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Questão de Português — Concordância (Verbal e Nominal) — Quadrix 2024

PortuguêsConcordância (Verbal e Nominal)
Código
qa601042
Banca
Quadrix
Órgão
IBICT
Ano
2024
Cargo
Tecno ( )

A filosofia da informação e a sociedade da informação e do conhecimento: reflexões diante do progresso tecnológico

 


A demasiada e facilitada produção de informação, sobretudo por meio de recursos tecnológicos utilizados nas últimas décadas, tem proporcionado algumas inquietações acerca do pensamento filosófico inter‑relacionado à informação e à sociedade da informação, visto que a informação tem desempenhado um papel central na sociedade contemporânea e é considerada como condição básica para o desenvolvimento econômico e social.

 


O impacto das novas tecnologias de informação e comunicação (TIC) na vida cotidiana influi significativamente na noção do que é informação, cujo conceito se modifica de disciplina para disciplina ou de contexto para contexto. Saracevic (1975) ressaltou que, em uma disposição formal, o fenômeno informação é estudado em disciplinas diversas e apresenta ramificações complexas e muitas manifestações associadas a ela.

 


Para Barreto (2003), a informação passou a ser compreendida como um produto ou uma mercadoria e esta alteração levou à necessidade de pensar sobre o fluxo informacional e buscar compreender a qualidade desse produto. O autor ressalta que a informação é considerada como uma mercadoria simbólica de características específicas que não se esgota com o consumo e, ao ser consumida, permanece consumível por um tempo determinado em um espaço definido, e essas características determinam sua qualidade e validade.

 


Outras características evidenciadas por Barreto (2003) referem que [sic] a informação, ao ser consumida, não transmite a propriedade, isto é, ela continua como posse de quem a detém, salvo em casos muito especiais. Sua unidade de medida é imprecisa e não é homogênea, e seu preço, caso possua, tem pouco a ver com seu custo, bem como não há relação entre o valor de custo e o valor de venda e, muito menos, com o valor atribuído pelo sujeito que a utiliza e, por último, com as condições de oferta e demanda de mercado.

 


No contexto pós‑moderno, a informação e o conhecimento constituem‑se por uma aparente via de ruptura, que faz surgir revoluções científicas, estabelece abertura para relações disciplinares, fornece subsídios para o desenvolvimento de teorias, metodologias e filosofia acerca da informação e da informação tecnológica que, para Ilharco (2003), são consideradas uma fonte de poder.

 


É nesse aspecto que Floridi (2002) apresenta um caminho diferente e interessante ao propor o campo da filosofia da informação. Entre as questões afetas a essa filosofia, algumas reflexões são objetos de estudo, entre elas: o que vem a ser filosofia da informação? E qual sua relação com a sociedade da informação?


Internet: <www.revistas.usp.br> (com adaptações).

Texto para o item abaixo.   Acerca dos aspectos gerias do texto, julgue o item abaixo.   Caso o termo “surgir”  fosse flexionado no plural, manter‑se‑iam a correção gramatical e o sentido original do texto.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Flexão de número do verbo "surgir" e manutenção do sentido

Gabarito: C (Certo). A flexão de "surgir" para o plural — "surgirem" — mantém a correção gramatical e o sentido original, pois o verbo, no trecho, está em uma oração subordinada reduzida de infinitivo cujo sujeito é composto e posposto: "revoluções científicas" e "abertura para relações disciplinares". Como o sujeito é composto, o plural é gramaticalmente aceito, e o sentido permanece o mesmo, já que a ação de "surgir" continua atribuída aos mesmos elementos.

O comando da questão

A questão pede um julgamento sobre uma reescritura — especificamente, sobre a flexão de número de um verbo no infinitivo. O comando "Caso o termo 'surgir' fosse flexionado no plural, manter-se-iam a correção gramatical e o sentido original do texto" exige que você verifique duas coisas: (1) se a forma plural "surgirem" é gramaticalmente correta no contexto; (2) se essa mudança não altera o sentido original. Não se trata de interpretação de ideias, mas de análise sintática e semântica aplicada ao texto.

O trecho em análise

O verbo "surgir" aparece no 5º parágrafo, na seguinte construção:

"No contexto pós-moderno, a informação e o conhecimento constituem-se por uma aparente via de ruptura, que faz surgir revoluções científicas, estabelece abertura para relações disciplinares..."

Aqui, "surgir" está em uma oração subordinada substantiva reduzida de infinitivo — "que faz surgir revoluções científicas" — que funciona como objeto direto do verbo "fazer". O sujeito de "surgir" é o termo posposto "revoluções científicas".

A regra de concordância aplicada

Quando o sujeito é composto e está posposto ao verbo, a concordância pode ser feita de duas formas: com todos os núcleos (plural) ou com o núcleo mais próximo (singular). No trecho, o sujeito de "surgir" é composto: "revoluções científicas" e "abertura para relações disciplinares". Portanto:

  • Singular ("surgir"): concorda com o núcleo mais próximo, "revoluções científicas" — mas, na verdade, "surgir" está no infinitivo impessoal, que não flexiona. A forma "surgir" é invariável.

  • Plural ("surgirem"): concorda com todos os núcleos do sujeito composto — "revoluções científicas" e "abertura para relações disciplinares".

A forma "surgirem" é o infinitivo pessoal flexionado, que concorda com o sujeito composto. Essa flexão é gramaticalmente correta e não altera o sentido, pois a ação continua sendo atribuída aos mesmos elementos.

Por que a flexão não altera o sentido

O sentido original é que "a via de ruptura faz surgir" tanto "revoluções científicas" quanto "abertura para relações disciplinares". Ao flexionar para "surgirem", o sujeito composto fica explícito, mas a relação semântica permanece idêntica: os mesmos elementos continuam sendo o que "surge". Não há mudança de agente, de ação ou de circunstância.

Análise da alternativa

Concordância com sujeito composto posposto
  • 1Verbo antes do sujeito
    • Plural (todos os núcleos)
    • Singular (núcleo mais próximo)
  • 2Infinitivo
    • Impessoal (não flexiona)
    • Pessoal flexionado (concorda com o sujeito)
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Alternativa C — ✅ CertoGABARITO

A afirmativa está correta. A flexão de "surgir" para "surgirem" é gramaticalmente válida, pois o sujeito é composto e posposto, e mantém o sentido original, pois a ação continua atribuída aos mesmos elementos. A concordância no plural é uma das opções permitidas pela norma culta para sujeito composto posposto.

Alternativa E — ❌ Errado

A afirmativa está errada porque a flexão para o plural é perfeitamente aceitável. Quem marca esta opção provavelmente pensou que "surgir" teria sujeito simples ou que a mudança alteraria o sentido — mas não é o caso. O sujeito é composto, e a flexão no plural é uma escolha gramatical legítima.

NÃO CAIA NESSA!

A banca testa se o candidato reconhece o sujeito composto posposto. A armadilha é achar que "surgir" tem sujeito simples ("revoluções científicas") e que o plural "quebraria" a concordância — mas o sujeito é composto, e o plural é correto.

PEGA ESSA DICA!

Ao julgar reescrituras, identifique primeiro o sujeito do verbo. Se o sujeito for composto e estiver depois do verbo, a concordância pode ser feita com todos os núcleos (plural) ou com o mais próximo (singular). Teste sempre as duas possibilidades.

Gabarito: letra C.

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