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Questão de Português — Fonética (Fonemas, Dígrafos, Encontros Consonantais, Vocálicos). Separação Silábica — INSTITUTO AOCP 2024

PortuguêsFonética (Fonemas, Dígrafos, Encontros Consonantais, Vocálicos). Separação Silábica
Código
qa601844
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Pref Recife
Ano
2024
Cargo
Nutri Esc ( )

O poder da música no coração: como ela interfere na saúde cardiovascular?

 

Paulo Chaccur

 

A música é tida por muitas pessoas como uma fonte de diversão, inspiração e entretenimento. No entanto, ela tem uma atuação que vai muito além disso. Você já teve a sensação de ouvir uma canção, e ela tocar diretamente o seu coração? Estudos indicam que certas composições são capazes de despertar sentimentos e emoções, e, assim, interferir positivamente no funcionamento do nosso sistema cardiovascular. [...] E isso acontece ao ouvir música, tocar um instrumento ou cantar mesmo informalmente, no carro ou no chuveiro.

 

Por que e como isso ocorre?

 

Quando pensamos na ativação provocada por uma música, a primeira ligação que geralmente fazemos é com o sistema auditivo. Entretanto, uma canção que gostamos, seja qual for o estilo musical, é capaz de acionar várias partes do cérebro, incluindo áreas responsáveis pelo movimento, pela linguagem, pela atenção e estado de alerta, pela memória, pelas sensações e pelo centro de recompensa.

 

A música tem potencial para estimular ou inibir o sistema nervoso autônomo (SNA), modulando os sentimentos e as emoções. Isso ocorre a partir da liberação de neurotransmissores, como a dopamina, hormônio relacionado ao prazer e à motivação, e a serotonina, substância considerada um antidepressivo natural, capaz de melhorar o humor, controlar a ansiedade e reduzir a sensação de solidão.

 

Pesquisas revelam ainda que os níveis de ocitocina hormônio associado à empatia, confiança e construção de relacionamentos na corrente sanguínea ficam elevados quando pessoas cantam juntas. Tudo isso mesmo em canções tristes ou melancólicas. Nesses casos, a explicação é que certas composições podem nos conectar com o artista em questão e com a mensagem que ele transmite. É como se aquela pessoa entendesse e conseguisse dar voz ao que estamos sentindo, o que gera uma sensação de pertencimento e conforto. (...)

 

1. Redução do estresse

 

(...) As canções, especialmente as suaves e calmas, ajudam a promover um estado de relaxamento o aumento da atividade do sistema nervoso parassimpático compensa a resposta de "luta ou fuga" do simpático, associado ao estresse. [...]

 

2. Alteração da frequência cardíaca

 

(...) Uma canção lenta e tranquilizante pode diminuir a frequência cardíaca (e o contrário também ocorre) e, dessa forma, interferir positivamente na pressão arterial, ajudando a manter seus níveis dentro do que é considerado saudável - à medida que o coração bate mais devagar, próximo de um ritmo normal, há menos pressão sobre as paredes das artérias.

 

3. Vasos sanguíneos mais saudáveis

 

Alguns estudos apontam que a música contribui com a saúde dos vasos sanguíneos e com a chamada função endotelial, ligada à capacidade das células endoteliais (aquelas que revestem o interior dos vasos) de regular o fluxo de sangue e o tônus vascular. [...]

 

4. Melhora do humor

 

Ouvir músicas de que gostamos pode aumentar a liberação de endorfinas e outros neurotransmissores que têm um efeito positivo no humor. Um estado de espírito positivo pode trazer benefícios para a saúde cardiovascular.

 

5. Aumento da motivação para o exercício

 

Muitas pessoas usam a música como estímulo durante um exercício físico. Isso pode aumentar a motivação e o desempenho durante o treino, o que é benéfico para o coração.

 

6. Mais qualidade do sono

 

Canções relaxantes antes de dormir contribuem com a qualidade do sono, uma vez que podem induzir a um estado de relaxamento profundo. E vale salientar: dormir é uma forma de recuperação do corpo, que precisa se recarregar para o dia seguinte. [...]

 

7. Redução da dor e auxílio em tratamentos

 

A música também tem sido usada como terapia complementar para ajudar a reduzir a percepção da dor em pacientes que estão enfrentando determinados tratamentos e pós-cirurgias cardíacas. [...]

 

Música para seu coração

 

Falamos muito aqui de música tranquila e relaxante, mas é válido lembrar que as canções têm efeitos diferentes em cada indivíduo, ou seja, o que funciona para uma pessoa pode não ser igualmente eficaz para outra. Assim, o gosto, as preferências e as respostas pessoais de cada indivíduo à música também desempenham papel relevante. [...] E, apesar dos benefícios, a música não substitui os cuidados médicos e tratamentos recomendados por profissionais de saúde. De modo geral, ela é tida como uma aliada. Por fim, apesar do crescente número de evidências favoráveis que envolvem a saúde cardíaca, ainda existem muitos desafios nessa relação, como a necessidade de mais pesquisas e protocolos padronizados de aplicação e melhores práticas.

 

Adaptado de: https://www.uol.com.br/vivabem/colunas/paulochaccur/ 2023/10/08/o-poder-da-musica-no-coracao-como-elainterfere- na-saude-cardiovascular.htm. Acesso em: 15 de jan. 2024.

Considerando que a Fonologia é a parte da gramática que estuda os fonemas, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s)

 

I. Em “E isso acontece ao ouvir música, tocar um instrumento ou cantar [...]”, os elementos destacados são exemplos de encontros consonantais. 

 

II. No trecho “[...] a explicação é que certas composições podem nos conectar com o artista em questão [..]”, os elementos destacados são exemplos de dígrafos. 

