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Questão de Português — Orações Subordinadas Adverbiais — Quadrix 2024

PortuguêsOrações Subordinadas Adverbiais
Código
qa601089
Banca
Quadrix
Órgão
IBICT
Ano
2024
Cargo
Tecno ( )

Por que a coceira dos outros causa repulsa


Sentimos prazer em coçar, mas podemos ter evoluído para evitar aqueles que coçam.


Talvez seja a sensação mais enlouquecedora que existe.


Se você espetar seu dedo, pode simplesmente ignorar a dor. Mas tente ignorar uma coceira voraz. Impossível!


Por que isso acontece?


Até recentemente, os pesquisadores tinham apenas raspado a superfície, com o perdão da expressão, da ciência da coceira. Mas isso está começando a mudar.


Agora, os cientistas sabem que a sensação de coceira é transmitida por uma série de processos e neurônios específicos, o que abre o caminho para toda uma nova série de tratamentos.


Mas, para início de conversa, por que nós nos coçamos?


Acredita‑se que os mamíferos tenham evoluído originalmente a sensação de coceira como uma espécie de reflexo, que os ajuda a expulsar patógenos invasores e evitar substâncias nocivas no ambiente.


Mas, claramente, existe também um aspecto psicológico da coceira que ainda não entendemos totalmente.


Um exemplo é o fenômeno da coceira contagiosa, que ocorre quando as pessoas veem alguém se coçando e começam, subitamente, a sentir coceira.


Em 2011, o professor de dermatologia e médico cientista Gil Yosipovitch, da Escola de Medicina Miller, da Universidade de Miami, nos Estados Unidos, realizou um experimento.


Ele pediu a testemunhas saudáveis e a pessoas com dermatite atópica – um distúrbio que causa coceira crônica – que assistissem a vídeos curtos de pessoas se coçando ou sentadas imóveis. Os participantes receberam uma injeção de histamina (uma substância que causa coceira) ou uma solução salina inerte.


Os dois grupos relataram aumento da coceira, mas o fenômeno foi mais pronunciado entre os pacientes com dermatite atópica – 82% deles relataram aumento da sensação de coceira depois de assistir aos vídeos das pessoas se coçando.


Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

Texto para o item abaixo.   Com relação a aspectos gerais do texto, julgue o item abaixo.   No subtítulo, a construção “para evitar aqueles que coçam” é uma oração subordinada adverbial.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Oração subordinada adverbial final no subtítulo

Gabarito: C (Certo). A construção “para evitar aqueles que coçam” é, sim, uma oração subordinada adverbial final, pois exprime a finalidade da ação de “evoluir” — e isso se prova pela presença da preposição/conjunção “para” + verbo no infinitivo (“evitar”), estrutura típica das orações reduzidas de infinitivo com valor de finalidade. O trecho do subtítulo é: “Sentimos prazer em coçar, mas podemos ter evoluído para evitar aqueles que coçam”.

O comando

A questão pede um julgamento (Certo/Errado) sobre a classificação sintática de um trecho específico do texto. Não se trata de interpretação de sentido, mas de análise sintática: identificar se “para evitar aqueles que coçam” é uma oração subordinada adverbial. Para isso, é preciso reconhecer o conectivo que a introduz e o valor semântico que ela expressa em relação à oração principal.

O texto e o trecho analisado

O subtítulo do texto é: “Sentimos prazer em coçar, mas podemos ter evoluído para evitar aqueles que coçam.” A oração principal é “podemos ter evoluído”. A construção “para evitar aqueles que coçam” está ligada a essa principal pela preposição “para”, que, nesse contexto, introduz uma ideia de finalidade: evoluímos com o objetivo de evitar aqueles que coçam. Essa é a função clássica da oração subordinada adverbial final.

A técnica que decide

Para classificar uma oração subordinada, o primeiro passo é identificar o conectivo e o valor que ele estabelece:

  • Oração subordinada adverbial: introduzida por conjunção subordinativa (causal, temporal, condicional, final etc.) e exerce função de adjunto adverbial — indica circunstância (tempo, causa, finalidade, condição...).

  • Oração subordinada adjetiva: introduzida por pronome relativo (que, o qual, cujo, onde) e exerce função de adjunto adnominal — caracteriza um substantivo.

No trecho, há duas orações diferentes:

  1. “para evitar aqueles que coçam” — a oração inteira é adverbial final, pois “para” + infinitivo expressa finalidade. É uma oração reduzida de infinitivo (não traz conjunção explícita, mas a preposição “para” cumpre esse papel).

  2. “que coçam” — dentro dessa oração, há uma oração subordinada adjetiva restritiva, introduzida pelo pronome relativo “que”, que caracteriza “aqueles”.

A banca pergunta especificamente sobre a construção “para evitar aqueles que coçam” como um todo — e ela é, de fato, uma oração subordinada adverbial final.

Oração subordinada
  • 1Adverbial final
    • Conectivo: "para" + infinitivo
    • Valor: finalidade (para quê?)
    • Ex.: "para evitar aqueles que coçam"
  • 2Adjetiva restritiva
    • Conectivo: pronome relativo "que"
    • Valor: caracteriza substantivo
    • Ex.: "que coçam"
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Análise da alternativa

C) Certo — ✅ CorretaGABARITO

A afirmativa está correta. A construção “para evitar aqueles que coçam” é uma oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo. O conectivo “para” introduz a ideia de finalidade — responde à pergunta “para quê?”: evoluímos para evitar aqueles que coçam. Veja a estrutura:

“Sentimos prazer em coçar, mas podemos ter evoluído para evitar aqueles que coçam.”

A oração “para evitar aqueles que coçam” modifica o verbo “evoluído”, indicando o objetivo da ação — exatamente o que caracteriza uma oração subordinada adverbial final. A presença do verbo no infinitivo (“evitar”) confirma que se trata de uma oração reduzida, e a preposição “para” é o conectivo que estabelece a relação de finalidade.

E) Errado — ❌ Incorreta

A afirmativa está errada porque nega exatamente o que o texto e a gramática confirmam. Quem marca “Errado” provavelmente confundiu a oração “que coçam” (adjetiva restritiva, introduzida por pronome relativo) com a oração “para evitar aqueles que coçam” (adverbial final). A banca explora essa confusão: o trecho contém uma oração adjetiva dentro da oração adverbial, mas a construção inteira é adverbial final.

NÃO CAIA NESSA!

A banca aposta na confusão entre oração adjetiva (introduzida por pronome relativo “que”) e oração adverbial (introduzida por conjunção/preposição “para”). O “que coçam” é adjetiva, mas a oração “para evitar aqueles que coçam” é adverbial final — não se deixe enganar pela presença do “que” dentro dela.

PEGA ESSA DICA!

Para classificar uma oração, identifique primeiro o conectivo e o valor que ele estabelece. “Para” + infinitivo = finalidade (adverbial final). “Que” + verbo = adjetiva (se referir a substantivo).

Conclusão

A construção “para evitar aqueles que coçam” é uma oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo, pois exprime a finalidade da ação de “evoluir”. Portanto, o item está Certo.

Gabarito: C (Certo).

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