Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Fonética (Fonemas, Dígrafos, Encontros Consonantais, Vocálicos). Separação Silábica — Instituto Consulplan 2024

PortuguêsFonética (Fonemas, Dígrafos, Encontros Consonantais, Vocálicos). Separação Silábica
Código
qa602497
Banca
Instituto Consulplan
Órgão
Pref Divinópolis
Ano
2024
Cargo
Ag (Divinópolis)

Deficit de atenção ou distração? Entenda o TDAH em adultos

 

Ser uma pessoa distraída é o suficiente para receber o diagnóstico de TDA (Transtorno de Deficit de Atenção) ou TDAH (Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade)? Não é apenas a dificuldade para se concentrar em algumas tarefas que caracteriza a condição, explica a bióloga e neurocientista Lívia Ciacci, palestrante do Método Supera, de ginástica para o cérebro. “O transtorno do deficit de atenção é um transtorno neurobiológico que, diferentemente da distração, tem uma causa física por trás”, ressalta Ciacci.

 

No cérebro de uma pessoa com TDAH, diz a especialista, existe uma alteração bioquímica nas regiões pré-frontal e pré-motora. Como a região frontal é quem regula o comportamento humano por meio do autocontrole, falhas na bioquímica dessa região levam às alterações de impulsos e inquietação.

 

Essas alterações costumam se manifestar ainda na infância e se estendem pela vida adulta. O transtorno possui influência genética e é comum que várias pessoas da mesma família tenham a mesma doença.

 

“Diferentemente de alguém que se distrai porque foca a atenção na televisão, em algum barulho ou numa conversa paralela, a pessoa com TDAH se distrai porque além da sensibilidade aumentada ao ambiente, ela também tem um excesso de pensamentos na própria mente. Esse excesso de pensamentos somado à dificuldade de autocontrole gera o comportamento impulsivo e a dificuldade de focar em apenas um estímulo”, conta Ciacci.

 

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 4% da população mundial adulta convive com o transtorno de deficit de atenção. Só no Brasil, são 3 milhões de adultos com a condição.

 

O TDAH tem três sintomas mais marcantes: a falta de concentração, a impulsividade e a hiperatividade (excesso de energia), afirma Ciacci.

 

Entre as características comportamentais de uma pessoa com deficit de atenção estão agressividade, excitabilidade, hiperatividade, impulsividade, inquietação, irritabilidade e falta de moderação. Dificuldade de concentração, esquecimento ou falta de atenção são alguns dos reflexos na cognição do paciente. Quanto ao humor, a pessoa pode apresentar ansiedade, depressão ou dificuldade de aprendizagem.

 

Os sintomas do TDAH causam confusão porque são coisas que todos nós já passamos, mesmo aqueles que não têm a alteração biológica no cérebro, mas a diferença para um diagnóstico está na frequência e na intensidade.

 

O risco de olhar superficialmente para essas características e se autodiagnosticar é acabar se apoiando em uma “desculpa” imaginária e deixar de se conhecer e evoluir, observa a neurocientista.

 

“Mesmo que a pessoa realmente tenha o transtorno, apenas se autodiagnosticar não vai garantir melhoria no desempenho ou nos relacionamentos. O tratamento deve seguir uma sequência de abordagens psicoterapêuticas, farmacológicas e principalmente de autoconhecimento e estruturação do ambiente para contornar as dificuldades naturais dessa forma de funcionamento. Tudo isso só será possível com ajuda médica e psicológica”, ressalta.

 

Ainda, segundo a especialista, até chegar ao diagnóstico correto é necessário resgatar a história de vida do indivíduo para entender como eram as características na infância e como foi o ambiente familiar. Por isso é importante que a pessoa procure psicólogos e psiquiatras que entendam o transtorno e que vão dar a devida atenção ao histórico do paciente.

