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Questão de Português — Vocábulo "Que" — INSTITUTO AOCP 2024

PortuguêsVocábulo "Que"
Código
qa602657
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SANEPAR
Ano
2024
Cargo
Tec Oper ( )

Psicólogo destaca a importância do lazer na saúde física e mental

 

Profissional explica como o descanso auxilia na qualidade de vida e indica opções de atividades

Por Izabelle Gomes

As preocupações que surgem com as atividades diárias e a agitação da cidade grande são as principais causadoras do mau humor, cansaço e estresse. A qualidade de vida pode melhorar progressivamente se as pessoas colocarem em prática algumas atividades de lazer, que é uma das formas de diversão, descanso e desenvolvimento do corpo e da mente.

 

Segundo o psicólogo e professor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Recife, campus Caxangá, Amaro Ferreira, o lazer não pode ser visto como um desperdício de tempo, pois ele é fundamental para o nosso bem-estar e produtividade. “O lazer não ajuda somente no controle do estresse, mas também na percepção de autocuidado e equilíbrio na saúde mental e física”, comenta.

 

O entretenimento proporciona muitos benefícios para a saúde, que tendem a impactar em diversas áreas, como o aumento na qualidade e expectativa de vida; a fuga da rotina; novas experiências, interesses e habilidades. “Por mais que alguém goste do seu trabalho, não é saudável viver somente naquele mesmo costume que pode causar cansaço e frustração. Encontrar uma atividade agradável ajuda no desenvolvimento pessoal e social e previne o surgimento de sintomas de depressão e ansiedade”, informa.

 

Não é preciso muito dinheiro para ter um momento de descanso. Existem ocupações simples que podem ser incluídas no cotidiano. Elas podem ser de cunho artístico, físico, manual, intelectual ou turístico. Alguns exemplos são cinema e teatro; as artes; decorações; prática de esportes e caminhadas; artesanatos; costura; jardinagem; leitura; viagens e passeios. “Existem atividades de lazer para todos os gostos. Você só precisa saber o que mais gosta e o que funciona para sua rotina”, explica o professor.

 

Devido à ampliação da expectativa de vida, as oportunidades de entretenimento podem prevenir alguns problemas de saúde, como estafa, perda de memória, transtornos psicológicos e doenças crônicas, a exemplo de diabetes e hipertensão. Para que seja possível o aproveitamento dos benefícios do lazer, é importante focar em si mesmo e no relaxamento. Se há dificuldades em aproveitar os momentos e levá-los com seriedade, procure ajuda de um especialista para obter os melhores resultados.

 

Adaptado de: https://www.uninassau.edu.br/noticias/psicologo-destaca-importancia-do-lazer-na-saude-fisica-e-mental. Acesso em: 23 ago. 2024.

Leia o texto para responder a questão abaixo.

 

Texto 2

 

Ah, as Redes Sociais

 

Por Bichinhos de Jardim

 

Imagem associada para resolução da questão

 

Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/ah-as-redes-sociais/. Acesso em: 13 set. 2024.

 

Sobre determinadas frases do Texto 1, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta. 

 

( ) Em “Para que seja possível o aproveitamento dos benefícios do lazer, é importante focar em si mesmo [...]”, o termo em destaque introduz uma oração subordinada adjetiva explicativa, por indicar o porquê de se aproveitar os benefícios conferidos pelo lazer. 

 

( ) Em “Por mais que alguém goste do seu trabalho [...]”, o termo em destaque exerce a função de pronome relativo, por se conectar à palavra “alguém” e, assim, dar sentido à frase. 

 

( ) Em “Elas podem ser de cunho artístico, físico, manual, intelectual ou turístico. [...]”, o termo em destaque exerce função anafórica, por retomar uma palavra citada anteriormente.

 

  1. AF – F – V.
  2. BF – V – F.
  3. CV – V – F.
  4. DV – F – V.
  5. EF – V – V.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — F – F – V.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Função do "que" e do pronome "elas" no Texto 1

Gabarito: letra A (F – F – V). A questão pede para classificar a função do termo destacado em três frases do Texto 1. A primeira assertiva é falsa porque "para que" introduz uma oração subordinada adverbial final (indica finalidade, não explicação); a segunda é falsa porque "por mais que" é uma locução conjuntiva concessiva (equivale a "embora"), não um pronome relativo; a terceira é verdadeira porque "elas" é um pronome pessoal que exerce função anafórica, retomando "ocupações simples". A sequência correta é F – F – V.

O comando da questão

O enunciado pede para julgar a veracidade de três afirmações sobre a função sintática/morfológica de termos destacados. Isso é uma questão de gramática aplicada ao texto: não se trata de interpretar o sentido global, mas de classificar corretamente cada ocorrência do vocábulo "que" (e do pronome "elas") com base na estrutura da frase. O comando "informe se é verdadeiro (V) ou falso (F)" exige que você teste cada afirmação contra a análise gramatical do trecho citado — e não contra o que "parece" fazer sentido.

