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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — Quadrix 2024

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
qa601204
Banca
Quadrix
Órgão
COREN PR
Ano
2024
Cargo
Adm ( )

O aumento da expectativa de vida e da incidência de doenças crônicas, como o câncer, é responsável por grande parte dos óbitos em todo o mundo. Dados da Global Cancer Statistics de 2020 mostram que ocorreram naquele ano 19,3 milhões de novos casos e quase 10 milhões de óbitos decorrentes dessa patologia. Por ser crônico‑degenerativo, o câncer evolui lentamente em alguns casos e de forma rápida em outros, constituindo‑se como a segunda maior causa de morte no Brasil, atrás somente de doenças cardiovasculares.


Fatores inerentes ao câncer, como dor, sofrimento e morte, evidenciam a importância da qualidade do cuidado prestado ao paciente quanto às suas necessidades físicas, psicológicas, sociais e espirituais. Estima‑se que cerca de 20 milhões de pessoas precisem de cuidados paliativos no fim da vida em todo o mundo; entretanto, ainda se carece de profissionais bem qualificados para lidar com essa demanda, que se tornou um dos grandes assuntos da saúde pública.


Nesta perspectiva, “cuidado paliativo” é a assistência que visa proporcionar qualidade de vida ao paciente e à sua família, de modo a buscar atenuar problemas e sintomas com tratamentos que têm por objetivo aliviar o sofrimento. Torna‑se, portanto, fundamental o cuidado humanizado, integral e individual não só do enfermo, mas também de seus familiares em período de luto, para que este seja vivenciado e acompanhado por profissionais.


Cuidados paliativos promovem qualidade de vida a pacientes acometidos por doença que não responde a tratamento, ou seja, sem possibilidades terapêuticas. Essa abordagem busca proporcionar bem‑estar a doentes e familiares, prevenindo e aliviando sofrimento ao identificar, avaliar e tratar dor e outros problemas de natureza física, psicossocial e espiritual. Para mitigar sintomas relacionados ao quadro clínico do paciente, o cuidado paliativo se apresenta como elemento fundamental na ampliação da assistência e na melhora da sua qualidade, sem violar direitos e objetivos do enfermo, cuja autonomia, valores e desejos devem ser considerados no planejamento e na concretização do cuidado.


Internet: <www.scielo.br> (com adaptações).

Texto para o item.

 

Com base na estrutura linguística do texto e em sua tipologia, julgue o item a seguir.

 

a substituição da expressão “se carece” por falta, com a concomitante omissão da preposição “de”, manteria a correção gramatical e a coerência do texto.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita de frases: “se carece” × “falta” e a regência do verbo

Gabarito: E (Errado). A substituição de “se carece” por “falta”, com a omissão da preposição “de”, quebraria a correção gramatical do período, porque alteraria a estrutura sintática da oração: o sujeito passaria a ser “profissionais bem qualificados”, exigindo a forma “faltam” (plural), e não “falta”. A passagem original é “ainda se carece de profissionais bem qualificados”, em que “se” é índice de indeterminação do sujeito e “de profissionais” é objeto indireto; na reescrita proposta, “falta” ficaria no singular com sujeito plural, gerando erro de concordância verbal.

O comando

A questão pede que se julgue (Certo/Errado) se a substituição de “se carece” por “falta”, com a omissão da preposição “de”, manteria a correção gramatical e a coerência do texto. Trata-se de uma questão de reescritura de frases — o foco está na regência verbal e na concordância, não no sentido. O comando exige que você verifique se a nova estrutura é gramaticalmente válida e se o sentido é preservado.

O texto e a estrutura original

No segundo parágrafo, lê-se:

“Estima‑se que cerca de 20 milhões de pessoas precisem de cuidados paliativos no fim da vida em todo o mundo; entretanto, ainda se carece de profissionais bem qualificados para lidar com essa demanda”

A expressão “se carece” é formada pelo pronome apassivador/indeterminador “se” + verbo “carecer”. O verbo carecer é transitivo indireto: quem carece, carece de algo. Assim, “de profissionais bem qualificados” é o objeto indireto (complemento verbal regido pela preposição “de”). O sujeito é indeterminado (não se sabe quem carece).

A técnica: o que muda com a substituição

Ao substituir “se carece” por “falta” e omitir a preposição “de”, a frase ficaria:

“ainda falta profissionais bem qualificados”

Aqui está o problema: o verbo faltar, nesse contexto, concorda com o sujeito “profissionais bem qualificados” (que está no plural). A forma correta seria “faltam” (plural). Além disso, a omissão da preposição “de” transforma “profissionais” em sujeito do verbo “faltar”, e não mais objeto indireto. Portanto, a reescrita proposta não mantém a correção gramatical — há erro de concordância verbal.

Análise da alternativa

Reescrita: "se carece" → "falta"
  • 1Original
    • "se" = indeterminação do sujeito
    • "carecer" = transitivo indireto
    • "de profissionais" = objeto indireto
  • 2Reescrita proposta
    • "falta" (singular) + "profissionais" (plural)
    • Erro de concordância verbal
    • Forma correta: "faltam"
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Alternativa E — ❌ Errado ⟵ GABARITO

A afirmação está errada. A substituição de “se carece” por “falta”, com a omissão da preposição “de”, não manteria a correção gramatical. Vejamos:

  • Original: “ainda se carece de profissionais bem qualificados” — sujeito indeterminado, verbo “carecer” (transitivo indireto) + objeto indireto “de profissionais”.

  • Reescrita: “ainda falta profissionais bem qualificados” — o verbo “faltar” passa a ter como sujeito “profissionais bem qualificados” (plural), exigindo a forma “faltam”.

A forma “falta” (singular) com sujeito plural é um erro de concordância verbal. Portanto, a reescrita não é gramaticalmente correta.

PEGA ESSA DICA!

Ao reescrever frases, identifique a função sintática dos termos. Se o verbo muda de transitivo indireto (carecer de) para intransitivo/transitivo direto (faltar), o termo que era objeto indireto pode virar sujeito — e a concordância muda. Teste sempre: “quem falta? Os profissionais” → “faltam os profissionais”.

Conclusão

A banca testa se o candidato percebe que a substituição altera a estrutura sintática e, consequentemente, a concordância verbal. A forma correta seria “faltam”, não “falta”. Portanto, a assertiva está errada.

Gabarito: letra E (Errado).

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