 

III. Em “[...] capacidade das células endoteliais [...] de regular o fluxo de sangue [...]”, a palavra destacada tem cinco letras e seis fonemas, uma vez que apresenta seis sons distintos.


  1. AApenas I e II.
  2. BApenas l e III.
  3. CApenas II e III.
  4. DApenas II.
  5. EApenas III.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Apenas III.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Fonologia: encontros consonantais, dígrafos e contagem de fonemas

Gabarito: letra E (apenas III). A única assertiva correta é a III, pois a palavra "fluxo" tem cinco letras e seis fonemas — o "x" representa dois sons (/ks/). A assertiva I erra ao chamar de encontro consonantal o que é dígrafo ("ou", "ou", "ou" são dígrafos vocálicos, não encontros de consoantes), e a II erra ao chamar de dígrafo o que é encontro consonantal ("ns" em "conectar" são duas consoantes com sons distintos). A banca explora exatamente a confusão clássica entre esses dois fenômenos.

O comando

A questão pede que você analise assertivas sobre fonologia e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s). Isso significa que você deve testar cada afirmativa contra a definição técnica de encontro consonantal, dígrafo e contagem de fonemas. Não é uma questão de interpretação de texto — é uma questão de conceito gramatical aplicado a palavras retiradas do texto-base. O texto serve apenas como fonte das palavras; a resposta mora na regra fonológica.

O texto

O texto fala sobre os benefícios da música para a saúde cardiovascular. As palavras destacadas nas assertivas são:

  • I: "ou", "ou", "ou" (em "ouvir música, tocar um instrumento ou cantar")

  • II: "ns" (em "conectar")

  • III: "fluxo"

Nenhuma dessas palavras é analisada pelo texto em si — elas são apenas extraídas dele. A questão é puramente fonológica.

A técnica que decide

Encontro consonantal é a sequência de duas ou mais consoantes em uma palavra, cada uma representando um fonema distinto (ex.: "livro" — /l/ e /r/ em "li-vro"; "pacto" — /k/ e /t/ em "pac-to").

Dígrafo é o emprego de duas letras para representar um único fonema (ex.: "chá" — /ʃ/; "carro" — /R/; "campo" — /ã/). No dígrafo, as duas letras não têm sons independentes; juntas, formam um só som.

A distinção é crucial: no encontro consonantal, cada consoante tem seu próprio som; no dígrafo, as duas letras juntas produzem um som único.

Contagem de fonemas: cada som distinto conta como um fonema. Letras que não representam som (como o "h" em "hora") não contam; letras que representam dois sons (como o "x" em "fluxo") contam duas vezes.

Análise das assertivas

1Encontro consonantal
2+ consoantes
Cada uma com som próprio
Ex.: "livro", "pacto"
2Dígrafo
2 letras = 1 fonema
Ex.: "chá", "carro", "campo"
3Contagem de fonemas
"x" com som /ks/ = 2 fonemas
Ex.: "fluxo" (5 letras, 6 fonemas)
Fonologia
LEVELsoulevel.com.br
Fonologia: Encontro consonantal (2+ consoantes, Cada uma com som próprio, Ex.: "livro", "pacto"); Dígrafo (2 letras = 1 fonema, Ex.: "chá", "carro", "campo"); Contagem de fonemas ("x" com som /ks/ = 2 fonemas, Ex.: "fluxo" (5 letras, 6 fonemas))

Assertiva I — ❌ Incorreta

A assertiva afirma que "ou", "ou", "ou" são encontros consonantais. Isso é falso. Em "ouvir", "tocar" e "cantar", os elementos destacados são "ou", "ou" e "ou" — que são dígrafos vocálicos (ou ditongos decrescentes nasais, dependendo da análise). O "ou" representa um único som vocálico nasalizado (/o/ nasal), não um encontro de consoantes. A banca tenta confundir o candidato: "ou" parece ter duas letras, mas não são duas consoantes — é uma vogal + semivogal (ou vogal nasalizada). Portanto, não é encontro consonantal.

Assertiva II — ❌ Incorreta

A assertiva afirma que "ns" em "conectar" é um dígrafo. Isso é falso. Em "conectar", o "n" é uma consoante nasal que se pronuncia /n/ (ou nasaliza a vogal anterior, mas aqui está antes de "c", então é consoante plena), e o "s" é outra consoante /s/. São dois fonemas distintos — logo, é um encontro consonantal (con-so-an-te), não um dígrafo. O dígrafo ocorreria se as duas letras representassem um único som, como em "nascer" (sc = /s/). Aqui, "ns" tem dois sons: /n/ e /s/.

Assertiva III — ✅ Correta

A assertiva afirma que "fluxo" tem cinco letras e seis fonemas. Vamos contar:

  • Letras: f-l-u-x-o = 5 letras

  • Fonemas: /f/ /l/ /u/ /k/ /s/ /o/ = 6 fonemas

O "x" em "fluxo" representa o encontro consonantal /ks/ (dífono), ou seja, dois sons. Portanto, a palavra tem 5 letras, mas 6 sons. A assertiva está correta.

Conclusão

Apenas a assertiva III é correta. Como a banca pede a(s) correta(s), o gabarito é a letra E.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão clássica entre encontro consonantal e dígrafo. No encontro consonantal, cada consoante tem som próprio; no dígrafo, duas letras formam um único som. Além disso, o "x" com som /ks/ é um caso especial que aumenta o número de fonemas em relação ao de letras.

PEGA ESSA DICA!

Ao contar fonemas, lembre-se: dígrafos diminuem o número de fonemas (2 letras = 1 som); o "x" com som /ks/ aumenta (1 letra = 2 sons). Teste sempre a pronúncia: se duas letras produzem um som só, é dígrafo; se produzem dois sons, é encontro consonantal.

Gabarito: letra E

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