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Questão de Português — Termos Acessórios (Adjunto Adnominal, Adjunto Adverbial e Aposto). Vocativo — Quadrix 2024

PortuguêsTermos Acessórios (Adjunto Adnominal, Adjunto Adverbial e Aposto). Vocativo
Código
qa601064
Banca
Quadrix
Órgão
CAU PE
Ano
2024
Cargo
Aux ( )

Governo federal regulamenta Lei Padre Júlio Lancellotti e confirma canal de denúncias para ‘arquitetura hostil’

Decreto formaliza proposta que proíbe construções feitas para afastar dos espaços livres de uso público pessoas em situação de rua. Levantamento aponta que 242,7 mil pessoas vivem nas ruas no Brasil; capital paulista representa um quarto dessa população

 

O governo federal publica o decreto que regulamenta a chamada Lei Padre Júlio Lancellotti (Lei n.° 14.489/2022). A medida proíbe a aporofobia, por meio da “arquitetura hostil”, contra pessoas em situação de rua em espaços públicos. A regulamentação da Lei está listada no plano para a população em situação de rua, também divulgado após um prazo de 120 dias dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Havia uma previsão que a regulamentação fosse publicada em junho. A tramitação da proposta por vários ministérios, como Direitos Humanos, Cidades e Casa Civil, demorou mais que o esperado. A proposta que ficou conhecida como Lei Padre Júlio Lancellotti proíbe as construções feitas para afastar dos espaços livres de uso público pessoas em situação de rua.

O Ministério dos Direitos Humanos vai criar um canal de denúncias pelo Disque 100, para o envio de imagens e de informações pela população. Entre os exemplos de arquitetura hostil, estão os espetos pontiagudos instalados em fachadas comerciais, pavimentação irregular, pedras ásperas, jatos de água, divisórias em bancos de praças e paradas de ônibus, cercas eletrificadas ou de arame farpado e muros com cacos de vidro.

Pelo cronograma, o governo federal também prevê que, até dezembro de 2024, seja concluído o pacto com os municípios para a adequação ao decreto que regulamenta a Lei e também a destinação de R$ 100 mil para a elaboração de uma cartilha sobre arquitetura hostil a engenheiros, arquitetos e urbanistas.

Um levantamento feito por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com base no CadÚnico, aponta que 242,7 mil pessoas viviam nas ruas no Brasil até outubro deste ano (2024). A capital paulista representa um quarto dessa população, com 59,8 mil pessoas em situação de rua.

Em 2021, o padre Júlio Lancellotti, religioso e coordenador da Pastoral do Povo de Rua de São Paulo, viralizou ao protagonizar uma cena em que tentava quebrar pedras instaladas pela prefeitura de São Paulo embaixo de um viaduto. No mesmo ano, o papa Francisco também denunciou a chamada “arquitetura hostil” contra os mais pobres.

O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. No entanto, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) vetou a proposta, sob o argumento de que ela feria “a liberdade de governança da política urbana”. Depois, no fim do ano passado, o Congresso derrubou o veto, mas a medida ainda depende de regulamentação para ser colocada, de fato, em prática.

O diretor de promoção dos direitos da população em situação de rua do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, Leo Pinho, explicou que, desde o começo deste ano (2024), a pasta assumiu as tratativas e a articulação com outros ministérios, em especial o das Cidades, para regulamentar a Lei.

Em uma segunda etapa, os técnicos estiveram na cidade de São Paulo para ouvir o próprio Padre Júlio e sua equipe, que monitora denúncias de aporofobia, com sugestões sobre caminhos que facilitem o acesso da população e o envio de denúncias de situações de arquitetura hostil, com fotos, vídeos e endereços. Por isso, a decisão de estabelecer um canal para o envio das queixas pelo Disque 100.

Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

Texto para a questão   O termo “Leo Pinho” desempenha a função sintática de
  1. Asujeito, pois com ele concorda a forma verbal “explicou”.
  2. Bobjeto direto, pois complementa o sentido de “explicou”.
  3. Cvocativo, visto que está isolado entre vírgulas.
  4. Daposto, explicando o termo “diretor”.
  5. Ecomplemento nominal, porque está ligado ao nome “diretor”.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — aposto, explicando o termo “diretor”.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Função sintática de "Leo Pinho": aposto explicativo

Gabarito: letra D. O termo "Leo Pinho" exerce a função de aposto, pois explica, esclarece ou identifica o substantivo anterior "diretor", com o qual mantém relação de equivalência semântica (diretor = Leo Pinho). A presença das vírgulas isolando o nome próprio é a marca típica do aposto explicativo, e não do vocativo, como se lê no trecho: "O diretor de promoção dos direitos da população em situação de rua do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, Leo Pinho, explicou que...".