O texto e o movimento argumentativo

O Texto 1 é uma reportagem sobre a importância do lazer para a saúde. O autor defende que o lazer não é perda de tempo, mas essencial para o bem-estar. As três frases destacadas aparecem em momentos diferentes: a primeira fala da finalidade de aproveitar o lazer ("Para que seja possível o aproveitamento dos benefícios do lazer"), a segunda faz uma concessão ("Por mais que alguém goste do seu trabalho") e a terceira retoma um termo anterior ("Elas podem ser de cunho artístico..."). A questão não pede interpretação do sentido global, mas análise morfossintática desses trechos.

A técnica que decide: como classificar o "que"

O vocábulo "que" pode ter várias funções. As principais cobradas em prova são:

  • Conjunção integrante: introduz oração subordinada substantiva (equivale a "isso"). Ex.: "Espero que você venha".

  • Pronome relativo: retoma um termo anterior e introduz oração adjetiva (equivale a "o qual, a qual"). Ex.: "O livro que comprei é ótimo".

  • Parte de locução conjuntiva: quando vem acompanhado de outra palavra ("para que", "por mais que", "desde que", "já que"), formando conjunções compostas que introduzem orações adverbiais.

No caso da primeira frase, "para que" é uma locução conjuntiva final — indica a finalidade, o objetivo. Não é oração adjetiva explicativa, pois não retoma um substantivo; liga duas orações estabelecendo relação de finalidade. A assertiva erra ao chamá-la de "adjetiva explicativa" e ao dizer que "indica o porquê" — na verdade indica para quê, não por quê.

Na segunda frase, "por mais que" é uma locução conjuntiva concessiva — equivale a "embora", "ainda que". Não é pronome relativo, pois não retoma nenhum termo; apenas conecta orações estabelecendo uma concessão (fato que se admite, mas que não impede a ação principal).

Na terceira frase, "elas" é um pronome pessoal do caso reto que exerce função anafórica, pois retoma "ocupações simples" mencionadas anteriormente. A anáfora é um mecanismo de coesão referencial que evita a repetição do termo.

Análise das assertivas

1Conjunção integrante
Equivale a "isso"
Oração subordinada substantiva
2Pronome relativo
Retoma termo anterior
Equivale a "o qual/a qual"
3Locução conjuntiva
"para que" → final
"por mais que" → concessiva
"desde que" → condicional
Funções do "que"
LEVELsoulevel.com.br
Funções do "que": Conjunção integrante (Equivale a "isso", Oração subordinada substantiva); Pronome relativo (Retoma termo anterior, Equivale a "o qual/a qual"); Locução conjuntiva ("para que" → final, "por mais que" → concessiva, "desde que" → condicional)

Assertiva I — ❌ Falsa

A afirmação diz que "para que" introduz oração subordinada adjetiva explicativa. Errado. O trecho é:

"Para que seja possível o aproveitamento dos benefícios do lazer, é importante focar em si mesmo [...]"

A oração "Para que seja possível o aproveitamento..." expressa finalidade — responde à pergunta "para quê?". É uma oração subordinada adverbial final, introduzida pela locução conjuntiva "para que". Não há retomada de substantivo, logo não é adjetiva. A banca tenta confundir com a ideia de "explicação", mas finalidade e explicação são relações diferentes.

Assertiva II — ❌ Falsa

A afirmação diz que "por mais que" exerce função de pronome relativo. Errado. O trecho é:

"Por mais que alguém goste do seu trabalho [...]"

"Por mais que" é uma locução conjuntiva concessiva, equivalente a "embora". Indica uma concessão: mesmo que a pessoa goste do trabalho, não é saudável viver só naquele costume. Não retoma nenhum termo anterior, portanto não é pronome relativo. A banca explora a confusão entre as funções do "que".

Assertiva III — ✅ Verdadeira

A afirmação diz que "elas" exerce função anafórica, retomando palavra citada anteriormente. Correto. O trecho é:

"Elas podem ser de cunho artístico, físico, manual, intelectual ou turístico."

O pronome "elas" retoma "ocupações simples" (citadas na frase anterior: "Existem ocupações simples que podem ser incluídas no cotidiano"). Essa retomada é uma anáfora, mecanismo de coesão referencial. A assertiva está correta.

Conclusão

A sequência correta é F – F – V, portanto a alternativa correta é a letra A. A banca adora cobrar as múltiplas funções do "que" — decore os principais usos e teste cada ocorrência perguntando: retoma termo? (pronome relativo) / equivale a "isso"? (conjunção integrante) / faz parte de locução? (conjunção adverbial).

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer você confundir "para que" (final) com "explicativa" e "por mais que" (concessiva) com pronome relativo. Fique atento: locuções conjuntivas sempre vêm em duas palavras.

PEGA ESSA DICA!

Para identificar pronome relativo, tente substituir por "o qual/a qual". Se não der, não é relativo.

Gabarito: letra A

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