Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Termos Integrantes (Objeto Direto e Indireto, Complemento Nominal e Agente da Passiva) — Quadrix 2024

PortuguêsTermos Integrantes (Objeto Direto e Indireto, Complemento Nominal e Agente da Passiva)
Código
qa601073
Banca
Quadrix
Órgão
CAU PE
Ano
2024
Cargo
Aux ( )

Governo federal regulamenta Lei Padre Júlio Lancellotti e confirma canal de denúncias para ‘arquitetura hostil’

Decreto formaliza proposta que proíbe construções feitas para afastar dos espaços livres de uso público pessoas em situação de rua. Levantamento aponta que 242,7 mil pessoas vivem nas ruas no Brasil; capital paulista representa um quarto dessa população

 

O governo federal publica o decreto que regulamenta a chamada Lei Padre Júlio Lancellotti (Lei n.° 14.489/2022). A medida proíbe a aporofobia, por meio da “arquitetura hostil”, contra pessoas em situação de rua em espaços públicos. A regulamentação da Lei está listada no plano para a população em situação de rua, também divulgado após um prazo de 120 dias dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Havia uma previsão que a regulamentação fosse publicada em junho. A tramitação da proposta por vários ministérios, como Direitos Humanos, Cidades e Casa Civil, demorou mais que o esperado. A proposta que ficou conhecida como Lei Padre Júlio Lancellotti proíbe as construções feitas para afastar dos espaços livres de uso público pessoas em situação de rua.

O Ministério dos Direitos Humanos vai criar um canal de denúncias pelo Disque 100, para o envio de imagens e de informações pela população. Entre os exemplos de arquitetura hostil, estão os espetos pontiagudos instalados em fachadas comerciais, pavimentação irregular, pedras ásperas, jatos de água, divisórias em bancos de praças e paradas de ônibus, cercas eletrificadas ou de arame farpado e muros com cacos de vidro.

Pelo cronograma, o governo federal também prevê que, até dezembro de 2024, seja concluído o pacto com os municípios para a adequação ao decreto que regulamenta a Lei e também a destinação de R$ 100 mil para a elaboração de uma cartilha sobre arquitetura hostil a engenheiros, arquitetos e urbanistas.

Um levantamento feito por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com base no CadÚnico, aponta que 242,7 mil pessoas viviam nas ruas no Brasil até outubro deste ano (2024). A capital paulista representa um quarto dessa população, com 59,8 mil pessoas em situação de rua.

Em 2021, o padre Júlio Lancellotti, religioso e coordenador da Pastoral do Povo de Rua de São Paulo, viralizou ao protagonizar uma cena em que tentava quebrar pedras instaladas pela prefeitura de São Paulo embaixo de um viaduto. No mesmo ano, o papa Francisco também denunciou a chamada “arquitetura hostil” contra os mais pobres.

O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. No entanto, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) vetou a proposta, sob o argumento de que ela feria “a liberdade de governança da política urbana”. Depois, no fim do ano passado, o Congresso derrubou o veto, mas a medida ainda depende de regulamentação para ser colocada, de fato, em prática.

O diretor de promoção dos direitos da população em situação de rua do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, Leo Pinho, explicou que, desde o começo deste ano (2024), a pasta assumiu as tratativas e a articulação com outros ministérios, em especial o das Cidades, para regulamentar a Lei.

Em uma segunda etapa, os técnicos estiveram na cidade de São Paulo para ouvir o próprio Padre Júlio e sua equipe, que monitora denúncias de aporofobia, com sugestões sobre caminhos que facilitem o acesso da população e o envio de denúncias de situações de arquitetura hostil, com fotos, vídeos e endereços. Por isso, a decisão de estabelecer um canal para o envio das queixas pelo Disque 100.

Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

Texto para a questão   Na linha 18, a forma verbal “viralizou” classifica‑se como
  1. Abitransitiva.
  2. Bintransitiva.
  3. Ctransitiva direta.
  4. Dtransitiva indireta.
  5. Enão nocional.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — intransitiva.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Transitividade verbal: a classificação de “viralizou”

Gabarito: letra B. A forma verbal “viralizou” classifica-se como intransitiva, pois, no contexto em que aparece, não exige complemento verbal — o sentido se completa apenas com o sujeito e os adjuntos adverbiais. Como se lê no texto: “o padre Júlio Lancellotti... viralizou ao protagonizar uma cena em que tentava quebrar pedras”. O verbo “viralizar” aqui significa “tornar-se viral”, “espalhar-se rapidamente”, e essa ação não recai sobre nenhum objeto; o que se segue (“ao protagonizar...”) é uma oração reduzida de infinitivo com valor adverbial, não um complemento do verbo.

