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Questão de Português — Concordância (Verbal e Nominal) — Instituto Consulplan 2024

PortuguêsConcordância (Verbal e Nominal)
Código
qa602498
Banca
Instituto Consulplan
Órgão
Pref Divinópolis
Ano
2024
Cargo
Ag (Divinópolis)

Deficit de atenção ou distração? Entenda o TDAH em adultos

 

Ser uma pessoa distraída é o suficiente para receber o diagnóstico de TDA (Transtorno de Deficit de Atenção) ou TDAH (Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade)? Não é apenas a dificuldade para se concentrar em algumas tarefas que caracteriza a condição, explica a bióloga e neurocientista Lívia Ciacci, palestrante do Método Supera, de ginástica para o cérebro. “O transtorno do deficit de atenção é um transtorno neurobiológico que, diferentemente da distração, tem uma causa física por trás”, ressalta Ciacci.

 

No cérebro de uma pessoa com TDAH, diz a especialista, existe uma alteração bioquímica nas regiões pré-frontal e pré-motora. Como a região frontal é quem regula o comportamento humano por meio do autocontrole, falhas na bioquímica dessa região levam às alterações de impulsos e inquietação.

 

Essas alterações costumam se manifestar ainda na infância e se estendem pela vida adulta. O transtorno possui influência genética e é comum que várias pessoas da mesma família tenham a mesma doença.

 

“Diferentemente de alguém que se distrai porque foca a atenção na televisão, em algum barulho ou numa conversa paralela, a pessoa com TDAH se distrai porque além da sensibilidade aumentada ao ambiente, ela também tem um excesso de pensamentos na própria mente. Esse excesso de pensamentos somado à dificuldade de autocontrole gera o comportamento impulsivo e a dificuldade de focar em apenas um estímulo”, conta Ciacci.

 

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 4% da população mundial adulta convive com o transtorno de deficit de atenção. Só no Brasil, são 3 milhões de adultos com a condição.

 

O TDAH tem três sintomas mais marcantes: a falta de concentração, a impulsividade e a hiperatividade (excesso de energia), afirma Ciacci.

 

Entre as características comportamentais de uma pessoa com deficit de atenção estão agressividade, excitabilidade, hiperatividade, impulsividade, inquietação, irritabilidade e falta de moderação. Dificuldade de concentração, esquecimento ou falta de atenção são alguns dos reflexos na cognição do paciente. Quanto ao humor, a pessoa pode apresentar ansiedade, depressão ou dificuldade de aprendizagem.

 

Os sintomas do TDAH causam confusão porque são coisas que todos nós já passamos, mesmo aqueles que não têm a alteração biológica no cérebro, mas a diferença para um diagnóstico está na frequência e na intensidade.

 

O risco de olhar superficialmente para essas características e se autodiagnosticar é acabar se apoiando em uma “desculpa” imaginária e deixar de se conhecer e evoluir, observa a neurocientista.

 

“Mesmo que a pessoa realmente tenha o transtorno, apenas se autodiagnosticar não vai garantir melhoria no desempenho ou nos relacionamentos. O tratamento deve seguir uma sequência de abordagens psicoterapêuticas, farmacológicas e principalmente de autoconhecimento e estruturação do ambiente para contornar as dificuldades naturais dessa forma de funcionamento. Tudo isso só será possível com ajuda médica e psicológica”, ressalta.

 

Ainda, segundo a especialista, até chegar ao diagnóstico correto é necessário resgatar a história de vida do indivíduo para entender como eram as características na infância e como foi o ambiente familiar. Por isso é importante que a pessoa procure psicólogos e psiquiatras que entendam o transtorno e que vão dar a devida atenção ao histórico do paciente.

 

A maior dificuldade não é apenas identificar os sintomas, mas também entender como essa pessoa passou pela infância e adolescência com o transtorno, pois o tratamento adequado depende disso. “Não basta receitar uma medicação. É preciso orientá-la quanto ao autoconhecimento, porque as crianças e adolescentes que crescem sem o diagnóstico correto tendem a ter uma baixa autoestima e um histórico de fracassos incompreendidos”, alerta Ciacci.

 

(Silvia Haidar. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ Acesso em: julho de 2024. Fragmento.)

A regra geral de concordância diz que o verbo deve concordar com o sujeito, como em “Essas alterações costumam se manifestar ainda na infância e se estendem pela vida adulta.” Quanto aos casos particulares de concordância, assinale a alternativa INCORRETA.

  1. AMais de uma pessoa da equipe apresenta sintomas de TDAH.
  2. BQuantos de nós participarão da reunião nesta segunda quinzena?
  3. CDiante de tantas incertezas, Minas Gerais continuam firmes em sua decisão.
  4. DO coordenador do grupo é um dos que votaram a favor da mudança das regras internas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Diante de tantas incertezas, Minas Gerais continuam firmes em sua decisão.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Concordância verbal: o caso dos topônimos e outras pegadinhas

Gabarito: letra C. A alternativa C é a incorreta — e, como o enunciado pede a INCORRETA, ela é o gabarito. O erro está em “Minas Gerais continuam firmes”: o sujeito é o topônimo “Minas Gerais”, que, mesmo tendo forma plural, sem artigo exige verbo no singular — o correto seria “Minas Gerais continua firme”. A regra que decide está no próprio texto-base, que traz o exemplo “Só no Brasil, são 3 milhões de adultos com a condição” — mas o ponto-chave é a regra gramatical dos nomes de lugar: com artigo, plural; sem artigo, singular.

