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Questão de Português — Outras Questões de Português e Questões Mescladas (Interpretação de Textos ou Gramática) — Quadrix 2024

PortuguêsOutras Questões de Português e Questões Mescladas (Interpretação de Textos ou Gramática)
Código
qa601801
Banca
Quadrix
Órgão
CFP
Ano
2024
Cargo
Tec Adm ( )

Usualmente toma‑se como justificativa para a saída dos jovens da escola as dificuldades econômicas familiares, que obrigam o jovem a exercer alguma atividade remunerada para auxiliar no orçamento doméstico.


É óbvio que, em um país de desigualdades como o Brasil, no qual muitas famílias vivem em condições de miséria, há grande probabilidade de um jovem se ver obrigado a buscar meios de subsistência, em detrimento da continuidade de sua vida escolar. Essa é uma situação incontestável, mas será que a evasão escolar pode ser reduzida a esse contexto? Há uma relação biunívoca entre necessidades econômicas e evasão escolar?


Ao lidarmos com a inclusão escolar de pessoas com algum tipo de deficiência, também nos deparamos com a retirada dessas pessoas da escola, muitas vezes ainda na infância, e isso ocorre com base em justificativas que passam longe das causas econômicas.


Observamos que os envolvidos no processo, educadores e família, muitas vezes não enxergam a necessidade de permanência desses jovens na escola, já que eles não aprendem como os demais. Constatamos, assim, que características pessoais também têm sido impedimento para que o direito à educação seja desfrutado.


Apesar da legislação e das inúmeras pesquisas acadêmicas sobre a inclusão, na prática encontramos enormes dificuldades em implantá‑la. E as justificativas são as mais variadas: “esta não é a escola mais adequada para esse aluno”; “eu não sei como ensinar a ele”; “ele
veio sem diagnóstico”; “ele é muito limitado e, ao mesmo tempo, é tão esperto que só faz o que quer”; “ele já está muito grande para ficar na escola” – e há diversas outras.


Ao refletirmos sobre as causas da evasão escolar, nos deparamos com questões relativas aopreconceito. Devemos discutir, então, a partir dessa constatação, se a saída dos jovens da escola não se deve, em alguma medida, a concepções ideológicas que minimizam a importância e a necessidade de escola para quem possui diferenças em relação à normalidade e à expectativa vigentes.


Internet: <www.proceedings.scielo.br> (com adaptações).

Leia o texto para responder a questão abaixo.   Com base nas estruturas linguísticas e no vocabulário empregados no texto, julgue o item seguinte.   O emprego do sinal indicativo de crase no “a” que antecede a palavra “buscar”  manteria a correção gramatical do texto.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crase antes de verbo: por que o acento grave é impossível

Gabarito: E (Errado). O emprego do sinal indicativo de crase no “a” que antecede “buscar” não manteria a correção gramatical, pois crase é a fusão de preposição “a” + artigo definido feminino “a”, e antes de verbo não há artigo — logo, não há o que fundir. No trecho do texto, o “a” é apenas a preposição exigida pela regência de “obrigam” (quem obriga, obriga a algo), e o verbo “buscar” está no infinitivo, funcionando como complemento. Como se lê no 1º parágrafo:

“as dificuldades econômicas familiares, que obrigam o jovem a exercer alguma atividade remunerada”

A estrutura é idêntica: “obrigam o jovem a buscar” — o “a” é preposição, não artigo. Colocar crase aí seria um erro grave de regência e de crase.

O comando da questão

O enunciado pede um julgamento de correção gramatical sobre uma reescritura hipotética: “O emprego do sinal indicativo de crase no ‘a’ que antecede a palavra ‘buscar’ manteria a correção gramatical do texto?”. Isso é uma questão de gramática aplicada ao texto, não de interpretação. A tarefa é testar se a inserção do acento grave é gramaticalmente possível — e a resposta é não, porque a crase exige a presença de um artigo feminino, o que não ocorre antes de verbo.

A regra que decide: crase = preposição + artigo

A crase é a fusão de duas vogais idênticas: a preposição “a” (exigida por um termo anterior) + o artigo definido feminino “a” (que antecede um substantivo feminino). Para haver crase, é preciso que ambos estejam presentes. Antes de verbo no infinitivo, não há artigo — o verbo não é substantivo, não admite artigo definido feminino. Portanto, o “a” que precede “buscar” só pode ser preposição, e crase é impossível.

No texto, o verbo “obrigar” rege a preposição “a”: quem obriga, obriga a alguma coisa. O complemento é uma oração reduzida de infinitivo: “obrigam o jovem a buscar meios de subsistência”. O “a” é preposição pura, sem artigo. Escrever “à buscar” seria um erro duplo: além de não haver artigo, a preposição “a” sozinha não recebe acento grave.

A pegadinha da banca

A banca Quadrix adora testar se o candidato sabe que crase não ocorre antes de verbo. Muitos alunos, ao verem “a” antes de um verbo, pensam automaticamente em crase — mas a regra é clara: nunca há crase antes de verbo, pois não há artigo definido feminino. A pegadinha aqui é a associação automática: o “a” parece pedir acento, mas a análise sintática mostra que é apenas preposição.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre “a” preposição e “a” artigo. Antes de verbo, o “a” é sempre preposição — crase é impossível.

1Fusão: preposição "a" + artigo "a"
2Antes de verbo
Não há artigo
Crase impossível
3No texto
"a" é preposição (regência de "obrigar")
"à buscar" é erro
Crase
LEVELsoulevel.com.br
Crase: Fusão: preposição "a" + artigo "a"; Antes de verbo (Não há artigo, Crase impossível); No texto ("a" é preposição (regência de "obrigar"), "à buscar" é erro)

Análise das alternativas

Alternativa C — ❌ Incorreta

A afirmativa de que o emprego da crase manteria a correção gramatical é falsa. Como demonstrado, o “a” antes de “buscar” é preposição exigida por “obrigam”, e não há artigo definido feminino. Inserir o acento grave criaria uma forma inexistente — “à buscar” —, o que viola a regra de crase. A alternativa contradiz a norma gramatical.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A afirmativa de que o emprego da crase não manteria a correção gramatical é correta. O “a” que antecede “buscar” é preposição (regência de “obrigar”), e antes de verbo não há crase. Portanto, a inserção do acento grave tornaria o texto incorreto. A alternativa está inteiramente sustentada pela regra de crase e pela estrutura do trecho.

Conclusão

A questão se resolve com uma pergunta simples: há artigo definido feminino antes de “buscar”? Não — há apenas preposição. Sem artigo, não há crase. A banca testa exatamente esse raciocínio: crase antes de verbo é sempre erro. Fique atento: sempre que vir “a” antes de verbo no infinitivo, pergunte-se se há artigo — se não houver, o acento grave é proibido.

Gabarito: letra E.

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