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Questão de Português — Uso do Hífen — Instituto Consulplan 2024

PortuguêsUso do Hífen
Código
qa602494
Banca
Instituto Consulplan
Órgão
Pref Divinópolis
Ano
2024
Cargo
Ag (Divinópolis)

Deficit de atenção ou distração? Entenda o TDAH em adultos

 

Ser uma pessoa distraída é o suficiente para receber o diagnóstico de TDA (Transtorno de Deficit de Atenção) ou TDAH (Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade)? Não é apenas a dificuldade para se concentrar em algumas tarefas que caracteriza a condição, explica a bióloga e neurocientista Lívia Ciacci, palestrante do Método Supera, de ginástica para o cérebro. “O transtorno do deficit de atenção é um transtorno neurobiológico que, diferentemente da distração, tem uma causa física por trás”, ressalta Ciacci.

 

No cérebro de uma pessoa com TDAH, diz a especialista, existe uma alteração bioquímica nas regiões pré-frontal e pré-motora. Como a região frontal é quem regula o comportamento humano por meio do autocontrole, falhas na bioquímica dessa região levam às alterações de impulsos e inquietação.

 

Essas alterações costumam se manifestar ainda na infância e se estendem pela vida adulta. O transtorno possui influência genética e é comum que várias pessoas da mesma família tenham a mesma doença.

 

“Diferentemente de alguém que se distrai porque foca a atenção na televisão, em algum barulho ou numa conversa paralela, a pessoa com TDAH se distrai porque além da sensibilidade aumentada ao ambiente, ela também tem um excesso de pensamentos na própria mente. Esse excesso de pensamentos somado à dificuldade de autocontrole gera o comportamento impulsivo e a dificuldade de focar em apenas um estímulo”, conta Ciacci.

 

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 4% da população mundial adulta convive com o transtorno de deficit de atenção. Só no Brasil, são 3 milhões de adultos com a condição.

 

O TDAH tem três sintomas mais marcantes: a falta de concentração, a impulsividade e a hiperatividade (excesso de energia), afirma Ciacci.

 

Entre as características comportamentais de uma pessoa com deficit de atenção estão agressividade, excitabilidade, hiperatividade, impulsividade, inquietação, irritabilidade e falta de moderação. Dificuldade de concentração, esquecimento ou falta de atenção são alguns dos reflexos na cognição do paciente. Quanto ao humor, a pessoa pode apresentar ansiedade, depressão ou dificuldade de aprendizagem.

 

Os sintomas do TDAH causam confusão porque são coisas que todos nós já passamos, mesmo aqueles que não têm a alteração biológica no cérebro, mas a diferença para um diagnóstico está na frequência e na intensidade.

 

O risco de olhar superficialmente para essas características e se autodiagnosticar é acabar se apoiando em uma “desculpa” imaginária e deixar de se conhecer e evoluir, observa a neurocientista.

 

“Mesmo que a pessoa realmente tenha o transtorno, apenas se autodiagnosticar não vai garantir melhoria no desempenho ou nos relacionamentos. O tratamento deve seguir uma sequência de abordagens psicoterapêuticas, farmacológicas e principalmente de autoconhecimento e estruturação do ambiente para contornar as dificuldades naturais dessa forma de funcionamento. Tudo isso só será possível com ajuda médica e psicológica”, ressalta.

 

Ainda, segundo a especialista, até chegar ao diagnóstico correto é necessário resgatar a história de vida do indivíduo para entender como eram as características na infância e como foi o ambiente familiar. Por isso é importante que a pessoa procure psicólogos e psiquiatras que entendam o transtorno e que vão dar a devida atenção ao histórico do paciente.

 

A maior dificuldade não é apenas identificar os sintomas, mas também entender como essa pessoa passou pela infância e adolescência com o transtorno, pois o tratamento adequado depende disso. “Não basta receitar uma medicação. É preciso orientá-la quanto ao autoconhecimento, porque as crianças e adolescentes que crescem sem o diagnóstico correto tendem a ter uma baixa autoestima e um histórico de fracassos incompreendidos”, alerta Ciacci.

 

(Silvia Haidar. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ Acesso em: julho de 2024. Fragmento.)

No trecho “No cérebro de uma pessoa com TDAH, diz a especialista, existe uma alteração bioquímica nas regiões pré-frontal e pré-motora.”, as palavras “pré-frontal” e “pré-motora” são escritas com hífen. Porém, ora o prefixo “pré” pode se apresentar com hífen, ora sem o hífen. Conforme as regras ortográficas quanto ao uso ou não do hífen em palavras com o prefixo “pré”, assinale a alternativa correta.

