No Brasil e no mundo, a agenda ESG (do inglês environmental, social and governance, que significa ambiental, social e de governança) está em ascensão em segmentos privados e públicos. É um movimento que vem gerando novas e melhores maneiras de regular o padrão de desenvolvimento dos negócios e, em especial, vem gerando responsabilidade corporativa por riscos e impactos ambientais, sociais e de governança no desempenho de atividades econômicas, projetos e investimentos.
Entre as três dimensões da pauta ESG, há temas que, por sua relevância e impacto, exigem avanços tanto do aparato regulatório como da gestão e governança de empresas e organizações privadas, tendo em vista as sistêmicas estruturas, políticas e programas para a prevenção, o controle e a mitigação de irregularidades, danos e demais ilícitos em matériasocioambiental, climática e de direitos humanos. Uma dimensão de relevância para as questões citadas é a “E”, de environmental (ambiental), a qual remete a todo um complexo conjunto de normas, padrões, regulamentos e, também, boas práticas de proteção e gestão corporativa em matéria de riscos ambientais e climáticos.
Nesse contexto, os avanços da agenda ESG atualmente têm se concentrado em sua regulamentação e padronização em ambientes regulatórios relevantes, devendo tais mudanças trazer influências e novas perspectivas à ordem jurídica e econômica afeta ao tema.
Internet: <www.conjur.com.br> (com adaptações).
Texto para o item.
Quanto à estrutura linguística do texto, julgue o item abaixo.
a palavra “afeta” é um adjetivo que caracteriza a expressão “ordem jurídica e econômica”.
CCerto
EErrado
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GabaritoC — Certo
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
A palavra “afeta” como adjetivo: caracterizando “ordem jurídica e econômica”
Gabarito: C (Certo). O item está correto porque, no trecho final do texto, a palavra “afeta” é um adjetivo que caracteriza a expressão “ordem jurídica e econômica”, e não uma forma verbal do verbo “afetar”. A prova está na própria construção sintática: “tais mudanças trazer influências e novas perspectivas à ordem jurídica e econômica afeta ao tema” — “afeta” concorda em gênero e número com “ordem” (feminino singular) e vem posposta ao substantivo, exatamente como um adjetivo.
O comando
A questão pede um julgamento sobre a estrutura linguística do texto, especificamente sobre a classe gramatical da palavra “afeta”. Não se trata de interpretação de conteúdo, mas de análise morfossintática: identificar se a palavra funciona como adjetivo (caracterizando um nome) ou como verbo (indicando ação). O comando é direto: “a palavra ‘afeta’ é um adjetivo que caracteriza a expressão ‘ordem jurídica e econômica’”. Basta verificar se isso é verdadeiro no contexto.
O texto e a passagem decisiva
No último parágrafo, o autor escreve:
“devendo tais mudanças trazer influências e novas perspectivas à ordem jurídica e econômica afeta ao tema.”
Aqui, “afeta” está imediatamente após o substantivo “ordem” e antes da locução “ao tema”. Essa posição é típica de adjetivo: o adjetivo vem depois do substantivo que modifica. Além disso, “afeta” concorda com “ordem” (feminino singular): se fosse verbo, a forma correta seria “afetar” (infinitivo) ou “afeta” como 3ª pessoa do singular do presente do indicativo — mas, nesse caso, o verbo exigiria um sujeito e um complemento, o que não ocorre aqui. A leitura natural é: “a ordem jurídica e econômica afeta (= relacionada, concernente) ao tema”.
A técnica: como distinguir adjetivo de verbo
A pegadinha clássica é confundir “afeta” com a forma verbal de “afetar”. Para evitar o erro, aplique dois testes:
Teste da concordância: o adjetivo concorda com o substantivo a que se refere. “Ordem” é feminino singular, logo o adjetivo deve ser “afeta” (feminino singular). Se fosse verbo, a concordância seria com o sujeito da oração — mas não há sujeito para “afeta” nesse trecho.
Teste da substituição: troque “afeta” por um sinônimo de adjetivo, como “relacionada” ou “concernente”. A frase continua coerente: “a ordem jurídica e econômica relacionada ao tema”. Se fosse verbo, a substituição por “afetar” quebraria a estrutura: “a ordem jurídica e econômica afetar ao tema” não faz sentido.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de classe gramatical, sempre verifique a função sintática no contexto. Pergunte: a palavra está caracterizando um nome (adjetivo) ou indicando uma ação/estado (verbo)? A posição e a concordância são pistas fortes.
Análise da alternativa
"Afeta" no contexto: É adjetivo (Caracteriza "ordem jurídica e econômica", Concorda em gênero e número, Posposta ao substantivo); Não é verbo (Não há sujeito para "afetar", Substituição por "relacionada" mantém sentido); Testes de distinção (Concordância, Substituição por sinônimo)
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O item está correto. No trecho “à ordem jurídica e econômica afeta ao tema”, a palavra “afeta” é um adjetivo que caracteriza “ordem jurídica e econômica”. Isso é comprovado pela concordância (feminino singular) e pela possibilidade de substituição por “relacionada”, sem alterar o sentido. A banca cobrou exatamente o reconhecimento dessa função adjetiva.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa “Errado” está incorreta, pois o item é verdadeiro. Quem marcou “Errado” provavelmente confundiu “afeta” com a forma verbal de “afetar”, mas, no contexto, não há verbo: a estrutura é de substantivo + adjetivo. A banca armou a pegadinha da troca de classe gramatical — o candidato que não analisa a função no texto cai na tentação de ler “afeta” como verbo.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a homonímia entre o adjetivo “afeta” e a forma verbal “afeta” (3ª pessoa do singular do presente do indicativo de “afetar”). A dica é sempre analisar a função sintática no contexto: se a palavra está caracterizando um nome, é adjetivo; se indica ação, é verbo.
Conclusão
A questão se resolve com um teste simples: a palavra “afeta” está caracterizando “ordem jurídica e econômica” — logo, é adjetivo. O item está certo. Lembre-se: em morfologia, o contexto é soberano; a mesma palavra pode pertencer a classes diferentes dependendo da função que exerce na frase.