O comando da questão

A questão pede que se identifique a função sintática de um termo destacado no texto. Isso é uma tarefa de análise sintática, que exige observar a relação do termo com os demais elementos da oração: a que palavra ele se liga, que papel exerce (sujeito, objeto, aposto, vocativo etc.) e que pistas formais (como a pontuação) confirmam essa função. Não se trata de interpretar o sentido global do texto, mas de aplicar a gramática normativa ao trecho específico.

O trecho em análise

No texto, lê-se:

"O diretor de promoção dos direitos da população em situação de rua do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, Leo Pinho, explicou que, desde o começo deste ano (2024), a pasta assumiu as tratativas..."

Aqui, "Leo Pinho" está entre vírgulas, logo após o substantivo "diretor". Essa posição e essa pontuação são características do aposto explicativo: um termo de valor substantivo que reitera, explica ou especifica outro termo da oração, estabelecendo uma relação de identidade (A = B). No caso, "diretor" e "Leo Pinho" referem-se à mesma pessoa; o nome próprio apenas nomeia o cargo mencionado.

A técnica para distinguir aposto de vocativo

A pegadinha central da questão é a presença das vírgulas, que podem isolar tanto o aposto quanto o vocativo. A distinção é semântica e sintática:

  • Aposto: explica, identifica ou resume um termo da própria oração (substantivo, pronome etc.). Pode ser retirado sem prejuízo da estrutura, mas acrescenta informação. Ex.: "O diretor, Leo Pinho, explicou..." — "Leo Pinho" explica quem é o diretor.

  • Vocativo: é um chamamento, uma invocação ao interlocutor, fora da estrutura sintática da oração. Não se liga a nenhum termo; serve para atrair a atenção de quem se fala. Ex.: "Leo Pinho, explique a situação!" — aqui, "Leo Pinho" é vocativo, pois é o destinatário da fala.

No trecho, "Leo Pinho" não é um chamamento; ele identifica o sujeito "diretor". Portanto, é aposto, não vocativo.

Análise das alternativas

Termo entre vírgulas
  • 1Aposto
    • Explica/identifica termo anterior
    • Relação de identidade (A = B)
    • Pode ser retirado sem prejuízo
  • 2Vocativo
    • Chamamento ao interlocutor
    • Fora da estrutura sintática
    • Não se liga a nenhum termo
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto. "Leo Pinho" não é o sujeito da oração. O sujeito de "explicou" é o sintagma "O diretor de promoção dos direitos da população em situação de rua do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania", cujo núcleo é "diretor". "Leo Pinho" é um termo acessório que explica esse sujeito, não o núcleo. A concordância verbal se dá com "diretor", não com "Leo Pinho".

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto. "Leo Pinho" não complementa o verbo "explicou". O verbo "explicar" é transitivo direto e indireto, mas, no trecho, seu objeto é a oração subordinada "que, desde o começo deste ano (2024), a pasta assumiu as tratativas...". "Leo Pinho" está fora do núcleo verbal, funcionando como aposto do sujeito.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: troca de conceito. Embora "Leo Pinho" esteja entre vírgulas, isso não é suficiente para classificá-lo como vocativo. O vocativo é um chamamento ao interlocutor, sem relação sintática com a oração. No trecho, "Leo Pinho" explica o termo "diretor", estabelecendo uma relação de identidade — típica do aposto, não do vocativo.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta. "Leo Pinho" é aposto explicativo do substantivo "diretor". A relação é de equivalência: diretor = Leo Pinho. O aposto vem isolado por vírgulas e pode ser retirado sem comprometer a estrutura da oração, apenas perdendo-se a informação de quem é o diretor. Isso está perfeitamente alinhado à definição de aposto: termo de valor substantivo que explica, esclarece ou desenvolve outro termo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: troca de conceito. "Leo Pinho" não é complemento nominal, pois não completa o sentido de um nome que exija complemento preposicionado. O complemento nominal teria de ser introduzido por preposição e teria valor passivo (ex.: "diretor de promoção" — aqui, "de promoção" é complemento nominal, pois a promoção é algo que se faz, e o diretor é o agente). "Leo Pinho" é um nome próprio que identifica o diretor, sem preposição e sem valor passivo.

Conclusão

A questão testa a distinção entre aposto e vocativo, ambos marcados por vírgulas. A chave é perceber que "Leo Pinho" explica o termo "diretor", estabelecendo identidade, e não é um chamamento. Portanto, a função é de aposto explicativo.

PEGA ESSA DICA!

Ao identificar a função de um termo entre vírgulas, pergunte: ele explica um termo anterior (aposto) ou chama alguém (vocativo)? Se houver relação de identidade, é aposto.

Gabarito: letra D

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