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Questão de Português — Orações Subordinadas Substantivas — Quadrix 2024

PortuguêsOrações Subordinadas Substantivas
Código
qa601065
Banca
Quadrix
Órgão
CRQ 15 (RN)
Ano
2024
Cargo
Aux Adm (CRQ 15)

Nobel de Química 2022 vai para trio que desenvolveu

ferramenta criativa para construção de moléculas

 

Carolyn R. Bertozzi, Morten Meldal e K. Barry Sharpless são os ganhadores do Prêmio Nobel 2022 em Química, anunciou a Academia Real das Ciências da Suécia.

 

Bertozzi e Sharpless são americanos. Meldal é dinamarquês. Até agora, Bertozzi é a única mulher que ganhou um Nobel este ano. Já Sharpless está recebendo o prêmio pela segunda vez (ele já havia recebido a mesma láurea em 2001, por outro trabalho na área).

 

Eles dividirão o prêmio que totaliza 10 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 4,8 milhões).

 

O grupo levou o Nobel pela criação de uma ferramenta criativa para construção de moléculas com o “desenvolvimento da química do clique e da química bioortogonal”.

 

Entre muitas outras aplicações práticas, o trabalho do trio permitiu que tratamentos contra o câncer possam ser mais direcionados, afirmou o comitê do Nobel.

 

Usando essa chamada química do clique, produtos farmacêuticos mais precisos podem ser desenvolvidos, “garantindo que medicamentos possam chegar aos lugares corretos no corpo de pacientes”, afirmou Bertozzi, por telefone, durante a coletiva de imprensa que anunciou o prêmio.

 

As descobertas “lançaram as bases para uma forma funcional da química”, acrescentou o comitê. “Como resultado, a humanidade é a que mais se beneficia".

 

No ano passado, o prêmio de Química foi para dois cientistas que desenvolveram uma ferramenta de construção de moléculas com menor impacto ambiental.

 

Desde 1901, mais de 100 pessoas foram laureadas.

 

A distinção científica só não foi concedida em oito ocasiões: em 1916; 1917; 1919; 1924; 1933; 1940; 1941; e 1942.

 

Até 2021, contudo, das 187 pessoas agraciadas com o Nobel em Química, apenas 7 eram mulheres.

 

Dentre elas, a cientista polonesa Marie Curie, a primeira mulher a ganhar um Nobel.

 

Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

A respeito do texto, julgue o item a seguir.   Na linha, a palavra “que” após “permitiu” é uma conjunção integrante.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

O 'que' após 'permitiu': conjunção integrante

Gabarito: C (Certo). O item está correto porque, no trecho do texto, o "que" após "permitiu" é uma conjunção integrante, que introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta. A prova é a substituição da oração por "isso": "o trabalho do trio permitiu isso" — e "isso" exerce a função de objeto direto do verbo "permitir".

O comando

A questão pede um julgamento Certo/Errado sobre a classificação morfossintática de uma palavra específica no texto. Não se trata de interpretação de conteúdo, mas de análise gramatical contextual: identificar a função do "que" na frase em que aparece. Para isso, é preciso dominar a diferença entre os usos do "que": pronome relativo, conjunção integrante, conjunção causal, partícula expletiva, etc.

O texto e o trecho analisado

No texto, o trecho relevante é:

"o trabalho do trio permitiu que tratamentos contra o câncer possam ser mais direcionados"

Aqui, o "que" liga o verbo "permitiu" à oração "tratamentos contra o câncer possam ser mais direcionados". Essa oração completa o sentido do verbo, respondendo à pergunta: "o que o trabalho permitiu?". Portanto, exerce função de objeto direto — típica de oração subordinada substantiva.

A técnica que decide

O teste clássico para reconhecer a conjunção integrante é substituir a oração iniciada por "que" por isso (ou isto). Se a substituição for possível e mantiver o sentido, o "que" é conjunção integrante. Veja:

  • "o trabalho do trio permitiu que tratamentos contra o câncer possam ser mais direcionados"

  • "o trabalho do trio permitiu isso"

A oração "que tratamentos..." funciona como objeto direto de "permitiu", pois "quem permite, permite algo". Isso confirma que o "que" é conjunção integrante, e não pronome relativo (que retomaria um substantivo antecedente) nem outra classe.

Por que as demais classificações não se aplicam

  • Pronome relativo: o "que" relativo retoma um termo antecedente e exerce função sintática dentro da oração adjetiva. No trecho, não há antecedente — o "que" apenas introduz a oração substantiva, sem função interna.

  • Conjunção causal: o "que" causal teria valor de "porque", o que não ocorre aqui.

  • Partícula expletiva: o "que" expletivo é um realce, sem função sintática, o que não é o caso.

Conclusão

O item está certo: o "que" após "permitiu" é conjunção integrante, pois introduz oração subordinada substantiva objetiva direta, comprovada pela substituição por "isso".

"Que" após "permitiu"
  • 1Conjunção integrante
    • Introduz oração subordinada substantiva
    • Objetiva direta
    • Teste: substituir por "isso"
  • 2Não é
    • Pronome relativo (sem antecedente)
    • Conjunção causal (sem valor de "porque")
    • Partícula expletiva (sem realce)
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PEGA ESSA DICA!

Sempre que a banca perguntar sobre o "que", aplique o teste da substituição por "isso" (conjunção integrante) ou verifique se há antecedente (pronome relativo). Isso resolve a maioria das questões.

Gabarito: C (Certo).

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