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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — Quadrix 2024

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
qa601336
Banca
Quadrix
Órgão
CRO ES
Ano
2024
Cargo
AAd ( )

A gravidez é um momento de muitas dúvidas por parte da gestante, tanto com relação a ela quanto com relação ao bebê. Cuidar da saúde, de maneira geral, é fundamental para a mãe e para a criança, mas a saúde bucal, especialmente, é muito importante neste momento.

Os cuidados com a saúde bucal da mulher grávida são os mesmos de qualquer outra pessoa, mas é preciso se atentar a algumas questões específicas. Quem garante é a professora Mariana Minatel Braga Fraga, da Faculdade de Odontologia da USP: “É preciso focar no controle da dieta e na higiene bucal, para evitar a cárie e a doença periodontal, comuns durante a gestação”, explica a professora. Essas doenças são comuns na gravidez, porque as gestantes costumam se alimentar mais, principalmente de alimentos doces, segundo Mariana.

É comum que os dentes da mulher sofram algumas alterações durante o período de gestação, mas a professora ressalta que esses problemas não têm relação com a gravidez em si. Segundo Mariana, os dentes estão sempre passando por desmineralização e remineralização, processos que ocorrem naturalmente, e não em função da gravidez. “Um desequilíbrio nesses processos, causado pelo biofilme presente sobre a superfície dos dentes, leva a alterações. Na gravidez, isso acontece porque a grávida come mais vezes, especialmente alimentos açucarados.”.

Diferentemente do que muitos pensam, a gravidez não enfraquece os dentes, garante Mariana. Essa história “não passa de um mito”, ressalta. Ela ainda destaca que “o bebê não rouba o cálcio ou os minerais do dente da mãe”. A explicação, diz a professora, é que a gestante tem cárie pela alteração nos hábitos alimentares e pelo consequente processo de desmineralização e remineralização.

Internet: <www4.fo.usp.br> (com adaptações).

Texto para o item.   Com base nas ideias do texto, julgue o item a seguir. A fala “não passa de um mito”, da professora Mariana, consiste em uma crítica às pessoas que acreditam que a gravidez enfraquece os dentes.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A fala “não passa de um mito” e a crítica às pessoas

Gabarito: E (Errado). A assertiva extrapola o texto: a fala da professora Mariana nega uma crença popular (a de que a gravidez enfraquece os dentes), mas não contém qualquer crítica às pessoas que acreditam nisso. O texto apenas registra a opinião da professora de que essa ideia é um mito, sem julgamento moral ou ataque a quem pensa diferente. Como se lê no 4º parágrafo: “Diferentemente do que muitos pensam, a gravidez não enfraquece os dentes, garante Mariana. Essa história ‘não passa de um mito’, ressalta.”

O comando: o que a banca pede

O enunciado pede que se julgue, com base nas ideias do texto, se a fala “não passa de um mito” consiste em uma crítica às pessoas que acreditam que a gravidez enfraquece os dentes. Trata-se de uma questão de compreensão (o que está escrito) com um toque de inferência (o que se pode deduzir). A palavra-chave é “crítica”: o texto autoriza essa leitura? Não. O texto apenas contesta uma crença, não critica as pessoas que a sustentam.

O texto: o que a professora realmente diz

O texto é informativo e cita a professora Mariana para esclarecer mitos sobre a saúde bucal na gravidez. No 4º parágrafo, lê-se:

“Diferentemente do que muitos pensam, a gravidez não enfraquece os dentes, garante Mariana. Essa história ‘não passa de um mito’, ressalta.”

A expressão “não passa de um mito” é uma avaliação sobre a ideia (a crença de que a gravidez enfraquece os dentes), não sobre as pessoas que acreditam nela. A professora está corrigindo uma informação falsa, não atacando quem a repete. Não há no texto nenhum adjetivo negativo, nenhuma ironia, nenhum verbo de acusação dirigido aos “muitos” que pensam assim.

A técnica: inferência legítima × extrapolação

Aqui vale a distinção entre inferência legítima e extrapolação. Inferir é deduzir algo que o texto obriga a concluir, com base em pistas. Extrapolar é acrescentar uma ideia que não está no texto, mesmo que pareça plausível. A assertiva faz exatamente isso: ela acrescenta a ideia de “crítica às pessoas”, que não está em nenhuma passagem. O texto diz que a crença é um mito; não diz que quem acredita merece crítica. Portanto, a assertiva vai além do que o texto autoriza.

Análise da assertiva

Assertiva — ❌ Errada

A assertiva afirma que a fala “consiste em uma crítica às pessoas que acreditam que a gravidez enfraquece os dentes”. O texto, porém, limita-se a negar a crença, sem qualquer juízo sobre os que a sustentam. A palavra “crítica” é o termo que inverte o sentido: o texto contesta uma ideia, não ataca pessoas. A banca usa a extrapolação como armadilha: o candidato pode achar que “desmentir um mito” implica criticar quem acredita nele, mas isso é uma opinião pessoal que o texto não externa.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer você confundir negar uma crença com criticar as pessoas que a têm. O texto não autoriza essa segunda leitura.

Conclusão

A assertiva está errada porque extrapola o conteúdo do texto. A fala da professora é uma contestação de uma ideia, não uma crítica a pessoas. Para acertar questões assim, pergunte-se: o texto autoriza essa conclusão, ou estou acrescentando algo de fora? Se a resposta for “estou acrescentando”, a alternativa está errada.

Gabarito: E (Errado).

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