Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Orações Subordinadas Adjetivas — Instituto Consulplan 2024

PortuguêsOrações Subordinadas Adjetivas
Código
qa602492
Banca
Instituto Consulplan
Órgão
Pref Divinópolis
Ano
2024
Cargo
Ag (Divinópolis)

Deficit de atenção ou distração? Entenda o TDAH em adultos

 

Ser uma pessoa distraída é o suficiente para receber o diagnóstico de TDA (Transtorno de Deficit de Atenção) ou TDAH (Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade)? Não é apenas a dificuldade para se concentrar em algumas tarefas que caracteriza a condição, explica a bióloga e neurocientista Lívia Ciacci, palestrante do Método Supera, de ginástica para o cérebro. “O transtorno do deficit de atenção é um transtorno neurobiológico que, diferentemente da distração, tem uma causa física por trás”, ressalta Ciacci.

 

No cérebro de uma pessoa com TDAH, diz a especialista, existe uma alteração bioquímica nas regiões pré-frontal e pré- -motora. Como a região frontal é quem regula o comportamento humano por meio do autocontrole, falhas na bioquímica dessa região levam às alterações de impulsos e inquietação.

 

Essas alterações costumam se manifestar ainda na infância e se estendem pela vida adulta. O transtorno possui influência genética e é comum que várias pessoas da mesma família tenham a mesma doença.

 

“Diferentemente de alguém que se distrai porque foca a atenção na televisão, em algum barulho ou numa conversa paralela, a pessoa com TDAH se distrai porque além da sensibilidade aumentada ao ambiente, ela também tem um excesso de pensamentos na própria mente. Esse excesso de pensamentos somado à dificuldade de autocontrole gera o comportamento impulsivo e a dificuldade de focar em apenas um estímulo”, conta Ciacci.

 

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 4% da população mundial adulta convive com o transtorno de deficit de atenção. Só no Brasil, são 3 milhões de adultos com a condição.

 

O TDAH tem três sintomas mais marcantes: a falta de concentração, a impulsividade e a hiperatividade (excesso de energia), afirma Ciacci.

 

Entre as características comportamentais de uma pessoa com deficit de atenção estão agressividade, excitabilidade, hiperatividade, impulsividade, inquietação, irritabilidade e falta de moderação. Dificuldade de concentração, esquecimento ou falta de atenção são alguns dos reflexos na cognição do paciente. Quanto ao humor, a pessoa pode apresentar ansiedade, depressão ou dificuldade de aprendizagem.

 

Os sintomas do TDAH causam confusão porque são coisas que todos nós já passamos, mesmo aqueles que não têm a alteração biológica no cérebro, mas a diferença para um diagnóstico está na frequência e na intensidade.

 

O risco de olhar superficialmente para essas características e se autodiagnosticar é acabar se apoiando em uma “desculpa” imaginária e deixar de se conhecer e evoluir, observa a neurocientista.

 

“Mesmo que a pessoa realmente tenha o transtorno, apenas se autodiagnosticar não vai garantir melhoria no desempenho ou nos relacionamentos. O tratamento deve seguir uma sequência de abordagens psicoterapêuticas, farmacológicas e principalmente de autoconhecimento e estruturação do ambiente para contornar as dificuldades naturais dessa forma de funcionamento. Tudo isso só será possível com ajuda médica e psicológica”, ressalta.

 

Ainda, segundo a especialista, até chegar ao diagnóstico correto é necessário resgatar a história de vida do indivíduo para entender como eram as características na infância e como foi o ambiente familiar. Por isso é importante que a pessoa procure psicólogos e psiquiatras que entendam o transtorno e que vão dar a devida atenção ao histórico do paciente.

 

A maior dificuldade não é apenas identificar os sintomas, mas também entender como essa pessoa passou pela infância e adolescência com o transtorno, pois o tratamento adequado depende disso. “Não basta receitar uma medicação. É preciso orientá-la quanto ao autoconhecimento, porque as crianças e adolescentes que crescem sem o diagnóstico correto tendem a ter uma baixa autoestima e um histórico de fracassos incompreendidos”, alerta Ciacci.

 

(Silvia Haidar. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ Acesso em: julho de 2024. Fragmento.)

No trecho “[...] mesmo aqueles que não têm a alteração biológica no cérebro, mas a diferença para um diagnóstico está na frequência e na intensidade.” a vírgula está corretamente empregada, pois separa:

  1. AAposto.
  2. BOração coordenada sindética.
  3. CAdjunto adverbial de longa extensão.
  4. DOração subordinada adjetiva explicativa.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Oração subordinada adjetiva explicativa.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Uso da vírgula em oração subordinada adjetiva explicativa

Gabarito: letra D. A vírgula no trecho separa uma oração subordinada adjetiva explicativa, pois o pronome relativo "que" retoma o termo "aqueles" e a oração "que não têm a alteração biológica no cérebro" acrescenta uma explicação sobre esse termo, sem restringi-lo. A passagem que comprova é: "[...] mesmo aqueles que não têm a alteração biológica no cérebro, mas a diferença para um diagnóstico está na frequência e na intensidade." — a oração introduzida por "que" funciona como um adjetivo (modifica "aqueles") e vem isolada por vírgula, característica típica das explicativas.

