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Questão de Português — Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) — Quadrix 2024

PortuguêsRegência Nominal e Verbal (Casos Gerais)
Código
qa600978
Banca
Quadrix
Órgão
CAU PE
Ano
2024
Cargo
Ag Fisc ( )

10 projetos de design e arquitetura que prometem moldar o mundo em 2024

 

Restauração do Grand Palais, Paris, França

A recém‑restaurada Notre Dame não é a única grande renovação chegando ao fim em Paris este ano. A apenas três quilômetros a oeste da catedral fica o histórico Grand Palais, que está fechado ao público desde o início de 2021.

Depois de sediar a Paris Expo no início do século 20, o palácio de Beaux‑Arts serviu como salão de exposições, espaço para eventos e até mesmo hospital militar durante a Primeira Guerra Mundial. Mas, embora tenham sido realizados trabalhos em seu telhado de vidro e fundações nesse meio tempo, a estrutura nunca passou por grandes renovações até agora.

Esta reforma de 212 milhões de euros (232 milhões de dólares), liderada pelos arquitetos da Chatillon, modernizará as instalações, melhorará o acesso e o desempenho ambiental, e mudará a forma como os visitantes se movem pela sala de exposições iluminada pelo sol do complexo. Um nível subterrâneo também será aberto, com o antigo anel de equitação do edifício transformado em uma área infantil.

As primeiras seções restauradas devem estar prontas a tempo das Olimpíadas de Paris deste verão.

 

One Za’abeel, Dubai, Emirados Árabes Unidos

Os Emirados Árabes Unidos, lar do edifício mais alto do mundo, alcançaram outra proeza superlativa de engenharia estrutural: A maior cantilever do mundo.

Conhecida como The Link, a passarela de 226 metros e 9.500 toneladas foi dramaticamente içada acima de uma movimentada rodovia de Dubai em 2020. Ela conecta os dois arranha‑céus – descritos pela Nikken Sekkei, a empresa japonesa por trás do design, como torres “pai e filho” – do desenvolvimento One Za’abeel, que está programado para abrir no próximo mês.

Com as torres principais do projeto contendo residências, espaço de escritório e um hotel, a porção horizontal do complexo, a 100 metros de altura, abrigará restaurantes “inspirados pela Michelin”, uma piscina infinita e mirantes com vistas sobre a cidade e o Golfo Pérsico.

 

Novo teatro no Queensland Performing Arts Centre, Brisbane, Austrália

Com sua enorme fachada de vidro ondulado e espaços abertos no foyer, um aguardado novo prédio no Queensland Performing Arts Centre (QPAC) em Brisbane, Austrália, oferece uma transparência raramente associada aos teatros. Mais adiante, no entanto, uma concha de concreto contém a atração principal, um auditório revestido de madeira com capacidade para 1.500 lugares projetado para sediar balés, óperas, teatro e musicais.

O escritório de arquitetura norueguês Snøhetta e a prática local Blight Rayner – que juntos venceram mais de 20 inscrições em uma competição internacional – afirmam que o design foi inspirado no fluxo do rio Brisbane. O design ondulado também faz uma homenagem aos povos Turrbal e Yuggera, que tradicionalmente eram donos da terra, com os designers citando um poema da poetisa indígena australiana Aunty Lilla Watson evocando as “ondulações” do rio.

Internet: <www.cnnbrasil.com.br> (com adaptações).

Texto para a questão seguinte.   A regência de “chegar” em “A recém‑restaurada Notre Dame não é a única grande renovação chegando ao fim em Paris este ano” está
  1. Aincorreta, porque, em contextos formais, o certo é empregar a preposição “em”.
  2. Bimprecisa, já que depende da interpretação de “chegar” como verbo de ligação.
  3. Ccerta, mas também seria aceito, nesse contexto, o uso de “para” como preposição para iniciar o objeto.
  4. Dcorreta, apesar de o verbo, coloquialmente, ser utilizado com “em”, e não “a”.
  5. Eadequada, embora o termo “ao fim” deva ser considerado um objeto direto.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — correta, apesar de o verbo, coloquialmente, ser utilizado com “em”, e não “a”.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Regência do verbo "chegar" em "chegando ao fim"

Gabarito: letra D. A regência está correta, pois o verbo "chegar" rege a preposição "a" (chegar a algum lugar), e a forma "ao fim" é exatamente a contração da preposição "a" com o artigo "o". A alternativa D acerta ao afirmar que o uso é correto, mas reconhece que, coloquialmente, muitos falantes usam "em" (chegar em algum lugar), o que é um desvio da norma culta. A passagem do texto que confirma o uso é: "A recém-restaurada Notre Dame não é a única grande renovação chegando ao fim em Paris este ano".

