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Questão de Português — Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) — Quadrix 2024

PortuguêsRegência Nominal e Verbal (Casos Gerais)
Código
qa601486
Banca
Quadrix
Órgão
CRP 14 (MS)
Ano
2024
Cargo
SGer ( )

O que um psicólogo descobriu estudando segredos das pessoas por uma década


Michael Slepian é autor de ‘The Secret Life of Secrets’ (‘A Vida Secreta dos Segredos’, em tradução livre), resultado de uma década pedindo às pessoas que contassem a ele as verdades que guardavam para si mesmas.


“Nada pesa tanto quanto um segredo”, escreveu o fabulista francês Jean de la Fontaine, já no século 17.


Esta metáfora é repetida de diversas formas por muitos outros escritores. E foi o ponto de partida para uma pesquisa que levou uma década, realizada pelo psicólogo Michel Slepian, da Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos.


Ele visualizou os aspectos mais profundos da vida de cerca de 50 mil pessoas de 26 países.


“Meus estudos originais questionavam se as pessoas realmente pensavam desta forma”, declarou Slepian à BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol da BBC.


“E, de fato, quando pensavam nos segredos, elas demonstravam uma sensação de carga. Davam o mesmo tipo de resposta de alguém que carrega peso físico.”


Para se aprofundar no tema, o pesquisador procurou literatura científica sobre os segredos e percebeu “que, na realidade, não sabíamos nada”.

 

A questão não é que o assunto não tivesse sido abordado, mas sim que “os psicólogos simplesmente presumiram que sabiam como eram os segredos, e os recriaram em laboratório, em vez de olhar como eles eram no mundo real”.


“Não tínhamos respostas satisfatórias para algumas das perguntas mais básicas, como quais segredos as pessoas guardam, com que frequência elas os conservam e o que acontece quando um segredo vem à mente”, afirma Slepian.


Ele se propôs então a encontrar essas respostas.
Mas, para começar, havia uma pergunta básica que precisava ser respondida.

 

O que é um segredo?


Parece fácil, mas não é. Existem muitas coisas sobre as quais não falamos, mas todas elas são segredos?


“Existe todo tipo de pensamento e experiência que tivemos e que as pessoas não sabem, mas isso não significa que sejam segredos”, diz o pesquisador.


Há assuntos que você só confiaria ao círculo mais próximo ou que não discutiria em certos espaços, “mas isso tem mais a ver com a noção de privacidade”.


Para Slepian, que é autor do livro The Secret Life of Secrets (“A vida secreta dos segredos”, em tradução livre), o que diferencia um segredo é a intenção.


“Defino o segredo como a intenção de reter informações de uma ou mais pessoas”, explica.


Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

Texto para o item.

 

A respeito do texto, julgue o item.

 

Se, no trecho “que, na realidade, não sabíamos nada”, a forma verbal “sabíamos“ fosse substituída pela expressão ter conhecimento, com o verbo na mesma conjugação, deveria ser inserida uma preposição por antes de “nada”.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Regência verbal: substituição de “sabíamos” por “ter conhecimento”

Gabarito: E (Errado). A afirmação está incorreta porque, ao substituir “sabíamos” por “ter conhecimento”, a preposição exigida é “de”, e não “por”. O verbo “saber” é transitivo direto (não exige preposição), enquanto a locução “ter conhecimento” rege a preposição “de”. Portanto, a reescritura correta seria “não tínhamos conhecimento de nada”, e não “por nada”.

O comando pede que se julgue a necessidade de inserir a preposição “por” antes de “nada” após a substituição. Trata-se de uma questão de regência verbal aplicada a um trecho do texto. Para resolver, é preciso conhecer a transitividade dos verbos envolvidos: “saber” e “ter conhecimento”.

No trecho original, “não sabíamos nada”, o verbo “saber” é transitivo direto, ou seja, seu complemento (“nada”) é um objeto direto, sem preposição. Já a locução “ter conhecimento” é transitiva indireta, exigindo a preposição “de” antes do complemento. Assim, a reescritura correta seria “não tínhamos conhecimento de nada”. A preposição “por” não é adequada, pois não é regida por essa locução.

A banca explora a confusão entre verbos que mudam de regência conforme o sentido. “Saber” e “ter conhecimento” são sinônimos nesse contexto, mas possuem regências diferentes. É essencial verificar a transitividade de cada verbo antes de reescrever o trecho.

Regência: saber → ter conhecimento
  • 1Saber
    • Transitivo direto
    • Sem preposição
  • 2Ter conhecimento
    • Transitivo indireto
    • Exige "de"
    • "por" é inadequado
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Alternativa C — ❌ Incorreta

A afirmação de que se deve inserir “por” antes de “nada” está errada. A preposição correta é “de”, pois “ter conhecimento” exige “de”. O trecho reescrito seria: “não tínhamos conhecimento de nada”. A banca trocou a preposição, induzindo ao erro.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A afirmação é falsa, pois a preposição exigida é “de”, não “por”. Portanto, o item está errado, conforme o gabarito oficial.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre “saber” (transitivo direto) e “ter conhecimento” (transitivo indireto, exige “de”), levando o candidato a aceitar “por” sem verificar a regência.

PEGA ESSA DICA!

Ao substituir um verbo por outro, verifique sempre a transitividade do novo verbo. “Saber” não exige preposição; “ter conhecimento” exige “de”.

Gabarito: letra E.

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