O comando: o que a banca pede

A questão pede que você identifique a alternativa INCORRETA quanto aos casos particulares de concordância verbal. Isso muda tudo: você não procura a frase certa, e sim a que viola uma regra específica. As alternativas A, B e D apresentam casos especiais corretos; a C é a única que erra. Leia o comando com atenção: “assinale a alternativa INCORRETA” — o gabarito é a exceção, a que foge à norma.

O texto-base: onde mora a resposta

O texto fala sobre TDAH, mas a questão é de gramática aplicada — usa o texto apenas como ponto de partida para cobrar concordância. O trecho citado no enunciado, “Essas alterações costumam se manifestar ainda na infância e se estendem pela vida adulta”, ilustra a regra geral: verbo concorda com o sujeito. As alternativas testam casos especiais: expressões partitivas, pronomes interrogativos, topônimos e a construção “um dos que”. A resposta não está literalmente no texto — está na regra gramatical que você deve conhecer.

A técnica: como testar cada alternativa

Para cada frase, pergunte: qual é o núcleo do sujeito? e há alguma regra especial que autorize a flexão? Veja:

  • A) “Mais de uma pessoa da equipe apresenta” — sujeito é “mais de uma pessoa”. Com “mais de” + numeral, o verbo concorda com o numeral: “uma” → singular. Correto.

  • B) “Quantos de nós participarão” — sujeito é o pronome interrogativo “quantos” (plural). Com pronome interrogativo no plural, o verbo pode concordar com o pronome ou com o termo seguinte (“nós”). “Participarão” (3ª pessoa do plural) é aceito. Correto.

  • C) “Minas Gerais continuam” — sujeito é o topônimo “Minas Gerais”. Sem artigo, o verbo fica no singular: “Minas Gerais continua”. Com artigo, seria plural: “As Minas Gerais continuam”. Como não há artigo, o plural é errado. Incorreta — gabarito.

  • D) “O coordenador do grupo é um dos que votaram” — construção “um dos que” admite verbo no plural (concordância com “os que”) ou no singular (concordância com “um”). “Votaram” é correto.

Concordância verbal
  • 1Regra geral
    • Verbo concorda com o sujeito
  • 2Casos particulares
    • Mais de + numeral
      • Concorda com o numeral
    • Pronome interrogativo plural
      • Concorda com o pronome ou termo seguinte
    • Topônimos (nomes de lugar)
      • Sem artigo → singular
      • Com artigo → plural
    • "Um dos que"
      • Singular ou plural
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Alternativa A — ✅ Correta

“Mais de uma pessoa da equipe apresenta sintomas de TDAH.”

A expressão “mais de” + numeral exige concordância com o numeral. Como “uma” é singular, o verbo “apresenta” está correto. Se fosse “mais de duas pessoas”, o verbo iria para o plural. A banca não erra aqui.

Alternativa B — ✅ Correta

“Quantos de nós participarão da reunião nesta segunda quinzena?”

O pronome interrogativo “quantos” está no plural. A regra: com pronome interrogativo no plural, o verbo pode concordar com o pronome (3ª pessoa do plural) ou com o termo seguinte (“nós” — 1ª pessoa do plural). “Participarão” é uma das formas aceitas. Correta.

Alternativa C — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO

“Diante de tantas incertezas, Minas Gerais continuam firmes em sua decisão.”

Aqui está o erro. “Minas Gerais” é um topônimo (nome de lugar) com forma plural. A regra: sem artigo, o verbo fica no singular — “Minas Gerais continua firme”. Com artigo, seria plural: “As Minas Gerais continuam”. Como a frase não traz artigo, o plural “continuam” é incorreto. A banca explora a confusão entre a forma plural do nome e a regra dos topônimos.

Alternativa D — ✅ Correta

“O coordenador do grupo é um dos que votaram a favor da mudança das regras internas.”

Na construção “um dos que”, o verbo pode concordar com o antecedente “um” (singular) ou com o relativo “que” (plural, referindo-se a “os”). “Votaram” (plural) é correto e muito comum. Correta.

NÃO CAIA NESSA!

A banca aposta que você vai achar que “Minas Gerais” é plural porque termina em “s”. Mas a regra dos topônimos manda: sem artigo, singular; com artigo, plural. É uma pegadinha clássica de concordância.

PEGA ESSA DICA!

Ao ver um nome de lugar com forma plural (Minas Gerais, Estados Unidos, Campinas), pergunte: há artigo antes? Se não, o verbo fica no singular. Se sim, plural.

Conclusão: a única alternativa que fere a norma é a C, pois “Minas Gerais” sem artigo exige verbo no singular. As demais seguem corretamente os casos especiais de concordância. Gabarito: letra C.

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