O comando da questão é direto: pede que se avalie a regência de "chegar" no trecho destacado. Não se trata de interpretação de texto, mas de gramática normativa aplicada ao texto. A banca quer saber se o candidato domina a regência do verbo "chegar" e reconhece a diferença entre o uso culto e o uso coloquial.

O verbo "chegar" é, na norma culta, um verbo intransitivo que indica movimento e exige a preposição "a" para introduzir o lugar: "chegar a Paris", "chegar ao Brasil". No trecho, "chegando ao fim" é uma locução verbal (gerúndio) em que "ao" é a contração de "a" + "o", portanto, a regência está correta. O uso coloquial de "chegar em" (ex.: "cheguei em casa") é um desvio da norma padrão, embora seja muito comum na fala.

A pegadinha central desta questão é a confusão entre uso coloquial e norma culta. Muitos candidatos, ao ouvirem "chegar em" no dia a dia, podem achar que a forma "chegar a" está errada, ou vice-versa. A banca explora exatamente essa dúvida: a alternativa D é a única que reconhece a correção do uso culto e, ao mesmo tempo, admite a existência do uso coloquial com "em", sem condená-lo como erro absoluto, mas como variação.

1Norma culta
Preposição "a" (chegar a algum lugar)
"ao fim" = a + o
2Uso coloquial
"chegar em" (desvio da norma)
3Não admite
Preposição "para"
Verbo de ligação
Objeto direto (é intransitivo)
Regência de "chegar"
LEVELsoulevel.com.br
Regência de "chegar": Norma culta (Preposição "a" (chegar a algum lugar), "ao fim" = a + o); Uso coloquial ("chegar em" (desvio da norma)); Não admite (Preposição "para", Verbo de ligação, Objeto direto (é intransitivo))

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a regência está incorreta e que o certo seria usar "em". Isso contradiz a norma culta: o verbo "chegar" rege a preposição "a", não "em". A frase "chegando ao fim" está correta. A alternativa inverte a regra, dizendo que o uso com "em" é o formal, o que é falso.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa diz que a regência é imprecisa e depende de interpretar "chegar" como verbo de ligação. Isso é um erro conceitual: "chegar" não é verbo de ligação, é verbo intransitivo de movimento. A regência não depende de interpretação, mas de regra gramatical fixa. A alternativa tangencia o tema ao introduzir uma classificação verbal equivocada.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a regência está certa, mas que também seria aceito usar "para" como preposição. Isso é falso: o verbo "chegar" não admite a preposição "para" para indicar lugar na norma culta. Dizer "chegando para o fim" seria um desvio. A alternativa extrapola ao sugerir uma possibilidade que a gramática não autoriza.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa afirma que a regência está correta, apesar de o verbo, coloquialmente, ser usado com "em", e não "a". Isso é exatamente o que ocorre: na norma culta, "chegar a" é a forma correta; na fala coloquial, muitos usam "chegar em". A alternativa reconhece a correção e a variação, sem cometer erro. A passagem do texto "chegando ao fim" confirma o uso culto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a regência está adequada, mas que "ao fim" deveria ser considerado objeto direto. Isso é um erro sintático: "ao fim" é um adjunto adverbial de lugar (ou de tempo, no sentido figurado), não um objeto direto. O verbo "chegar" é intransitivo, não possui objeto direto. A alternativa confunde a função sintática do termo.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o uso coloquial ("chegar em") e a norma culta ("chegar a"). A alternativa D é a única que reconhece a correção e a variação, sem cair no erro de achar que o uso coloquial invalida o culto.

PEGA ESSA DICA!

Ao analisar regência, pergunte-se: "qual preposição o verbo exige na norma culta?". Para verbos de movimento como "chegar", "ir", "voltar", a preposição é "a", não "em".

Gabarito: letra D.

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