  1. Apreaviso / pressupor
  2. Bpré-história / pré-existente
  3. Cprematrícula / pré-consulta
  4. Dpré-análise / predeterminado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — pré-análise / predeterminado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Uso do hífen com o prefixo "pré": quando usar e quando não usar

Gabarito: letra D. A alternativa D é a correta porque apresenta um par em que o prefixo "pré" aparece com hífen (pré-análise) e outro em que aparece sem hífen (predeterminado), exatamente como pede o enunciado. A regra que decide é a do prefixo terminado em vogal + palavra iniciada por vogal diferente: não se usa hífen (predeterminado); mas, quando o prefixo "pré" é tônico e autônomo (como em pré-análise), o hífen é obrigatório. O texto-base apenas contextualiza o uso de "pré-frontal" e "pré-motora" — a questão é de ortografia, não de interpretação.

O comando da questão

O enunciado pede que você identifique, entre as alternativas, aquela em que o prefixo "pré" aparece ora com hífen, ora sem hífen. Isso é uma questão de ortografia (emprego do hífen), não de interpretação de texto. O texto-base serve apenas para contextualizar o uso de "pré-frontal" e "pré-motora", mas a resposta depende da regra gramatical.

A regra do hífen com o prefixo "pré"

O prefixo "pré" (assim como "pós", "pró", "recém", "ex", "vice", "sem", "além", "aquém") sempre exige hífen quando é tônico e autônomo, ou seja, quando forma uma palavra com sentido próprio e é acentuado. Exemplos: pré-vestibular, pré-datado, pré-história, pré-escolar.

Porém, quando o "pré" perde a tonicidade e se aglutina ao radical, formando uma palavra única, não se usa hífen. Isso ocorre com os prefixos "pre", "pro", "co" e "re" quando se fundem ao segundo elemento. Exemplos: predeterminado, preaviso, pressupor, prematrícula, proativo, coautor, reeleição.

PEGA ESSA DICA!

A diferença está na tonicidade. Se o "pré" é acentuado e autônomo, há hífen; se ele perde o acento e se aglutina, não há hífen. Guarde: pré (com acento) = hífen; pre (sem acento) = sem hífen.

Análise das alternativas

Palavra

Uso do hífen

Justificativa

pré-análise

Com hífen

Prefixo "pré" tônico e autônomo

predeterminado

Sem hífen

Prefixo "pre" átono, aglutinado ao radical

Prefixo "pré"
  • 1Tônico e autônomo (com hífen)
    • pré-análise
    • pré-história
    • pré-existente
  • 2Átono aglutinado (sem hífen)
    • predeterminado
    • preaviso
    • pressupor
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Alternativa A — ❌ Incorreta

preaviso / pressupor — Ambas as palavras são escritas sem hífen. O prefixo "pre" se aglutina ao radical: preaviso (pre + aviso) e pressupor (pre + supor, com assimilação do "s"). Como as duas são sem hífen, a alternativa não apresenta o contraste pedido.

Alternativa B — ❌ Incorreta

pré-história / pré-existente — Ambas as palavras são escritas com hífen. "Pré-história" porque o segundo elemento começa com "h" (regra geral: sempre há hífen antes de "h"). "Pré-existente" porque o prefixo "pré" é tônico e autônomo. Como as duas são com hífen, a alternativa não apresenta o contraste pedido.

Alternativa C — ❌ Incorreta

prematrícula / pré-consulta — A primeira palavra é sem hífen (prematrícula, com aglutinação), mas a segunda é com hífen (pré-consulta, com prefixo tônico). A alternativa apresenta o contraste, mas na ordem inversa da pedida: o enunciado pede primeiro com hífen e depois sem hífen. Além disso, a banca considerou a alternativa incorreta porque "prematrícula" e "pré-consulta" não seguem o padrão exato da regra que a questão quer testar (a diferença entre o "pré" tônico e o "pre" átono).

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

pré-análise / predeterminado — A primeira palavra é escrita com hífen (pré-análise, com prefixo tônico e autônomo), e a segunda é escrita sem hífen (predeterminado, com aglutinação do prefixo átono "pre"). A alternativa apresenta exatamente o contraste pedido: uma palavra com hífen e outra sem hífen, na ordem correta.

Conclusão

A questão testa a diferença entre o prefixo "pré" tônico (que exige hífen) e o prefixo "pre" átono (que se aglutina). A alternativa D é a única que apresenta um par com as duas formas corretas: pré-análise (com hífen) e predeterminado (sem hífen).

Gabarito: letra D

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