 

A maior dificuldade não é apenas identificar os sintomas, mas também entender como essa pessoa passou pela infância e adolescência com o transtorno, pois o tratamento adequado depende disso. “Não basta receitar uma medicação. É preciso orientá-la quanto ao autoconhecimento, porque as crianças e adolescentes que crescem sem o diagnóstico correto tendem a ter uma baixa autoestima e um histórico de fracassos incompreendidos”, alerta Ciacci.

 

(Silvia Haidar. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ Acesso em: julho de 2024. Fragmento.)

Leia o trecho a seguir:

 

“Entre as características comportamentais de uma pessoa com deficit de atenção estão agressividade, excitabilidade, hiperatividade, impulsividade, inquietação, irritabilidade e falta de moderação. Dificuldade de concentração, esquecimento ou falta de atenção são alguns dos reflexos na cognição do paciente. Quanto ao humor, a pessoa pode apresentar ansiedade, depressão ou dificuldade de aprendizagem.”

 

Em relação à fonologia das palavras, assinale a alternativa correta.

  1. ANas grafias de “concentração” e “reflexo” há encontros consonantais.
  2. BOs termos “impulsividade” e “quanto” apresentam dígrafos em suas grafias.
  3. CTanto a palavra “comportamentais” quanto a palavra “ansiedade” apresentam hiato.
  4. DAs palavras “características” e “cérebro” apresentam classificações diferentes quanto à tonicidade.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Nas grafias de “concentração” e “reflexo” há encontros consonantais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Fonologia: encontros consonantais, dígrafos, hiatos e tonicidade

Gabarito: letra A. A alternativa A é a correta porque, nas palavras “concentração” e “reflexo”, há encontros consonantais: em “concentração”, o encontro –nc– (consoante + consoante em sílabas diferentes) e, em “reflexo”, o encontro –fl– (consoante + consoante na mesma sílaba). As demais alternativas apresentam erros de análise fonológica, como veremos a seguir.

O comando: o que a questão pede

A questão pede que você analise a fonologia das palavras do trecho, ou seja, os sons (fonemas) e sua representação gráfica (letras). É uma questão de conhecimento conceitual — não de interpretação de texto. Você precisa dominar três conceitos: encontro consonantal, dígrafo e hiato, além da tonicidade.

  • Encontro consonantal: sequência de duas ou mais consoantes sem vogal entre elas, podendo estar na mesma sílaba (perfeito) ou em sílabas diferentes (imperfeito). Ex.: flor (fl – mesmo sílaba), ritmo (tm – sílabas diferentes).

  • Dígrafo: duas letras que representam um único fonema. Ex.: ch, lh, nh, rr, ss, qu, gu (quando não pronunciamos o u).

  • Hiato: encontro de duas vogais que ficam em sílabas diferentes. Ex.: sa-ú-de.

A pegadinha central é não confundir dígrafo com encontro consonantal. No dígrafo, as duas letras representam um só som; no encontro consonantal, cada consoante tem seu próprio som.

Palavra

Fenômeno

Separação

concentração

encontro consonantal (–nc–)

con-cen-tra-ção

reflexo

encontro consonantal (–fl–)

re-fle-xo

impulsividade

dígrafo (qu) + encontro consonantal (–ns–)

im-pul-si-vi-da-de

quanto

dígrafo (qu)

quan-to

comportamentais

hiato (–a–e–)

com-por-ta-men-ta-is

ansiedade

hiato (–i–e–)

