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Questão de Português — Crase — FUNDATEC 2024

PortuguêsCrase
Código
qa602581
Banca
FUNDATEC
Órgão
IFAP
Ano
2024
Cargo
Ass Alu ( )

Facilidades em tempo de internet

 

Por Candice Soldatelli

 

Eslen Delanogare, doutor em Neurociências e fundador do canal Reservatório de Dopamina, recentemente abordou o grave problema das casas de apostas online. Ele trouxe uma perspectiva interessante: a popularização das tais bets só foi possível porque muitas barreiras que havia antes para uma pessoa poder apostar foram eliminadas graças à facilidade e ao imediatismo de usar os aplicativos de apostas no celular.

 

Antigamente, era necessário sair, ter dinheiro vivo em mãos (ou bens a pendurar numa casa de penhores), ir até um cassino, bingo ou banca de jogo ilegal e tentar sua sorte (ou, mais provavelmente, cair no colo do azar). Hoje bastam dois ou três cliques: conta bancária, cartão de crédito, oferta de empréstimo de banco estão diretamente no aplicativo sem precisar ir            agência, e assim os recursos para             apostas infinitas se tornam acessíveis ali, praticamente sem barreiras físicas.

 

Este ponto da eliminação de uma barreira para facilitar um comportamento negativo pode ser observado em outras áreas da sociedade. Vamos considerar as atuais campanhas políticas: antigamente, custava muito caro imprimir santinhos e adesivos e fazer faixas e bandeiras. Hoje o material impresso está mais barato e polui visualmente nossas ruas a ponto de pegarmos ranço de candidaturas extremamente vistosas.

 

Além disso, as redes sociais e seus impulsionamentos fazem a mensagem dos candidatos chegar            milhares de pessoas com um único clique, com rapidez e baixo custo. Não precisa do aluguel de um estúdio, nem de equipamentos de gravação caríssimos, nem de uma equipe numerosa, o que no passado eram barreiras para produzir material eleitoral de áudio e vídeo.

 

Hoje nem comício presencial é necessário porque muitos adotaram o que chamo de “comícios virtuais”, as tais lives, sem a barreira do “olho no olho” com os eleitores.

 

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/candice-soldatelli/noticia/2024/10/o-depois-daeleicao-

cm1qup11x00ol014rfnc4h5l3.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas nas linhas.
  1. Aà – as – à
  2. Bà – às – à
  3. Cà – as – a
  4. Da – às – a
  5. Ea – às – à
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — à – as – a

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crase: preenchendo as lacunas do texto — Gabarito: letra C.

Gabarito: letra C. A sequência correta é à – as – a: na primeira lacuna, ocorre crase (preposição a exigida por “ir” + artigo a antes de “agência”); na segunda, apenas o artigo as (o verbo “chegar” pede a preposição a, mas “milhares” é palavra masculina, então não há artigo feminino para fundir); na terceira, apenas a preposição a (o verbo “chegar” rege a, mas “eleitores” é masculino, sem artigo). A passagem que ancora a resposta está no 2º parágrafo: “sem precisar ir à agência” e “os recursos para as apostas infinitas”, e no 5º parágrafo: “sem a barreira do ‘olho no olho’ com a os eleitores” (no original, “com os eleitores”, mas a lacuna pede a preposição a).

O comando

A questão pede que você preencha as lacunas com o acento indicativo de crase ou sem ele. Isso é uma tarefa de gramática aplicada ao texto: você precisa analisar cada lacuna, identificar se há a fusão da preposição a com o artigo feminino a (ou com o “a” inicial de pronomes demonstrativos/relativos) e, se houver, marcar com acento grave. Não é uma questão de interpretação de sentido, mas de regência e crase.

O texto

O texto fala sobre como a internet eliminou barreiras para comportamentos negativos, como apostas online e poluição visual em campanhas políticas. As lacunas estão em trechos que exigem análise de regência: “ir a algum lugar” (pede preposição a), “recursos para as apostas” (pede artigo as) e “chegar a os eleitores” (pede preposição a). A resposta mora na regência verbal e na presença ou ausência de artigo feminino.

A técnica que decide

A crase é a fusão da preposição a com o artigo feminino a (ou com o “a” inicial de pronomes demonstrativos/relativos). Para saber se há crase, faça o teste: substitua a palavra feminina por uma masculina. Se aparecer ao, há crase; se aparecer apenas a ou o, não há. Aplicando ao texto:

  • “ir ___ agência”: quem vai, vai a algum lugar (preposição). “Agência” é feminino e admite artigo a. Fusão: a + a = à. Teste: “ir ao banco” (masculino) → aparece ao, logo há crase.

  • “recursos para ___ apostas infinitas”: “apostas” é feminino plural, mas o verbo “chegar” não rege a preposição a aqui; o termo é “recursos para as apostas” (apenas artigo). Não há preposição, logo sem crase: as.

  • “chegar ___ eleitores”: quem chega, chega a algum lugar (preposição). “Eleitores” é masculino plural, não admite artigo feminino. Não há fusão, logo sem crase: a.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A sequência à – as – à erra na terceira lacuna: coloca crase antes de “eleitores”, palavra masculina. A crase exige palavra feminina que admita artigo a; “eleitores” é masculino, então só há a preposição a. O erro é de generalização indevida: aplicar a regra de crase sem verificar o gênero da palavra seguinte.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A sequência à – às – à erra na segunda e na terceira lacuna. Na segunda, “recursos para as apostas” não tem preposição a exigida por verbo; é apenas artigo as. Na terceira, “eleitores” é masculino, então não há crase. O erro é de troca de conceito: confundir artigo com crase e aplicar crase diante de palavra masculina.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A sequência à – as – a é a única correta. Na primeira, há crase (preposição a + artigo a antes de “agência”); na segunda, apenas artigo as (sem preposição); na terceira, apenas preposição a (sem artigo feminino). O texto confirma: “sem precisar ir à agência” e “os recursos para as apostas infinitas” (2º parágrafo) e “sem a barreira do ‘olho no olho’ com a os eleitores” (5º parágrafo, com a lacuna pedindo a preposição a).

Alternativa D — ❌ Incorreta

A sequência a – às – a erra na primeira e na segunda lacuna. Na primeira, “ir a agência” sem crase fica incorreto, pois há preposição a + artigo a (fusão obrigatória). Na segunda, “recursos para às apostas” é erro, pois não há preposição a exigida; é apenas artigo as. O erro é de omissão de crase obrigatória e crase indevida.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A sequência a – às – à erra nas três lacunas. Na primeira, falta crase (“ir a agência”); na segunda, há crase indevida (“para às apostas”); na terceira, há crase diante de palavra masculina (“à eleitores”). O erro é de troca de conceito: não identificar quando há fusão de preposição + artigo e aplicar crase sem critério.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre crase obrigatória (preposição + artigo feminino) e ausência de crase (apenas preposição ou apenas artigo). A alternativa C é a única que respeita a regência de “ir” e “chegar” e o gênero das palavras seguintes.

PEGA ESSA DICA!

Antes de marcar crase, faça o teste do masculino: se a palavra masculina equivalente pede ao, há crase; se pede apenas a ou o, não há. Isso resolve a maioria das questões de crase em concursos.

Gabarito: letra C.

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