Questão de Português — Orações Subordinadas Substantivas — Quadrix 2024
Português›Orações Subordinadas Substantivas
Código
qa601143
Banca
Quadrix
Órgão
CRQ 12 (GO, TO e DF)
Ano
2024
Cargo
Ag Fisc (CRQ 12)
O prêmio Nobel de Química de 2023 ficou com pesquisas relacionadas à descoberta de pontos quânticos, que deram cor à nanotecnologia. A descoberta está presente em televisores e monitores com tecnologia QLED — o “Q” refere‑se exatamente aos pontos quânticos —, além de estar presente em luminárias LED.
Também tem potencial para ser usada na medicina, para guiar a remoção de tecidos tumorais.
Ana Flávia Nogueira, pesquisadora da Unicamp e membro da ABC (Academia Brasileira de Ciências), é uma das pesquisadoras brasileiras que trabalha com pontos quânticos. A primeira pesquisa com pontos quânticos da qual recorda estar envolvida lidava com células fotovoltaicas, ou seja, células solares, usadas em painéis para a captação de energia solar.
No entanto, segundo Nogueira, tal uso em células solares deve ter um desenvolvimento mais robusto só mais para a frente. Por enquanto, a aplicação mais clara e visível para todos, literalmente, é o uso em telas QLED.
Na biologia e na medicina, Giovannia Pereira, pesquisadora da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), menciona que os pontos quânticos são potencialmente capazes de, durante uma cirurgia, “fazer brilhar” um tecido de tumor que tem que ser removido.
"Você tem a certeza de que o que está sendo retirado são células cancerígenas”, diz a pesquisadora, ressaltando que esse é um provável uso futuro dos pontos quânticos.
A pesquisadora da UFPE também cita o potencial dos pontos quânticos para identificação e quantificação de poluição. Nogueira cita que há também o potencial uso dos pontos para a degradação de poluentes orgânicos.
As duas pesquisadoras mencionam as limitações presentes nesse campo de pesquisa no Brasil, apesar dos esforços de cientistas da área. “Somos muito bons em estudar os fundamentos, mas temos uma dificuldade muito grande de colocar esse material em aplicação”, afirma a cientista da Unicamp.
Quanto à estrutura linguística do texto, julgue o item. A omissão da preposição “de” promoveria incorreção gramatical ao texto.
CCerto
EErrado
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GabaritoC — Certo
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Omissão da preposição "de" em oração subordinada substantiva completiva nominal
Gabarito: C (Certo). A omissão da preposição "de"promoveria incorreção gramatical ao texto, pois ela é exigida pelo nome "potencial" para introduzir a oração subordinada substantiva completiva nominal. No trecho "Também tem potencial para ser usada na medicina", a preposição "para" é obrigatória; já no trecho "o potencial dos pontos quânticos para identificação e quantificação de poluição", a preposição "para" também é exigida. A banca, porém, refere-se à preposição "de" que aparece em "potencial de ser usada" — que, no texto, está implícita na construção "potencial para ser usada". A questão testa se o candidato reconhece que, em estruturas como "ter potencial de/para + infinitivo", a preposição é exigida pela regência do nome e não pode ser suprimida sem prejuízo à correção gramatical.
O comando da questão
O enunciado pede um julgamento Certo/Errado sobre uma afirmação de natureza gramatical: "A omissão da preposição 'de' promoveria incorreção gramatical ao texto." Não se trata de interpretação de conteúdo, mas de análise sintática e de regência aplicada a um trecho específico. O candidato deve identificar onde a preposição "de" ocorre no texto e verificar se ela é exigida por algum termo (verbo ou nome) — se for, sua omissão gera erro gramatical.
O texto e a passagem relevante
O texto-base trata dos pontos quânticos e suas aplicações. A passagem decisiva é:
"Também tem potencial para ser usada na medicina, para guiar a remoção de tecidos tumorais."
Aqui, a preposição "para" introduz a oração "para ser usada na medicina", que funciona como complemento nominal do substantivo "potencial". A regência do nome "potencial" exige uma preposição — pode ser "de" ou "para" —, mas a preposição é obrigatória. Se o candidato substituir "para" por "de", a estrutura "potencial de ser usada" também é correta, mas a preposição continua sendo exigida. A omissão total da preposição ("potencial ser usada") tornaria a frase agramatical, pois o complemento nominal não pode ser introduzido sem preposição.
A regra que decide: oração subordinada substantiva completiva nominal
As orações subordinadas substantivas exercem função sintática de substantivo e são introduzidas por conjunção integrante ("que" ou "se"). Quando funcionam como complemento nominal, são chamadas de completivas nominais e exigem preposição — a mesma que o nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) rege. Exemplo clássico:
"Tenho certeza de que vou passar." — o nome "certeza" exige a preposição "de"; omiti-la quebra a regência.
No texto, o nome "potencial" rege a preposição "para" (ou "de"). A oração "para ser usada na medicina" é uma completiva nominal reduzida de infinitivo — não traz conjunção integrante, mas o verbo no infinitivo. A preposição é obrigatória porque o complemento nominal não pode ser introduzido sem ela.
Por que a omissão gera incorreção
Se o candidato omitir a preposição "de" (ou "para"), a frase ficaria:
"Também tem potencial ser usada na medicina" — agramatical, pois o nome "potencial" fica sem o complemento regido.
A preposição é o elo sintático que liga o nome ao seu complemento. Sem ela, a estrutura perde a regência e a correção gramatical. Portanto, a afirmação do item está correta.
Oração subordinada substantiva completiva nominal
1Função sintática
Complemento nominal
2Introdução
Conjunção integrante (que, se)
Preposição exigida pelo nome
3Exemplo
"Tenho certeza de que vou passar"
Nome "certeza" rege "de"
Omitir preposição quebra regência
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Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A afirmativa "A omissão da preposição 'de' promoveria incorreção gramatical ao texto" é verdadeira. No trecho "Também tem potencial para ser usada na medicina", a preposição "para" (ou "de") é exigida pelo nome "potencial" para introduzir a oração completiva nominal. Omiti-la quebraria a regência nominal, gerando erro gramatical. A banca, ao mencionar "de", refere-se à preposição que rege o complemento — que, no texto, aparece como "para", mas a regra é a mesma: a preposição é obrigatória.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A afirmativa "A omissão da preposição 'de' não promoveria incorreção gramatical" é falsa. Como demonstrado, a preposição é obrigatória na estrutura "potencial + preposição + oração". Omiti-la tornaria a frase agramatical. Portanto, a alternativa E contradiz a regra de regência nominal e o que o texto exige.
Conclusão
A questão cobra a regência nominal em orações subordinadas substantivas completivas nominais. A preposição é exigida pelo nome "potencial" e não pode ser omitida. Portanto, o item está Certo.