O comando da questão

A questão pede a classificação sintática do verbo quanto à transitividade. Isso é uma tarefa de gramática aplicada ao texto: não basta saber a definição de verbo intransitivo; é preciso analisar o uso da palavra na frase em que está inserida. A transitividade não é uma propriedade fixa do verbo — o mesmo verbo pode ser transitivo em um contexto e intransitivo em outro. Por isso, a banca não pergunta “o que é verbo intransitivo?”, mas “como ‘viralizou’ se classifica na linha 18?”.

O texto e o trecho decisivo

O trecho em questão é:

“Em 2021, o padre Júlio Lancellotti, religioso e coordenador da Pastoral do Povo de Rua de São Paulo, viralizou ao protagonizar uma cena em que tentava quebrar pedras instaladas pela prefeitura de São Paulo embaixo de um viaduto.”

Observe a estrutura: sujeito (“o padre Júlio Lancellotti”) + verbo (“viralizou”) + oração reduzida de infinitivo (“ao protagonizar uma cena...”). A oração “ao protagonizar...” não é objeto direto nem indireto; ela expressa uma circunstância (tempo/causa) e funciona como adjunto adverbial. O verbo “viralizar”, nesse uso, tem sentido completo: quem viraliza, viraliza — a ação se encerra no próprio sujeito. Não há “viralizar algo” nem “viralizar de algo”; há apenas “viralizar”.

A técnica que decide

Para classificar a transitividade, faça a pergunta ao verbo: “viralizou o quê?” ou “viralizou de quê?”. Se não houver resposta natural — se o verbo não pede complemento —, ele é intransitivo. Compare com outros usos: “ele comeu o bolo” (transitivo direto, pois “comeu o quê?” → “o bolo”); “ela gosta de música” (transitivo indireto, pois “gosta de quê?” → “de música”); “ele dormiu” (intransitivo, pois “dormiu o quê?” não faz sentido). “Viralizou” se encaixa no último grupo: a ação é completa em si mesma.

PEGA ESSA DICA!

Ao classificar a transitividade, não olhe para o verbo isolado — olhe para a frase inteira. O mesmo verbo pode mudar de classe conforme o uso. Pergunte sempre: “esse verbo, nesta frase, exige complemento?”.

Análise das alternativas

Transitividade verbal
  • 1Pergunta decisiva
    • "Viralizou o quê?"
    • Sem resposta natural → intransitivo
  • 2Classificações
    • Intransitivo (sentido completo)
    • Transitivo direto (sem preposição)
    • Transitivo indireto (com preposição)
    • Bitransitivo (dois complementos)
  • 3Análise no texto
    • Sujeito + verbo + adjunto adverbial
    • Oração reduzida não é objeto
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Bitransitiva (ou transitiva direta e indireta) é o verbo que exige dois complementos: um objeto direto e um objeto indireto. Exemplo: “entreguei o documento ao chefe”. No trecho, “viralizou” não exige nenhum complemento, muito menos dois. A alternativa extrapola ao atribuir ao verbo uma exigência que não existe no contexto.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Intransitiva é a classificação correta. O verbo “viralizou” tem sentido completo sem complemento: o sujeito pratica a ação e ela se encerra nele. A oração seguinte (“ao protagonizar...”) é um adjunto adverbial de tempo/causa, não um objeto. A resposta está ancorada no texto: a estrutura sintática do trecho não apresenta objeto direto nem indireto para o verbo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Transitiva direta seria o verbo que exige objeto direto (sem preposição). No trecho, não há termo que responda “viralizou o quê?”. A alternativa contradiz o texto ao supor um complemento que não existe na frase.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Transitiva indireta seria o verbo que exige objeto indireto (com preposição). No trecho, não há termo preposicionado que funcione como complemento do verbo. A oração “ao protagonizar...” é adverbial, não objetiva. A alternativa contradiz o texto ao inventar uma regência que o verbo não apresenta nesse uso.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Não nocional é um termo que se aplica à preposição (quando ela é exigida pela regência, sem valor semântico próprio), não ao verbo. A alternativa troca o conceito: confunde a classificação de verbos com a classificação de preposições. O verbo “viralizou” é nocional (tem sentido pleno) e, sintaticamente, intransitivo.

Fechamento

A regra de ouro: transitividade se decide na frase, não no dicionário. Teste cada alternativa perguntando: “o texto autoriza esta classificação?”. Para “viralizou”, a resposta é clara: sem complemento, verbo intransitivo. Essa é a diferença entre decorar definições e aplicar a análise sintática ao texto — habilidade que a banca Quadrix cobra com frequência.

Gabarito: letra B.

Link permanente: /questoes/qa601073