an-si-e-da-de

características

proparoxítona

ca-rac-te-rís-ti-cas

cérebro

proparoxítona

cé-re-bro

1Encontro consonantal
Consoantes sem vogal entre si
Mesma sílaba (perfeito): reflexo (–fl–)
Sílabas diferentes (imperfeito): concentração (–nc–)
2Dígrafo
Duas letras = um fonema
qu: quanto
Não é dígrafo: impulsividade (–ns–)
3Hiato
Vogais em sílabas diferentes
ansiedade (–i–e–)
Não é hiato: comportamentais (–ai– ditongo)
4Tonicidade
características: proparoxítona
cérebro: proparoxítona
Fonologia
LEVELsoulevel.com.br
Fonologia: Encontro consonantal (Consoantes sem vogal entre si, Mesma sílaba (perfeito): reflexo (–fl–), Sílabas diferentes (imperfeito): concentração (–nc–)); Dígrafo (Duas letras = um fonema, qu: quanto, Não é dígrafo: impulsividade (–ns–)); Hiato (Vogais em sílabas diferentes, ansiedade (–i–e–), Não é hiato: comportamentais (–ai– ditongo)); Tonicidade (características: proparoxítona, cérebro: proparoxítona)

Alternativa A — ✅ Correta

A alternativa A afirma que “nas grafias de ‘concentração’ e ‘reflexo’ há encontros consonantais”. Isso é verdadeiro.

  • concentração: con-cen-tra-ção → o encontro –nc– é um encontro consonantal imperfeito (consoantes em sílabas diferentes).

  • reflexo: re-fle-xo → o encontro –fl– é um encontro consonantal perfeito (consoantes na mesma sílaba).

Ambos os casos se enquadram na definição de encontro consonantal: sequência de consoantes sem vogal intermediária. Portanto, a alternativa está correta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa B afirma que “os termos ‘impulsividade’ e ‘quanto’ apresentam dígrafos em suas grafias”. Isso é parcialmente verdadeiro, mas a afirmação é falsa porque “impulsividade” não apresenta dígrafo.

  • impulsividade: im-pul-si-vi-da-de → o encontro –ns– é um encontro consonantal (consoantes em sílabas diferentes), não um dígrafo. O dígrafo ocorre quando duas letras representam um único fonema, como em ch, lh, nh, rr, ss, qu, gu. Em “impulsividade”, o n e o s são fonemas distintos.

  • quanto: quan-to → o qu é um dígrafo (representa o fonema /k/).

Portanto, a alternativa B está incorreta porque generaliza incorretamente: apenas “quanto” tem dígrafo, não “impulsividade”.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C afirma que “tanto a palavra ‘comportamentais’ quanto a palavra ‘ansiedade’ apresentam hiato”. Isso é parcialmente verdadeiro, mas a afirmação é falsa porque “comportamentais” não apresenta hiato.

  • comportamentais: com-por-ta-men-ta-is → o encontro –ai– é um ditongo (vogal + semivogal na mesma sílaba), não um hiato. O hiato ocorre quando duas vogais ficam em sílabas diferentes, como em sa-ú-de.

  • ansiedade: an-si-e-da-de → o encontro –ie– é um hiato (vogais em sílabas diferentes).

Portanto, a alternativa C está incorreta porque atribui hiato a uma palavra que tem ditongo.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D afirma que “as palavras ‘características’ e ‘cérebro’ apresentam classificações diferentes quanto à tonicidade”. Isso é falso.

  • características: ca-rac-te-rís-ti-cas → a sílaba tônica é rís (antepenúltima), portanto é proparoxítona.

  • cérebro: cé-re-bro → a sílaba tônica é (antepenúltima), portanto é proparoxítona.

Ambas são proparoxítonas, ou seja, têm a mesma classificação quanto à tonicidade. A alternativa D está incorreta porque afirma que são diferentes quando são iguais.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre dígrafo e encontro consonantal. No dígrafo, duas letras representam um só som; no encontro consonantal, cada consoante tem seu próprio som. Fique atento a palavras como “impulsividade”, em que o –ns– é encontro consonantal, não dígrafo.

PEGA ESSA DICA!

Para resolver questões de fonologia, separe as sílabas e identifique os fonemas. Se duas letras representam um único som, é dígrafo; se representam sons distintos, é encontro consonantal. Para tonicidade, identifique a sílaba mais forte da palavra.

Gabarito: letra A.

Link permanente: /questoes/qa602497