O comando da questão

O enunciado pede que se identifique o que a vírgula separa no trecho destacado. Isso é uma questão de análise sintática aplicada à pontuação: não basta saber a regra geral da vírgula; é preciso reconhecer a função sintática da oração que ela isola. A banca quer que o candidato classifique a oração introduzida por "que" — se é aposto, oração coordenada, adjunto adverbial ou oração subordinada adjetiva.

O trecho e a estrutura sintática

No trecho "[...] mesmo aqueles que não têm a alteração biológica no cérebro, mas a diferença para um diagnóstico está na frequência e na intensidade.", temos:

  • "mesmo aqueles" — pronome demonstrativo com valor substantivo, núcleo do sujeito;

  • "que não têm a alteração biológica no cérebro" — oração iniciada por pronome relativo "que", retomando "aqueles";

  • ", mas a diferença..." — oração coordenada adversativa, introduzida por "mas".

A oração "que não têm a alteração biológica no cérebro" modifica o substantivo "aqueles", exercendo função de adjunto adnominal oracional — exatamente o papel de uma oração subordinada adjetiva. Ela é explicativa porque vem entre vírgulas e acrescenta uma informação que não restringe o sentido de "aqueles": o autor não está dizendo que apenas alguns "aqueles" não têm a alteração; ele se refere a todos os que se enquadram nessa condição, explicando uma característica já pressuposta.

A regra que decide

As orações subordinadas adjetivas são introduzidas por pronomes relativos (que, o qual, cujo, onde) e funcionam como um adjetivo em relação ao antecedente. Dividem-se em:

  • Restritivas: restringem o sentido do antecedente, individualizando-o; não são separadas por vírgula. Ex.: "Os alunos que estudaram passaram." (só os que estudaram)

  • Explicativas: acrescentam uma explicação sobre o antecedente, que já é conhecido ou pressuposto; são separadas por vírgula. Ex.: "Os alunos, que estudaram, passaram." (todos os alunos, e a oração explica)

No trecho, a oração "que não têm a alteração biológica no cérebro" está entre vírgulas e explica uma característica de "aqueles" — logo, é explicativa. A vírgula, portanto, separa essa oração subordinada adjetiva explicativa.

Análise das alternativas

1Introduzida por pronome relativo
que, o qual, cujo, onde
2Função: adjunto adnominal oracional
3Restritiva
Restringe o sentido do antecedente
Sem vírgula
4Explicativa
Acrescenta explicação (não restringe)
Entre vírgulas
Oração subordinada adjetiva
LEVELsoulevel.com.br
Oração subordinada adjetiva: Introduzida por pronome relativo (que, o qual, cujo, onde); Função: adjunto adnominal oracional; Restritiva (Restringe o sentido do antecedente, Sem vírgula); Explicativa (Acrescenta explicação (não restringe), Entre vírgulas)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Aposto é um termo que explica, enumera ou resume outro termo da oração, sem verbo próprio (ex.: "Maria, a professora, chegou."). No trecho, a oração "que não têm a alteração biológica no cérebro" tem verbo ("têm") e é introduzida por pronome relativo — não é um aposto, mas uma oração adjetiva. A alternativa confunde aposto com oração subordinada adjetiva explicativa, que são estruturas diferentes: o aposto é um termo da oração; a adjetiva é uma oração subordinada.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Oração coordenada sindética é aquela ligada à outra por uma conjunção coordenativa (e, mas, ou, logo, pois), sem depender sintaticamente dela. No trecho, a oração "que não têm a alteração biológica no cérebro" depende do termo "aqueles" — não poderia existir sozinha como oração coordenada. Ela é subordinada (adjetiva), não coordenada. A alternativa troca o conceito: confunde subordinação com coordenação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Adjunto adverbial de longa extensão é um termo que indica circunstância (tempo, lugar, modo, causa etc.) e, quando longo, pode ser separado por vírgula. No trecho, a oração "que não têm a alteração biológica no cérebro" não indica circunstância — ela caracteriza o substantivo "aqueles", funcionando como adjetivo. Não há valor adverbial (tempo, causa, condição etc.). A alternativa extrapola: atribui à oração uma função que ela não exerce no contexto.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A oração "que não têm a alteração biológica no cérebro" é subordinada adjetiva explicativa: introduzida pelo pronome relativo "que", retoma "aqueles", exerce função de adjunto adnominal e vem isolada por vírgula, característica das explicativas. A vírgula, portanto, separa essa oração. A passagem do texto confirma: "[...] mesmo aqueles que não têm a alteração biológica no cérebro, mas a diferença para um diagnóstico está na frequência e na intensidade." — a oração entre vírgulas explica quem são "aqueles", sem restringir.

Conclusão

A questão testa a classificação da oração introduzida por pronome relativo e o uso da vírgula nas adjetivas explicativas. A técnica: identifique o pronome relativo (que, o qual, cujo, onde) — se a oração vier entre vírgulas e acrescentar explicação sem restringir, é explicativa; se vier sem vírgula e restringir, é restritiva. Aqui, a vírgula isola a oração adjetiva explicativa, confirmando a letra D.

PEGA ESSA DICA!

Ao ver "que" após um substantivo, pergunte: a oração restringe (sem vírgula) ou explica (com vírgula)? Se estiver entre vírgulas, é explicativa — e a vírgula a separa por ser uma oração subordinada adjetiva explicativa.

Gabarito: letra D

Link permanente: /questoes/qa602492