbo da frase original é “inspirou” (pretérito perfeito do indicativo, 3ª pessoa do singular). Na passiva analítica, o auxiliar ser deve flexionar no mesmo tempo e pessoa do verbo ativo, e o verbo principal vai para o particípio. O objeto direto da ativa passa a ser o sujeito paciente da passiva.

A regra que decide

A voz passiva analítica é formada por verbo auxiliar (ser/estar) + particípio do verbo principal. Na conversão:

  • o sujeito da ativa vira agente da passiva (introduzido por “por”);

  • o objeto direto da ativa vira sujeito paciente;

  • o verbo auxiliar concorda com o sujeito paciente em número e pessoa.

No trecho do texto:

“Essa prática inspirou Pierre de Coubertin”

Temos: sujeito = “Essa prática”; verbo = “inspirou” (VTD); objeto direto = “Pierre de Coubertin”.

Convertendo:

“Pierre de Coubertin foi inspirado por essa prática.”

O auxiliar “foi” está no pretérito perfeito, mesmo tempo de “inspirou”, e concorda com o sujeito paciente singular. O particípio “inspirado” concorda em gênero e número com o sujeito (masculino singular).

A pegadinha da banca

A banca adora confundir voz passiva com voz reflexiva. Na reflexiva, o sujeito pratica e sofre a ação ao mesmo tempo, e o verbo vem acompanhado de pronome oblíquo (ex.: “Ele se feriu”). Na passiva, o sujeito apenas recebe a ação. A alternativa B (“inspirou-se”) é a isca clássica: parece passiva sintética, mas “inspirar-se” é verbo pronominal, não passivo. Cuidado com isso.

Análise das alternativas

  1. 1Objeto direto vira sujeito
  2. 2Verbo vira ser + particípio
  3. 3Auxiliar no mesmo tempo
  4. 4Particípio concorda com sujeito
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

“serviu de inspiração” troca o verbo por uma locução de sentido equivalente, mas não é voz passiva. A voz passiva exige a estrutura ser + particípio; aqui não há particípio, e o sujeito (“Essa prática”) continua agente. A alternativa tangencia o tema: fala de inspiração, mas não converte a voz.

Alternativa B — ❌ Incorreta

“inspirou-se” é voz reflexiva (ou pronominal), não passiva. Na reflexiva, o sujeito pratica e sofre a ação; na passiva, o sujeito é paciente. Além disso, “inspirou-se” não tem agente da passiva e não mantém o objeto direto da ativa como sujeito. A banca confunde voz reflexiva com passiva — pegadinha clássica.

Alternativa C — ❌ Incorreta

“inspirara” é o mais-que-perfeito do indicativo, não voz passiva. Mantém a voz ativa e muda o tempo verbal. A conversão para a passiva deve preservar o tempo da ativa (pretérito perfeito), o que não ocorre aqui. A alternativa contradiz a regra de conversão.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“foi inspirado” é a forma correta da voz passiva analítica: auxiliar “ser” no pretérito perfeito + particípio “inspirado”. O sujeito paciente “Pierre de Coubertin” recebe a ação, e o agente da passiva (“por essa prática”) pode ser omitido ou explícito. A concordância está correta: singular, masculino.

Alternativa E — ❌ Incorreta

“foram inspiradas” está no plural e no feminino, mas o sujeito paciente é singular e masculino (“Pierre de Coubertin”). A concordância do particípio com o sujeito é obrigatória; aqui ela falha. A alternativa restringe indevidamente o alcance, trocando o gênero e o número.

Conclusão

A única alternativa que aplica corretamente a regra de conversão para a voz passiva analítica é a letra D. Lembre-se: na passiva, o objeto direto vira sujeito, o verbo vira ser + particípio, e o auxiliar concorda com o novo sujeito. Desconfie de formas pronominais (“inspirou-se”) e de tempos verbais alterados.

PEGA ESSA DICA!

Na hora da prova, identifique primeiro o objeto direto da ativa — ele será o sujeito da passiva. Depois, monte a locução ser + particípio no mesmo tempo do verbo ativo. Se aparecer pronome “se”, desconfie: pode ser reflexiva, não passiva.

Gabarito: letra D

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